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O Velho, o Rapaz e o Burro...

Quarta-feira, 15.04.09

Á là Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.917 – 4 de Dezembro de 1987

         

                quadro de João Luiz Costa

.

Todos nós tendemos, naturalmente, para viver com conforto, comer do que se gasta, preguiçar, fazer o que nos apetece.

Aliás esse é o instinto natural de qualquer bicho. Só que o “bicho homem” – pensa – e, aí é que começam os problemas e simultaneamente o aliciante da questão – a capacidade e a coragem de cada um decidir entre o: - apetece, e o: deve.

Aí começa a luta para se conseguir o equilíbrio justo entre este “deve” e “haver” de cada conta corrente de qualquer vida humana.

Ouvi outro dia, na televisão, um Padre falar sobre vida e morte com uma sobriedade de palavras e um rigor que me deixaram impressionada.

                      

“Sem a morte, a vida não teria ética” – dizia ele.

“Toda a obra deve ter um fim para poder ser avaliada. Sem a oportunidade desse juízo final, nada teria sentido” – disse também.

Assim, em frases curtas, fáceis de entender e de reter na memória deixou matéria para se pensar e repensar nas velhas verdades de sempre: - o respeito para com o uso de cada dia, feito da soma do respeito dispensado a cada instante.

       

Ninguém, absolutamente ninguém, sabe quando termina o seu tempo, razão pela qual cada momento deveria ter o gosto de único, no prazer e na responsabilidade com que vivemos.

De tudo isto se infere que, dando a morte sentido ético à vida, mais do que para com os outros, cada um de nós, tem que procurar estar de acordo com a sua própria consciência ainda que lhe faltem os apoios exteriores de que – ao fim e ao cabo – humanamente todos carecemos.

          

Pensando nestas coisas reconheço que, especialmente, quem tem que trabalhar fora de casa, quando ao acordar, pela manhã, abra os olhos e diga no segredo do seu coração:

“ Bendita seja a luz do dia

Bendito o Senhor que a cria

Bendita Santa Maria

Bendito o Santo ou Santa deste dia”

Etc, etc,

 'Mãos em oração', de Durer.

Esta, ou qualquer outra oração, ou nenhuma, ao pôr os pés no chão – tem que saber – e estar preparado para ser protagonista de nunca por demais recontada história de: “O Velho, o rapaz e o burro” – e, para tanto, encontrar o humor possível para que não se perca de si próprio.

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 15:06

Recordação ((( A MINHA IRMÃ )))

Sábado, 08.12.07

Nasci e cresci numa família devota de Nossa Senhora do Carmo.

Minha avó paterna usava escapulário e, porque ele era a reprodução fiel daquele outro que figurava pendente da mão de sua Santa padroeira – que sempre vira no quadro que centrava a parede do seu quarto à cabeceira da cama – isso mostrava (aos meus olhos de criança) o celestial parentesco – eu que unia as duas – Nossa senhora e minha avó.

 

Minha avó rezava muito. Rezava baixinho mexendo os lábios e fazendo correr as contas polidas do seu rosário entre os dedos das suas mãos, de grossas veias azuis salientes, descansadas no regaço.

Minha avó rezava com o cuidado, o amor e a serenidade com que fazia tudo – desde as roupinhas para as nossas bonecas ao arranjo dos seus vasos de flores – craveiros, flores de Lis e cambraias, ou ao passajar da roupa da casa.

A figura da avó, além de importante era cheia de atraentes mistérios e grande parte da sua sedução residia no jeito de afagar e consolar na doença ou no castigo; no gosto de entreter conversando, contando velhas histórias de família, lendas e orações longas e lindas como contos de fadas.

 

Tudo quanto a avó fazia ou dizia tinha o mesmo ar respeitável e antigo da nossa doce, querida e paciente avó.

Pela mão da avó íamos à missa, ao mês de Maria, à novena do Sagrado Coração de Jesus e às procissões.

Pela mão da avó se levavam flores ao cemitério e se ia rezar pela paz dos mortos, pela mão da avó se ia à festa da Senhora do Carmo, em Moura, a nossa Vila natal, agradecer o bem da vida e o amor da família, no primeiro domingo de Outubro de cada ano.

Pela mão da avó se ia à chaminé por o sapatinho na noite de Natal…

 

Pela mão da saudade trago aqui hoje, esta lembrança como homenagem a todos os Avós, porque Natal é também a evocação dos que passaram pelas nossas vidas e nelas deixaram marcas de amor que só a nossa própria morte desfará.

 

                                       Maria José Rijo

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Á La Minute

Jornal linhas de Elvas

Nº 1.920 – 25 de Dezembro de 1987

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:55

REZAS E BENZEDURAS VI

Domingo, 21.10.07

Nos meses de Junho e Julho, naqueles tempos da primeira metade deste século, quando ainda não se falava em “buraco de ozono”, muitas coisas eram diferentes.

