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Aos queridos Amigos destes 11 anos de Blog

Segunda-feira, 24.12.18

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Neste NATAL de 2018

ainda vos trago o meu abraço de 

BOAS FESTAS 

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com o desejo de ir tendo noticias vossas.

Afectuosamente

Maria José Rijo

e Paula

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publicado por Maria José Rijo às 13:27

NATAL - 2008

Segunda-feira, 22.12.08

 

.

Olha para o céu
verás uma cruz!
capelas de rosas
Menino Jesus.
.
O menino chora chora
chora com muita razão,
fizeram-lhe a cama curta
tem os pezinhos no chão.
.
Oh, meu Menino Jesus
dizei-me porque chorais?
deu-me minha Mãe um beijo
choro, p'ra que me dê mais.
.
Oh, meu Menino Jesus!
Oh, meu menino tão belo!
logo foste nascer
ao rigor do caramelo!
.
Eu hei-de ir ao presépio
Assentar-me num cantinho,
para ver o Deus menino
que nasceu tão pequenino!
...
Cancioneiro Popular de Elvas
....
Sentemo-nos todos no Presépio e digamos
de todo o coração, uns para os outros.
Um Santo Natal
Boas Festas
.
 
Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 21:16

Exposição - Percurso

Segunda-feira, 29.09.08

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:13

“Promessa é dívida – daqui não há que fugir”

Quinta-feira, 03.01.08

Frente à profusão de papelada que me vou esforçando por compulsar…

Frente a tantas pequenas empreitadas que se adiam, nos pesam, por essa razão, na consciência e nos acrescem a desconfortável sensação de que o tempo nos falta para o que sonhamos empreender…

Lembrei-me hoje, mais uma vez, de uma frase de Eurico Gama.

Aliás, já na nota de abertura que escrevi para a sua “Monografia Resumida” – Elvas Rainha da Fronteira – publicada aquando da inauguração da Sala da Biblioteca a que foi dado o seu nome em 1986 – tive a ocasião de a referir:

“A Vida é tão curta e eu tenho ainda tanto que fazer…”

Confidenciou-me então, sua mulher a saudosa Senhora Dona Maria Amélia Pires Antunes Gama, que este desabafo que lhe escutara em Portalegre – para onde fora tratar-se e de onde – depois, já foi trazido para esta sua muito amada terra – abrangia, também um desejo em que ele se empenhava havia anos; - Fazer entrar na Biblioteca Municipal os manuscritos (9 grossos volumes) que narram a história genealógica dos Vasconcelos de Elvas…

Foi assim, pelos custos da amizade e confiança em mim depositadas, que herdei o sonho de Eurico Gama para que eu continuasse o que prometi.

-Promessa é dívida. Daqui não há que fugir.

Eis porque, de 86 para cá, tenho vindo a esforçar-me para honrar o meu compromisso.

Cessação de responsabilidades políticas, não invalida a responsabilidade que advém da palavra empenhada.

Assim, que, consegui que me fosse reafirmada a oferta, já antes, prometida a Eurico Gama, pela possuidora dos documentos.

Foi-me também afiançado ter sido o Senhor Doutor Silvestre incumbido da sua entrega logo que localizados.

Até que um dia, tive conhecimento pelo meu muito respeitado amigo – Senhor Semedo – do achamento da dita documentação entre o enorme espólio da benemérita Senhora, que, entretanto falecera.

Averiguei do atraso no cumprimento do estabelecido e acatei, não muito a gosto, a demora da sua entrega à Biblioteca, sua legítima herdeira, pois que, sendo tão altamente interessantes eles haviam despertado a curiosidade de os ler ao ilustre interveniente no processo.

Por capricho do acaso, esta mesma informação me foi confirmada pelo próprio Dr. Silvestre à porta da Igreja do Senhor Jesus da Piedade, onde tive o gosto de o cumprimentar.

Ora, não é que hoje, pensando naquele conhecidíssimo: poema: “O passeio de Santo António” dei comigo a sorrir pensando que eu fora o Santo, se calhar, a minha queixa a Nossa Senhora não seria pela curiosidade do Menino Jesus…

Só que, não tendo eu, assim acesso ao céu, não admirará – julgo – que se nalguma das minhas voltas encontrar por aí, o Senhor Dr. Silvestre, como, até, já aconteceu – para além da alegria de o rever, eu comente:

           -- Valha-nos Deus, Padre!

               Que devagar que o Senhor lê!

