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Maria José Rijo

Não sou princípio - Nem fim! -Sou um ponto no caminho- Daquela linha partida- Que vinha de Deus para mim!

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@@@@ O caminho acaba ali... Ali onde começa a descoberta, O caminho é sempre estrada feita O fim do caminho É uma porta aberta... Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Quando o homem se render à força que o amor tem e a arma for oração pulsará na vida a paz como bate um coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Ser semente do futuro, é a mensagem de esperança, Que como um recado antigo, A vida nos dá a herança.- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Eu penso, que é saudável e honesto reconhecer e respeitar as diferenças que nos individualizam no campo, também dosi deais.----- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@ Há uma tal comunhão entre a obra e o autor Que até Deus concebe o Homem e o Homem - o Criador! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ UMA IDEIA : É uma LUZ que se acende i nesperadamente no nossos espirito iluminando um caminho novo. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Sei para onde vou- pela ansia de galgar a distância- de onde estou- para o que não sou. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ A solidão é o que preenche o vazio de todas as ausências. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Quando na vida se perde, Um amigo ou um parente, P’ra que serve a Primavera? Se o frio está dentro da gente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Mesmo sobre a saudade, a doçura do Natal, embala cada coração como uma música de esperança. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Em passadas de gigante nobre de traça e idade vem da nascente p'ras fontes dar de beber à cidade. -- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Nas flores como nas pessoas, ás vezes a aparente fragilidade também pode esconder astúcias e artificiosos bluffes ”. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ A cada um seu direito, A cada terra seu uso, A cada boca um quinhão, A cada roca seu fuso, Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Seja cada dia um fruto- Cada fruto uma semente- Cada semente o produto- Dos passos dados em frente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Coisas e loisas esparsas- Como a ferrugem – se pica- Como a lama dos caminhos- Se pisada… nos salpica. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Todos os dias amanhecem Crianças Pássaros Flores ! Sobre a noite das crianças Pássaros Flores que já não amanhecem Amanhecerá! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Ao longe vejo Olivença Mais perto, Vila Real A meus pés o Guadiana Correndo manso – na crença De que tudo é Portugal Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Pátria sagrada de povo, Que emigrada- ganha pão, estás repartida- mas viva Se te bate o coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Portugal mais se define Onde a fronteira se traça Pode partir, mas não dobra Quem defende Pátria e Raça Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Bom seria se os recados do nosso coração chegassem ao ouvido de quem os motiva, porque então saberíamos como somos queridos e lembrados sem necessidade de telefones ou cartas. As comunicações seriam de coração para coração como a música de alma que se soltasse de um poema. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@

ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@

LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@

Palavra e palavras...

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.910 – 16 de Outubro de 1987

A La Minute

Palavras e palavras…

 

 

NÃO e NUNCA, são palavras muito diferentes.

NÃO, pode ser mutável, pode transformar-se em talvez, ou até em sim.

NUNCA, é definitivo, pesa como a morte!

 

Pensava nisto a propósito duma carta de criticar bem intolerante que me foi dirigida.

Contrariamente ao que o seu signatário possa pensar, não rejeito os reparos que faz.

Repudio sim, e com veemência, a influência que a minha atitude possa ter tido na formação da criança referida, que por não ter recebido na hora aprazada o prémio prometido (que já recebeu) disse “nunca” à sua fé na minha palavra.

É que – NUNCA – e repito, NUNCA fiz deliberadamente fosse o que fosse para ferir alguém; menos o faria a uma criança.

É que – NUNCA – e repito, nunca me julguei e afirmei – infalível, ou detentora privilegiada de qualquer verdade que me tornasse acima do comum.

Reconheço assim a minha falha, embora involuntária, e dela me penitencio pedindo publicamente desculpa às crianças que magoei e a seus pais pelos danos causados.

 Assumo pois o erro, e reconheço que deveria ter dado na altura esta explicação:

A companhia de Bailado chegou a Elvas ao anoitecer para descarregar o material no Cine-Teatro, e porque outro espectáculo ia ali decorrer e o espaço disponível era exíguo para tão volumosa bagagem, a camioneta foi pernoitar, carregada, na abegoaria da Câmara.

Acontece que às 6 horas da manhã todo o material tinha que ser descarregado no palco para que às 7, pontualmente, como se verificou, começasse o trabalho de montagem de cena.