          Naqueles tempos a pureza do ar que se respirava era um facto incontroverso.

Os rios eram de “águas cristalinas” e tinham “peixes de prata” – como apregoavam as canções meladas e românticas de então. Não admira que as músicas tenham mudado porque os rios também mudaram. Agora são correntes de águas poluídas, esgotos a céu aberto onde flutuam dejectos e espumas ácidas que não consentem vida.

As matas e as florestas eram habitat e refúgio de pequenos animais e de passarada que cantava nas ramarias.

Os ovos, nos ninhos, eram anúncio de novas vidas e não trágicos esquifes onde os pesticidas escondem selos de morte na sequência de uma envenenada cadeia alimentar

As árvores assinalavam fecundidade dos solos oxigénio, saúde... e não se contavam como inevitáveis candidatas a archotes vivos, por qualquer “vil cobiça” ou negociata de gente sem escrúpulos.

Nesses tempos ainda recentes, não se falava, porque não se receava do excessivo aquecimento da terra, da fusão dos gelos polares, das alterações climáticas dos sufocantes níveis de poluição que comprometem a vida no nosso planeta etc. etc...

Então, Verões e Invernos eram épocas do ano genuinamente características – quase diria: puras - e  assinaladas  como certas  nos calendários.

Se Primaveras e Outonos, eram tempos caprichosos de humores vários, com assomos exuberantes de alegria e birras de arrufos de namorados nos Marços e Abris; as crises de cinzentas tristezas e lagrimais de chuva eram em meses outoniços mais languidos e doentios – os invernos e verões alentejanos eram bem castiços.

Senhores absolutos de um frio de rachar que contrapunham aos dias de Verão luminosos até à cegueira e tão quentes e abafados como deverão ser as portas do inferno

           Então, lá pelas pequenas aldeias, como aquela onde cresci, lá onde se acreditava em bruxas a dançar à meia noite nas encruzilhadas, e em lobisomens que uivavam como cães raivosos, lá, parecia que a terra arfava de febre exalando um bafo cheiroso de restolho que embebedava os sentidos.

           Pois era nessas alturas, ali, em plenas labaredas desses calores de Junho e Julho que aconteciam os exames nas escolas e liceus.

                           ( Desenhos de Manuel Jesus

                                     - pintor de Elvas)                               

 

              E, se durante todo o ano mal se perdia lápis ou caneta, livro ou borracha - logo se atava um nó no lenço que depois se entalava debaixo de pé de mesa ou de cadeira para prender com firmeza o rabo do diabo e achar o perdido , por acréscimo de eficiência também se rezava a Santo António:

                                Contra males e demónios

                                rezar sempre a Santo António

                                aplaca as fúrias do mar

                                tira os presos da prisão

                                e o perdido faz achar

                                apareça , apareça o diabo  sem cabeça .

 

              Avalie-se como o pobre do Santo, era importunado no seu próprio mês quando se esperava que os milagres resolvessem as tragédias da ignorância escolar.

             Então com o sol no zénite - o meio dia solar - que isto de adivinhações recusa os preceitos de Greenwich  tentava-se prescrutar os mistérios do futuro .

             Cada candidata a Sibila rezava baixinho:

    

                        Indo Santo António para o seu montinho 

                        perdeu o seu bendito rosário e o seu bendito

                        livrinho

                         três brados ouviu de sua tia e madrinha :

                        beato António , beato António,

                                         beato António                         

                        volta atrás que o que me pediste

                        será lembrado

                        e o que perdeste será achado

                        peço à sua santa madrinha pelos martírios

                         que passou

                        pelo seu afilhado que me descubra em vozes

                         do mundo

                       ( faz-se o pedido)

                       Padre Nosso - Avé Maria

                     

          Terminada a oração cada suplicante ia colocar-se de ouvido à escuta pelas frinchas das janelas ou das portas os sinais das vozes do mundo que interpretadas lhe trariam as respostas desejadas.

          Portas a bater, galos a cantar, crianças a rir, cães a ladrar.

          Nas pedras da calçada a violenta luz do sol incidia faiscando como em espelhos.

          As moscas zumbiam nas sarjetas secas e fedorentas ao mais pequeno estremecimento - e nós imóveis como estátuas aguardávamos sinais de resposta  para o que de  antemão  saibiamos  como iria acontecer.

          Porém, na juventude até a aprendizagem da vida tem seu lado lúdico, medos, ousadias, tudo são experiências...

         E, se nada é novo sobre a terra tudo será sempre novo  para cada um  que pela primeira vez faça qualquer descoberta por insignificante que pareça.                  