 

                                Maria José Rijo

 

@@@@@@

Jornal linhas de Elvas

Nº 2.257 – 15 de Julho de 1994

Conversas Soltas

 

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publicado por Maria José Rijo às 11:00

EU HEI-DE IR AO PRESÉPIO

Domingo, 16.12.07

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Há sensivelmente cinco anos, um frágil rapazinho, muito aprumado e impante de satisfacção,veio bater à nossa porta para anunciar a chegada do irmão.

Fê-lo de forma tão linda que a frase que proferiu, fez circuito entre a nossa família e amigos: - “Venho dizer que já tive um menino”.

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Agora, esse que então chegara à vida e assim fora anunciado de forma tão luminosa como se fora a estrelinha de Belém…

Esse, veio até mim, com a graça própria dos seus escassos anos e, o também próprio, encanto de qualquer criança fazer-me um convite:

== Venha ver-me na festa de Natal da minha escola! – Escola que identificou como sendo a da Fafita, da Celeste e da Isabel.

Fiquei também a saber que os meninos todos faziam “coisas” e as famílias e amigos eram convidados para assistir e para o convívio no final.

Deliciada aceitei e fiquei a aguardar o acontecimento com o coração flutuando em ternura.

Da forma mais inesperada, mas, talvez, mais doce possível – o Natal – tão arredio da minha vida, agora, viera bater-me à porta pela mão de uma figura do Presépio.

Quem me lembrara era justamente alguém, que me disse ser – na dramatização do Nascimento de Jesus – uma ovelhinha.

Perante tanto encanto e inocência senti que o Presépio por inteiro voltava a encher os meus dias tão cheios de lembranças e saudades.

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E, tive consciência de que no mais fundo da minha alma me nascia um sorriso tão bom como se eu fosse terra e me nascesse uma flor.

É verdade que continuam os mesmos noticiários…

Guerras, guerras, guerras e mais guerras, flagelam a humanidade e não se lhes vislumbra o fim.

Problemas de secas e chuvas e águas de rios indevidamente represadas, tornam vizinhos em potenciais inimigos…

Injustiças, geram greves…

Ganâncias, geram falcratuas…

Falcatruas geram revoltas…

Revoltas, geram violência...

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E, como o cão, que com a boca, morde a ponta da própria cauda, presa de si própria, roda a vida, e roda, e roda, roda…

Numa Europa onde os governantes, coroados de tantos louros que lhes ofuscam a visão, passeiam as suas ambições pessoais, na procura de sucessos de carreira, olimpicamente indiferentes a tudo que não seja o próprio êxito… quando já não se vislumbra, sequer a solução para os humaníssimos anseios de quantos, pelas suas mãos, dia a dia construindo o bem estar de todos, sustentam o sistema e calam o sonho…

Quando até nas aldeias mais remotas do nosso País – o Natal – vai sendo gradualmente transformado num arraial folclórico, esvaziado de sentido…

Quando as televisões oferecem ao domicílio – por atacado – a fúria de comprar, o luxo e a ostentação, que encobre a ternura sublime – da maior Festa de Amor do Mundo – que tentem reduzir à dimensão e valor de prendas…

Quando um quotidiano rotineiro e difícil, empobrecido de valores verdadeiros quase nos rouba o gosto de pensar e nos vai privando do encanto de viver…

Na luz deslumbrada de uns olhos de criança, ávidos de descobertas, surge a alegria de se anunciar – cordeirinho, ou pastor, ou rei, ou s. José, ou Nossa Senhora – não importa o quê!...

Importa apenas – e, daí, as estrelas nos seus olhos – fazer parte – entrar na representação.

Encaixar no todo.

Como pedra ou estrela completar o quadro.

Sem nos darmos conta a esperança renasce.

Sem nos darmos conta a esperança renasce.

Renasce com a força do Natal.

Lá fui.

Fomos – a família e eu também.

Agora, no rescaldo, não resisto ao gosto de contar.

Foi uma maravilha.

Ajeitamos os nossos “tamanhões” às cadeiras feitas à medida das crianças.

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Assim começamos a descer do nosso poleiro de “adultos”, de “grandes”, para a dimensão sem medida da infância que nos lembra como é bom ser feliz com simplicidade.

Comecei a observar em redor.

Eram todos lindos.

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Ás vezes, um qualquer pormenor prendia-me a atenção. Dei comigo a “recordar” agora vestida de saias e com laços uma figurinha loira que eu vira (ontem?) parecia-me que sim – mas vão 3 dezenas de anos – igual, mas vestindo de menino, golinha branca, calção azul e a cabeça assim, tal e qual cheínha de caracóis.