Frente a esta circunstância, aceitei a sugestão “que me sopraram” para se encurtar a permanência no Cine-Teatro, não fazendo ali a distribuição dos prémios às crianças, para que o Senhor Massano (que homem ímpar!) pudesse, ainda que sem descansar sequer umas escassas horas,preparar o espectáculo .

 

Confesso que não medi a repercussão que iria ter o facto de não ter explicado, de imediato, o sucedido – o que lamento.

Sem azedume, todos poderemos aproveitar a maré para pensar e repensar…

-- Os pais das crianças (que são já tão radicais na apreciação dos outros para afirmarem tão indignamente: NUNCA! ) – se terá chegado o momento de lhes incentivar o sentido da tolerância que se deve à condição humana – ou – se para tal já perderam onze anos …

 

Por mim, que de quanto sonho, sempre fico aquém e me recuso a radicalismos fico com as sensatas palavras do Tio de Beethoven que o consolava dizendo:

 

“ Meu filho! – so és obrigado a fazer o que podes.

Quem diz que querer é poder, quer muito pouca coisa”

 

 

Maria José Rijo

Entre mim e as palavras correm rios

.

Sei que o meu choro - é um choro escusado
por isso o meu choro é invisível,
silencioso
calado
Nem o conto em palavras,
porque elas nunca estão do meu lado
entre mim e as palavras, correm rios
que criam margens
que me separam de mim
me dividem
e me deixam assim a querer juntar-me
sem saber em que lado
Sei que o rio me leva até à foz!
mas aí
p'ra quê a voz?

.

 

Maria José Rijo

24 de Maio de 2011

 

 

 



Subtilezas

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.740 – 19-Dezembro de 2003

Conversas Soltas

SUBTILEZAS

 

Chove.

O céu está cinzento, e as vizinhas casas caiadas da paisagem que me cerca e já de cor conheço, estão lavadas, repassadas da água que já escorre dos beirais, em catadupa.

Não vale alongar o olhar. Não vale a pena.

A dois passos de distância o horizonte está fechado, opressivo, como se a escuridão tivesse engolido o resto do mundo lá por detrás...

Até as nesgas de verde da erva nascente, que por esta época de Natal cobrem o chão, de tão empapuçadas em lama não têm mais o seu ar comovente de relvinha tenra de presépio.

Só palavras pesadas de sentido me ocorrem – preto, negro, negrume...

Preto, negro, negrume, palavras pesadas, tristes, quase aziagas como presságios maus, como a carranca deste dia húmido e escuro.

Onde andará o sol, a luz, que faz a alegria da cor?

Onde andará o sorriso do tempo, onde andarão as nuvens fugazes, esvoaçantes, loucas, que percorrem os céus vaporosas como sonhos fluidos, belos e vagos como tudo o que fascina, embriaga e não se domina jamais...

Para onde se terá mudado o mundo de azuis, essa escala monocromática, que faz o esplendor do azul na paleta do céu?

Porque terá a luz tanto que ver com a alegria, e porque se ligará tanto à tristeza, a sombra, o escuro, o negrume.

Como se tristeza e dor não fossem possíveis em dias jubilosos...

Que diferença haverá entre negro e negrume, fico a pensar, e dou comigo a achar que negrume é mais do que negro. Senão no tom pelo menos no significado de volume e vastidão que transmitem.

Negro, parece ser só ali, num ponto, talvez... mas, se for: negrume, já é, ou parece ser imenso, incontrolável...

E, branco? – Branco, não tem cor. Mas, se for alvo já é branco com luz, ou não será?

Porém, se se disser: branco de jaspe, já é frio, cortante como gelo, embora seja ainda branco.

É que jaspe é pedra. Já pode sugerir o túmulo. A morte.

Pensa-lo, já arrepia.

Prefiro o branco da cal.

Esse, tem o cheiro da limpeza. Esse, põe as casas a alvejar, tem o calor do sangue que no trabalho, alimenta a vida da gente, que por intuição ou instinto, até, procura a beleza na simplicidade castiça dos costumes herdados.

Porém é também com uma pá de cal que os corpos descem à terra.

Como tudo pode ser contraditório.

Perco-me por entre as subtilezas da nossa língua. Perco-me , mas delicio-me.

Em dias soalheiros, minha Mãe ao acordar-nos, sempre dizia: está um dia de rosas!

Levantem-se!