                                      

 

                                               Maria José Rijo

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Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.424 – 24-Outubro-1997  

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Este livro pode ser adquirido na redacção

do Jornal Linhas de Elvas

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 18:08

REZAS E BENZEDURAS II

Quarta-feira, 17.10.07

             Está fora de dúvida que o nosso tempo carece de ser benzido e exorcizado.

           Se já se viu um Maio com tanto azedume depois de um Inverno que se banqueteou com sol como num solstício de Verão!

          Que muita coisa anda a pedir chuva - também é verdade! - Porém, este descontrole passa das marcas.

           Se é que para o tempo há marcas!

           Há um nadinha tudo estremeceu com uns trovões inesperados, ameaçando-nos com uma tempestade a preceito.

           Não apareceu, afinal, perdeu-se lá por longe, graças a Deus.

           Mas, enfim! - Trovoadas, nesta época, de quando em vez não espantam ninguém.

           Toda a gente conta com os desvarios de Maio, e não há Maio sem trovões.

           As trovoadas de Maio são dos livros.

           Maio tem o condão dos dias belos como as rosas e das horas cinzentas que causam arrepios.

           Cor de cinza - é cor de tristeza.

           É o que resta na terra depois da terrível beleza do fogo.

           De cinza se pinta “o astro” quando a luz do sol se encobre.

           Cinza é o que resta de tudo que já foi.

           Afeitos, como todos estamos às variações do tempo, às vezes, só as trovoadas, que nos fazem encostar o rosto às vidraças das janelas fechadas escutando a chuva grossa e ruidosa ou o granizo-pérolas efémeras que a água forma - nos soltam  da memória de velhas orações que nos  esvoaça m na lembrança como nuvens, a correr ligeiras, pelos céus.

                                  (Desenhos de Manuel Jesus )

Foi assim agora:

                         São Jerónimo se levantou

                         Seu divino pé direito calçou

                         Seu bordanito apanhou

                         Ao caminho se deitou

                         A Virgem Nossa Senhora - encontrou.

                         Ela lhe perguntou:

                         Onde vais Jerónimo?

                         Vou espalhar a trovoada

                         Espalha-a por lá bem espalhada

                         Onde não haja pão, nem vinho

                         Nem pé de rosmaninho

                         Nem mulher com menino

                         Nem vaca com bezerrinho

                         Nem toque de sino

                         Nem galo a cantar

                         Nem pedra de sal

                         Nem ramo de Oliveira

                         Nem nada a que possa fazer mal!

             Assim rezava em voz alta minha Avó em coro com minha tia mais velha - frente ao oratório iluminada  pelos pequenos clarões bruxeleantes das lamparinas de azeite  que , noite e dia alumiavam as imagens dos santos das suas devoções.

                 Na circunstância apenas se acrescentava ao ritual a fumacinha que exalava da queima do alecrim bento do domingo de ramos e guardado para tais eventos.

                A Rapariga que fazia os mandados lá para casa hirta de pavor, acolitava o culto papagueando atabalhoadamente:

São Jerônimo

                                           Sã Jarólmo  s ‘ alevantou

                                           Sê devino pé derêto calçou

                                           Sê bordanito apanhou

                                           Ó  caminho se détou

                                           A Virgem Nossa Senhora encontrou

                                           Ela lhe précurou:

                                           Onde vás Jarólmo?

                                           Vou estrambalhar a travoada

                                           Estrambalhá por lá bem estrambalhada

                                            e por aí fora, etc.etc...

                É por certo a esta curiosa versão da reza, onde a fé era inequivoca, que eu devo a memorização de uma cena tantas vezes presenciada.

              Minha mãe, com a obrigação, sempre assumida, de não nos deixar contagiar por exageros de medos - chamava:

              Venham cá!

               E, fazia-nos repetir com ela, calma e serenamente:

                                            Santa Bárbara bendita

                                            Que no céu está escrita

                                            E na terra assinalada

                                            Com papel e água benta

                                            Quantos anjos há no céu

                                            Acompanhem nossas almas

                                            Espalhem esta tormenta

          Depois, sorrindo, perfeitamente segura de si, acrescentava: - isto já passa - vão brincar - ou, pedia-nos qualquer pequena  ajuda que nos distraisse.

           Então, se meu Pai aparecia, tirava do bolso do colete, o relógio e propunha-nos controlar o espaço que mediava entre o relâmpago e o trovão.

           Tomando em conta as velocidades da luz e do som ensinava-nos a fazer as contas e tornava-se um jogo calcular a diatância a que pairava a tempestade.

            Dos campos em redor chegava o eco do canto dos trabalhadores que regressavam a casa à pressa entoando o “Bendito e Louvado”.

