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Na rota das Oláias

Segunda-feira, 31.03.14

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publicado por Maria José Rijo às 00:43

Página de diário – 4

Sábado, 04.06.11

.

 

Muitas vezes dou comigo a falar para mim como se na verdade aquela outra para quem falo e, com quem até discuto, caminhasse a meu lado.

Sei, por saber de experiência de vida, que já não sou capaz de me empoleirar em bancos, mudar as lâmpadas dos candeeiros do tecto e muitas outras tarefas tão rotineiras e insignificantes que só identifico, agora, porque me estão interditas. São aquelas coisas que não se contam porque não têm história, não enobrecem, não distinguem, são tão, tão, vulgares, tão apagadas quanto necessárias, que passam sem que se vejam, e só a incapacidade de as executar, as faz identificar.

Só por emergência voltarei a conduzir. O trânsito nas ruas antigas é às vezes uma aventura e a consciência das limitações que, noutras áreas se me impõem leva-me a fazer escolhas por prudente antecipação.

Quando me é necessário “subir ao povoado” uso um táxi e, no  regresso, a descer, gozo o caminho pedra a pedra, árvore, por árvore, com passos miúdos, lembrando os meus tempos de namoro a caminho do jardim e as olaias de cuja ausência, o chão guarda as cicatrizes. Faltam tantas! Paro e fecho os olhos procurando reviver emoções a cuja lembrança me acolho como a um porto solitário mas, são o lastro da minha estrutura como gente. Rezo de saudade pela bela pimenteira que durante mais de cinquenta anos roçava as folhas pelas nossas cabeças quando ao passar naquele caminho…

Venho sempre na esteira da alegria que sentia ao meter a chave na porta chamando por quem me esperava.

 

 

 

Às vezes, nesse gozo íntimo de lembrar coisas felizes, choro. Então insulto-me: - tonta! Nunca mais hás-de ter juízo. Para quê lágrimas!

Chorar faz mal aos olhos…e, ninguém volta ao passado ainda que o carregue consigo.

Então, suspiro fundo, e deixo que a cor e os cheiros me invadam os sentidos. O trajecto é breve, a estrada com o seu imparável movimento traz-me para a realidade

Carrego no botão, o trânsito pára e eu ganho a “outra margem”num passo acelerado como se o tempo me perseguisse.

Sinto-me cansada.

Admoesto-me! – Quem te manda andar a mexer “nos guardados”! – Quem?!

Resolvo atravessar o jardim para serenar.

A floração das olaias está no auge.

Ergo os olhos agradecendo a bebedeira de beleza e cor que me oferecem.

Cada dia é um dia e há momentos gloriosos.

Se os que mandam tivessem tempo para escutar o próprio coração as cidades cresceriam sem ofender o passado como os troncos das árvores que engrossam sobre si próprios. Mas as árvores não conhecem dinheiro, não fazem negócios, nem lutam por poder...

Apenas apontam para o céu.

O meu passo é seguro, mas dentro de mim a minha alma cambaleia entre o amor e a dor de viver…

É bom ter o nosso canto.

                                      

MariaJosé Rijo

Fevereiro de 2011

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publicado por Maria José Rijo às 10:00

SE UMA COISA MERECE SER FEITA...

Quarta-feira, 26.03.08

Vinha serenamente.

Regressava lá das bandas onde o Guadiana fingindo-se parado espelha melhor o céu, e fica mais azul.

Perto das “Casas Novas”, detive-me porque um homem que assara sardinhas na berma da estrada e acocorado as aconchegava numa travessa de esmalte tinha a seu lado um companheiro que zurzindo o resto das brasas com um ramo de ervas molhadas espalhava cinza e fumo de tal modo que parecia rescaldar um incêndio.

Identificada a situação segui o meu rumo, lentamente, porque aquela nesga de caminho, à direita, até apanhar a estrada de “Forte de Botas” conserva

ainda aquele cunho de paisagem castiça do fundo dos tempos, que é a raiz do Alentejo e, muito me encanta. Deveria, penso, ser considerada paisagem protegida pela presença da autentica vegetação indígena da nossa zona que ainda evidencia - mato de sobro, azinho, oliveira, zambujeiro...

Seguem-se uma ou outra Quinta beirando a estrada. Logo depois, as habitações pululam pela beira do caminho até há bem pouco desnudo. Penso de imediato se haverá população para o surto desenfreado de construção que nos rodeia. As pequenas quintas naquela zona nada descaracterizam. Antes embelezam. Já o mesmo não sucede com os prédios altos, engaiolados, que cortam o horizonte desta cidade, atalaia, traçada com requintes de sábia engenharia de onde um “forte” avistava outro “forte” e onde a nobre traça mandava que nada empanasse a vigilância cortando o alcance do olhar sempre atento aos horizontes.