Procurei com o olhar resposta para a “confusão” e o Pai que eu reencontrara na filha – estava lá.

Na espontaneidade de outros, nos olhos, nos risos, na alegria – surpreendi-me a reencontrar, esta, aquela, a outra… que lá estava também.

Não admira.

Era a festa do futuro da nossa terra.

E, as Lauras, os Eduardos, os Ricardos, as Andreias, as Rutes, as Margaridas, as Anãs e os Pedros – nascidos das raízes desta cidade são parte do Natal do futuro deste País.

Era uma festa do futuro cantada pelo Presente.

Não era espectáculo pago.

Não exigia fatiotas arrebicadas.

Era “apenas” – o que era…

E, se é verdade que ninguém precisa equipar-se especialmente para ver o mar, o céu, o nascer do sol ou o pôr-do-sol, um rio a correr, uma árvore em flor ou derreada ao peso dos frutos, pássaros a voar – e, tudo o que mais que não é pago porque não tem preço…

Se para estas “pequeninas” grandes coisas, é apenas necessário sentir a vida de que fazemos parte…

Apetecia-me ter voz para fazer chegar aos “grandes” do mundo aquela modesta quadrinha de Natal que o Sr. Padre Ramiro incluiu no repertório do Coral da nossa cidade:

 

Eu hei-de ir ao Presépio

Assentar-me num cantinho

Para ver como Jesus

Nasceu lá – tão pobrezinho

 

 

                Maria José Rijo

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@@@@

Conversas Soltas

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.330 – 22-Dezembro – 1995

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publicado por Maria José Rijo às 18:28

Natal

Sexta-feira, 07.12.07

                                            

Mesmo sobre a saudade, a

doçura do Natal, embala cada

coração como uma

música de esperança.

@

Maria José Rijo

@@@

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João Carpinteiro

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publicado por Maria José Rijo às 00:43





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@@@@ O caminho acaba ali... Ali onde começa a descoberta, O caminho é sempre estrada feita O fim do caminho É uma porta aberta... Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Quando o homem se render à força que o amor tem e a arma for oração pulsará na vida a paz como bate um coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Ser semente do futuro, é a mensagem de esperança, Que como um recado antigo, A vida nos dá a herança.- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Eu penso, que é saudável e honesto reconhecer e respeitar as diferenças que nos individualizam no campo, também dosi deais.----- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@ Há uma tal comunhão entre a obra e o autor Que até Deus concebe o Homem e o Homem - o Criador! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ UMA IDEIA : É uma LUZ que se acende i nesperadamente no nossos espirito iluminando um caminho novo. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Sei para onde vou- pela ansia de galgar a distância- de onde estou- para o que não sou. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ A solidão é o que preenche o vazio de todas as ausências. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Quando na vida se perde, Um amigo ou um parente, P’ra que serve a Primavera? Se o frio está dentro da gente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Mesmo sobre a saudade, a doçura do Natal, embala cada coração como uma música de esperança. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Em passadas de gigante nobre de traça e idade vem da nascente p'ras fontes dar de beber à cidade. -- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Nas flores como nas pessoas, ás vezes a aparente fragilidade também pode esconder astúcias e artificiosos bluffes ”. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ A cada um seu direito, A cada terra seu uso, A cada boca um quinhão, A cada roca seu fuso, Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Seja cada dia um fruto- Cada fruto uma semente- Cada semente o produto- Dos passos dados em frente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Coisas e loisas esparsas- Como a ferrugem – se pica- Como a lama dos caminhos- Se pisada… nos salpica. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Todos os dias amanhecem Crianças Pássaros Flores ! Sobre a noite das crianças Pássaros Flores que já não amanhecem Amanhecerá! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Ao longe vejo Olivença Mais perto, Vila Real A meus pés o Guadiana Correndo manso – na crença De que tudo é Portugal Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Pátria sagrada de povo, Que emigrada- ganha pão, estás repartida- mas viva Se te bate o coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Portugal mais se define Onde a fronteira se traça Pode partir, mas não dobra Quem defende Pátria e Raça Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Bom seria se os recados do nosso coração chegassem ao ouvido de quem os motiva, porque então saberíamos como somos queridos e lembrados sem necessidade de telefones ou cartas. As comunicações seriam de coração para coração como a música de alma que se soltasse de um poema. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@

LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@


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