           Alheio a tudo, o nosso gato dormia regalado na almofada da sua cadeira. Se lhe calhava acordar com o ribombar forte de algum trovão mais violento-passado o susto, bocejava, esperguiçava-se e lá ia silencioso procurar conforto na “sua mesa” sempre posta.

           Num quarto, às escuras, com a cabeça debaixo dos cobertores, rezando terços alucinadamente, minha tia mais nova sucumbia aos seus terrores.

          Entretanto - como agora - a claridade vencia.

          Paravam as chuvadas loucas.

               O sol irrompendo glorioso, irisava a humidade do ar pondo belos arco-íris, como bandoletes gigantes, no céu.

               O ar cheirava a lavado.

               Aqui e ali pingavam árvores, beirais.

               As crianças soltavam-se a correr para a rua.

               Chapinhavam com os pés nas poças de água.

              Riam pelo gosto de rir e lá iam repetindo as suas inocentes cantilenas:

                    “Olha o arco-da-velha!”

                    “Olha o arco-da-velha!

                    A chover e a fazer sol

                    Estão as bruxas a comer pão mole!”

               E, eu, sem o saber, arquivava recordações que, agora, de vez em quando vou deixando aflorar...

 

                                             Maria José Rijo        

 

@@@@@@@@

 Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.407- 20-Junho-1997  

Conversas Soltas

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Livro Publicado  pelo Jornal Linhas de Elvas

Novembro de 2000

O livro pode ser adquirido na redacção do Jornal linhas

                         

         

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publicado por Maria José Rijo às 21:28

Pensamento de Maria José Rijo

Quinta-feira, 31.05.07

Flamingo_Ricardo Monteiro_Album da natureza.jpg

 

Quando o homem se render à força

que o amor tem

e a arma for oração

pulsarà na vida a paz

como bate um coração !

 

Maria José Rijo

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 00:15

Instantâneo em Fátima

Domingo, 22.04.07

Basilica

 

Há vários anos que, em meados do mês de Setembro, rumo direito a Fátima. O que em princípio foi uma necessidade pungente, tornou-se um hábito, como que um ritual, que conforta o coração cumprir.

Fátima é o que é.

Para muitos local de oração e penitência, para outros passeios, convívio, curiosidade, meditação, visita a Nossa Senhora, encontro ou reencontro com a Fé, ou, até a procura dela ou de si próprio.

Por tudo isto, e mais que não sei dizer, Fátima, tem um clima espiritual místico e misterioso que envolve tudo e todos que pisam o seu chão

A Fátima vai-se por bem. Quero dizer, por razões boas. Por amor.

A Fátima vai-se agradecer, ou pedir, saúde, vida, protecção.

A Fátima, cada qual chega imbuído do melhor, do mais generoso, do mais puro sentimento que é capaz de albergar no seu coração.

Por isso, também, o ar de Fátima é leve e envolvente. Pode chover a potes, pode o calor ser de rachar, pode, é verdade, mas Fátima, com aquela sua condição de ser mais olhada do interior do que do exterior, mantém o seu clima de alma muito próprio, e o aconchego de quem sabe que para amar e rezar, todo o tempo é tempo certo – é bom tempo.

Desta vez, algumas pessoas aproveitávamos o apoio do muro de mármore, que envolve a pequena capela das aparições, onde nos é oferecida a comunhão para assistir à celebração da Missa, com a mais respeitosa atenção, quando a porta por de trás se abriu e alguém silenciosamente deslizou para colocar rosas brancas no espaço reservado para flores.

A cerimónia prosseguia, mas, com as ofertantes das flores, entrara uma gorda e anafada pomba branca que, olhando para tudo e para todos, passeou pelo espaço que tanta gente costuma percorrer de joelhos, e, como se ela própria estivesse a cumprir alguma promessa solenemente deu duas voltas.

À porta os guardas, sorridentes, mas preocupados, olhavam sem saber o que fazer.

Sacudi-la, espanta-la! – Poderia começar a esvoaçar sobre o altar e estragar a cerimónia.

Limitaram-se, expectantes, a aguardar.

Foi então, que serena como entrara, saiu, parando um pouco à porta a olhar para trás como se quisesse fixar bem o que vira, ou tivesse dúvidas se deveria ou não dar uma voltinha mais, e, num repente, tão inesperadamente como entrara, saiu levantando voo.

Momentos após, os sacerdotes, fizeram o mesmo percurso, no mesmo espaço dando a Comunhão aos fieis.

Comunguei com um sorriso de alma. Parecia que a encarnação do Divino Espírito Santo tinha por ali passado, antes, a fazer o Seu anúncio.

Momentos de beleza que a Vida nos oferece e que, como fugazes mas misterisos acenos se prendem a nós para sempre.

                                  Maria José Horta Travelho Rijo

in:

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.885 – 28/9/06

Conversas Soltas

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 19:21





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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






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