Nesses outros tempos, havia vagar para sentir melhor que uma cidade não é apenas o conjunto volumétrico das suas construções.

Uma cidade tem, também, a sua feição histórica, religiosa, romântica, laboriosa, gastronómica, tradicional, típica que lhe confere alma própria e cunho particular e que sendo indizível se capta com a sensibilidade do coração e se interioriza.

Uma cidade tem cor – tem cheiro – tem alma.

Elvas é ocre. Ganhou esse tom, quase dourado, do reflexo do céu nas suas velhas muralhas.

Elvas tem cheiro de terra seca e de restolho no Verão. Guarda em cada parede, com o travo da cal, o perfume das eiras desde tempos imemoriais, e de olivais em flor, e da terra húmida e fértil onde o suor dos ganhões, e o sangue dos soldados que deram em definitivo a independência a Portugal se mistura com a promessa das sementes novas que em misterioso silêncio germinam no mesmo chão.

Elvas resplandece em cada pedra das suas fortalezas num halo luminoso e mítico de perfume de história como flores de saudade.

 

Elvas em Setembro Resende a incenso, foguetes, rastos da festa das almas que louvam ao Senhor da Piedade; e aos petiscos gulosos que satisfazem o paladar, e deixam a flutuar no aconchego dos lares um persistente cheirinho de tradição que se renova cumprindo-se...

Assim pensando, passei com a saudação do costume: - Bendito seja o Senhor Jesus da Piedade! - Pela igreja que para as festas já se começa a engalanar, e dei com as obras de alargamento da estrada que corre entre a Tapada da

Saúde e, a saudosa Quinta do Bispo, de cujo desbarato o futuro ainda há-de falar. (a nova lei de classificação dos solos para Elvas já vem tarde. Guterres acordou só agora! E, é pena...)

Das olaias, amoreiras, conteiras, etc. etc... que durante quase um século, seguramente, fizeram alas para quem passava - nem o rasto. Vim então pensando se, também ali, em seu lugar, iriam surgir palmeiras...como agora parece ser moda em Elvas.

Deus queira que não! Senhor, tende piedade!...

Na nossa zona dão-se bem as sebes de giesta que, quando em flor, fazem a festa do amarelo, as sebes de romãzeira, de loendros, de piricanta, espinheiro,...Dão-se bem olaias, jacarandás, conteiras, e tantas mais, para quê, e porquê a palmeira guarda sol, de imagem tão exótica, como separador de estradas?

Porque não amoreiras, que, como nenhumas mais, fazem parte do historial de Elvas?

É que:  “datam  dos fins do século 15º, (estou a citar Vitorino de Almada) as notícias que aparecem no Arquivo municipal de Elvas sobre a cultura obrigatória da Amoreira, para o desenvolvimento da industria da sêda,...

Mandou el Rei D. Manuel por carta sua, escrita ao concelho em 1498,que cada pessôa que possuísse quintas e heranças puzesse em cada uma d´ellas, nos primeiros quatro anos seguintes, 50 árvores novas entre pereiras, maceiras, e cerejeiras, e só fixava o número d´amoreiras, que seriam 10”

Mais tarde, segundo a mesma fonte, o Príncipe D. Pedro em 1678, por carta, à vereação, volta a insistir no cultivo da amoreira.

O tempo passa, a história prossegue, a obrigação do cultivo é destinada por derrama a cada fazenda segundo a sua extensão e importância.

E, assim “Ao todo sommam as amoreiras que n´este termo se devem plantar, segundo enumeração acima, (refere os nomes de todas as quintas e hortas) na quantia de 1598 amoreiras.

 

Concluindo: a árvore histórica de Elvas é a amoreira.

Ela baptiza não só o Aqueduto, como muitas quintas, hortas, e lugares.

Não se trata, aqui de criticar por criticar, trata-se de apresentar alternativas, justificadas pela história e pelas obrigações que ela nos impõe.

Trata-se de história. História de Elvas.

Sejamos, então, coerentes e reconheçamos que a presença de palmeiras na rotunda do aqueduto, além de despropositada e feia é quase ofensiva...

Deixemos a profusão de palmeiras para onde elas são naturais e são tão cartão de visita como a azinheira é entre nós... deixemos os passeios sem calçada à portuguesa para as ruas da vizinha Espanha...

Sejamos portugueses de brio.

Respeitemos no possível o que é genuinamente nosso, que fala da nossa história e tradição, o que tem a ver com a nossa cultura ancestral.

É o mínimo que podemos fazer por respeito ao passado e ao futuro.

Até porque: - se uma coisa merece ser feita, merece ainda mais ser bem feita.

                             Maria José Rijo

@@@@@

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.622 – 7 /Setembro/ 2001

Conversas Soltas

 

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publicado por Maria José Rijo às 00:30

Fonte da Fé - Senhor Jesus da Piedade de Elvas

Sexta-feira, 21.03.08

Com desejos de uma Santa Páscoa

para todas as pessoas

que passarem por este blog.

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publicado por Maria José Rijo às 15:58

Dia da Primavera - 21 de Março

Sexta-feira, 21.03.08

um passeio pelas Olaias

 

...

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publicado por Maria José Rijo às 11:38

DOLORES Parabéns

Sexta-feira, 21.03.08

cupcake,  um,aniversário,vela. fotosearch- busca de fotos,imagens e clipart

 

Parabéns de nós duas

Felicidades

Tia Zé e Paula

...

E como estamos no inicio da Primavera

que tal comer o bolo à sombra

de uma Oláia em Flor

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publicado por Maria José Rijo às 00:13

Mais vale tarde...

Sexta-feira, 12.10.07

            Em 26 de Junho deste ano de 2000 chegou-me às mãos um documento muito especial, via “mail” que começava assim:

             

            Estimada jornalista Maria José Rijo

        

            Sou membro dum grupo inglês que gosta muito de aprender Português. Somos quatro: eu e o meu marido Richard, a nossa amiga Ros cuja mãe mora no Algarve, e mais uma amiga Nicola que é empregada de British Airways e precisa de aprender muitas línguas europeias. Todos nós moramos mais ou menos a 50 kms oeste de sul de Londres. A nossa professora, Teresa, é Elvense e muitas vezes lemos o “ Linhas de Elvas” para praticar e também porque hoje em dia temos interesse na terra dela.

            A nossa jornalista preferida etc. etc etc...

e continua:

 

            O artigo que gostamos mais foi a história triste da matança das olaias : esperamos que hoje elas ganhem a sua beleza mais uma vez!

 

         Guardei a carta que pelo Linhas me fora entregue com um misto de confusas emoções. Algumas vezes a reli, sentindo sempre que devia responder. Só que não tinha

para dar, a resposta, que, para tal carta -  era a merecida.

            Pensei logo agradecer, o que só agora estou a fazer e convidar este grupo para visitar a nossa Cidade. Pensei que lhes poderia oferecer pousada ali em Juromenha  naquela casinha de porta de postigo de onde se vê o rio Guadiana, manso, quase quieto, correndo para o seu destino ...e onde o castelo, nobre e arruinado conta lendas de princesas mouras e guarda lembranças de rainhas de Portugal que por ali passaram em caminhos da história...

            Pensei... mas...

            Queria também puder dizer outras coisas mais.

              

            Sabem que estou convencida que Nossa Senhora só aparece às crianças porque elas são simples de coração e não têm nem vaidade nem orgulho de tudo saber?

            As crianças condoem-se dos velhos, dos cães estropeados, dos passarinhos implumes que as tempestades deitam ao chão. As crianças choram as árvores que os raios queimam , só porque estão mortas ou porque à sua sombra brincaram...

            As crianças, como os simples, sabem só as leis do coração.

             

            Daí que, como elas, ignorantes como eu, não entendam que para repovoar se arrase, porque isso era afirmar que fica mal um neto, lado a lado, pela mão de seu avô ou avó.

            Daí que por certo não passe pela cabeça de ninguém - penso eu - arrancar os pinheiros velhos do pinhal de Leiria e, em seu lugar, plantar choupos ou chorões porque crescem mais depressa...

Daí que me pareçam mais de acordo com a sensibilidade das gentes, as leis do coração do que as determinações políticas. E, esta carta,  vinda de longe mostra que o sentimento quando é sincero fica a fazer eco na alma de pessoas que muito embora não nos conheçam se  preocupam também, com a frieza com que se atenta contra a vida ainda que vegetal, sem que para isso haja uma razão imperativa.

                Passei junto à grade do Jardim Municipal. Tal como no ano passado, algumas Olaias, porque não haviam sido completamente arrancadas, ou foram apenas cortadas, apesar de regadas posteriormente com produtos exterminadores, teimam em rebentar.

            Custará assim tanto ao orgulho Municipal deixar que cresçam e voltem a florir aquelas teimosas sobreviventes?

            Elas, assim como assim, já mostraram que não estavam tão caducas como poderia parecer...

            Todos nos enganamos, e, como já li algures, nem todos podemos saber de tudo

            Que eu saiba só o senhor professor Cavaco Silva nunca se enganava! ...   

                Mas esse é do P. S. D.

 

 

 

                                                           Maria José Rijo

@@@@@@

Jornal Linhas de Elvas

Nº2.578 – de 27/10/00

Conversas Soltas

 

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:08

Reminiscências- Andorinhas e Olaias

Sexta-feira, 27.04.07

 

            Um dos encantos particulares das Avós doutros tempos era a arte de contar histórias.

            Estávamos ainda bem longe destes tempos em que distrair crianças significa comprar coisas.

            A linguagem das Avós centrava-se no convite: - vem-me fazer companhia, conversamos, conto-te uma história...

            Agora é : - vem que te pago um gelado, ou, vamos ao “super”, ou ao “macro” fazer compras...

            Às vezes na linguagem antiga também entravam outros aliciantes, como por exemplo: - ajudas-me a fazer um bolinho, lanchamos,... Ou: - levo-te à novena, ao mês de Maria, posso-te ensinar a costurar, podemos ver gravuras lindas nos livros, postais antigos, podemos jogar qualquer coisa que te apeteça, etc. etc. etc...

            Era então nesse convívio confiado, amigo e protector que se escutavam episódios vividos por familiares e amigos ilustres ou muito amados, se recontavam velhos contos e lendas transmitidas de geração em geração, se enraizavam laços de afecto contra os quais, nem o tempo se atrevia a atentar.

Quando as andorinhas chegavam, já em qualquer família, as crianças andavam havia dias e dias a espreitar o seu aparecimento. Mal o Natal passava começava-se a dizer: - reparem -  os dias já estão a crescer. Já se sabe, no Natal crescem a passada dum pardal, Janeiro em fora crescem uma hora, e quem bem contar, hora e meia há-de encontrar. Qualquer dia chegam as andorinhas para anunciar a Primavera.

Então, um belo dia, ao abrir as janelas ouvia-se o seu inconfundível chilreio e lá estavam elas enfileiradas nos fios dos telefones como notas musicais em pautas gigantes, e era evidente que ainda que o frio subsistisse e a chuva marcasse presença mais ou menos constante, qualquer coisa de indefinido se insinuava no ar e um certo cheirinho a Primavera, uma suave sugestão de fresco e de flores enfeitiçava a atmosfera enquanto que, uma vaga penugem verdinha recobria a terra nos longes do horizonte como nos ensinavam a observar.

Não restavam dúvidas: - O Inverno despedia-se.

A Primavera avizinhava-se.

Era então que minha Avó a quem cabia o “privilégio” de acordar e arranjar as netas para irem à escola, abrindo de par em par a janela do quarto onde os ninhos se conservavam de ano para ano, dizia numa voz feliz: - Vocês ainda a dormir! - que vergonha !  - vá! - toca a levantar! - escutem as andorinhas o que já fizeram! - e, imitando o seu canto ia repetindo : - fui à missa, vim da missa, lavei a casa e estou aqui, quiri, qui , quiiii...

Vamos lá! Não sejam preguiçosas, façam como as andorinhas...

Outro sinal anunciador da aproximação da Primavera, para nós, era o florir de algumas árvores. Principalmente as olaias.

Costuma-se dizer que as violetas e as mimosas florescem no Carnaval porque Fevereiro é o seu mês por excelência, porém, até na literatura se alia o florir das olaias ao anuncio da Primavera.

Recordo-me que em Rebeca, o celebre romance de Daphne du Maurier se faz essa referência.

Também essa lembrança é uma reminiscência, embora de outras épocas consequentes. Como é, também, a história dos lilases que não resisto a contar. Alias todas as histórias antigas eram como botões de flor. Começavam aparentemente insignificantes, como se não tivessem nada que oferecer e acabavam abrindo-se à nossa compreensão como as flores se abrem ao nossos olhos e encanto...

Ora, pois:- foram prevenidas as plantas que deviam preparar-se para a festa das  rosas que seria no mês de Maio. Todas se recolheram no seu silêncio de mistério a preparar as cores e formatos que pretendiam exibir. Elaboraram seus perfumes, seus matizes e esperaram a sua hora, com recato e paciência que a festa era para todas.

O lilás não!

Alvoroçado, apreçado, vaidoso da sua beleza, não olhou a datas nem a recomendações. Mal se sentiu perfumado explodiu florindo num alarde de formosura indescritível.

Chamava as abelhas, espargia essências, embriagava os sentidos de quem o admirava. Sentia-se triunfante.

Foi então que reparou que tendo cada coisa seu tempo, nada sendo eterno, a sua oportunidade se esgotara e, ele teria que partir sem assistir à festa das rosas!

Fora apressado. Não soubera esperar.

Florira, é certo! - mas não iria à festa...

Chegara e partira sozinho...

                                                  Maria José Rijo

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.602 – 13/Abril /01

Conversas Soltas

 

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publicado por Maria José Rijo às 00:28





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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@


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