E, já se sabia que era um dia radioso, era o verdadeiro dia novo em que os instantes se sucediam como se em cada um deles o dia estivesse a renascer belo, luminoso, por estrear, em folha!

Já se o dia era de chuva, lhe chamavam copiosa... Também as palavras têm destinos distintos. Pois se copioso é farto, é abundante, porque é a chuva copiosa – sendo muita – mas é esplendoroso o sol, se nos inunda!

As palavras são um inesgotável manancial de assunto e de mistério, com elas me distrai, e entretanto a chuva parou.

Engraçado é que eu queria contar, e por pouco, já me esquecia a história do menino francês que andando a aprender português resolveu certo dia anunciar que ele e a família iam “ quebrar” para Lisboa, e perante o riso dos circunstantes fez questão de provar que partir e quebrar eram sinónimos...e, até tinha razão... só que ainda lhe escapavam as subtilezas – em que é pródiga – a nossa língua.

 

 Maria José Rijo 

Oiro e Prata

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.055 – 10 Agosto de 1990

 

 

                    Ouro e Prata mesmo quebrado ou amassado Platina, Cautela de penhor da CEF.

“O Silencio é de Oiro – a Palavra é de Prata!”

Quanto mais penso neste aforismo menos concordo com ele, tão definitivo, tão dogmático se me afigura.

Para mim, a ter que decidir por escolha, daria o ouro à palavra. A palavra pensada responsável que engana, compreende, conta, vincula, esclarece.

De prata seria o silêncio acobardado que encobre, cala, consente, acachapa, alaparda. Não nego ao silêncio, por vezes, o valor que lhe cabe quando é sinal de prudência, pudor, táctica até.

             

Não, não nego. Aflora isso, não vejo porque doura-lo, por sistema. Ele pode ser egoísmo, incompreensão, desinteresse, comodismo, oportunismo, medo, cobardia. Pode também ser luto e morte.

A ter de rotular, em definitivo, qualquer deles daria, mais espontaneamente, o ouro à palavra. Atribuir-lhe o ouro da garantia, de compromisso da responsabilidade, do penhor, da reserva cautelar.

                     silencio

Evidente que o compromisso também envolve medo. Mas, medo assumido, medo identificado é medo comandado, domável. E o medo que despoleta, empurra para a decisão, para o risco de viver sem mascara, rosto ao leu batido de chuvas e sois.

Só o ser humano fala e pensa.

Não poderia assim ser de ouro o silencio e de prata a palavra. Não poderia.

Ninguém vale mais a dormir do que acordado.

          

Silencio, sim – mas quando signifique decisão, obstinada decisão de não soltar a palavra. Então não é silêncio de morte. Pode ser a coragem de prender a palavra, pensada e retirada – mas palavra – embora recusada.

Aí, concedo-lhe o ouro.

Silencio, só silêncio por silêncio – pode apenas ser espaço oco – vazio – vácuo.

Aí – nem de ouro nem de prata.

Também nem de ouro nem de prata se for ambíguo, intrigante, esfíngico. Também não.

O dia é dia. A noite é noite.

         

Talvez o silêncio seja a incerteza do anoitecer. Tem os seus encantos. Tem. Tem os seus perigos, também. E, é isso.

Ouro e Prata sempre quer para a palavra quer para o silêncio – não é a solução. Melhor. É a solução demasiado simplista.

Oiro e prata a cada qual algumas vezes. Outras não. Questão de circunstância, de compreensão, inteligência do momento.

                   

Porém, obrigada à escolha, em última análise – votaria na palavra.

Sim. Creio que sim.

No princípio era o verbo.

 

Maria José Rijo

 

Palavras, Contas e Bolinhas...

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.552 – 21-Abril-2000

Conversas Soltas

.

( Relendo  Cesariny )

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Dizia minha Avó que as contas, só são contas, porque são furadas. Não fora essa circunstância e seriam apenas bolinhas.

Assim que, muito embora algumas vezes se possa afirmar: - conto fazer ou: - não conto fazer, – não deixe dúvidas a ninguém que: - conto – usado nessa acepção é apenas a confissão de um desejo, de um propósito, e nunca um compromisso de honra; liberdade que um: - não – e menos um: - nunca – ou, um – jamais – permitirão a quem quer que seja.

                                   Foto: Endividamento

As palavras deveriam ser pensadas e usadas com prudência e cautela. Com respeito. As palavras são armas de dois gumes. As palavras valem pelas intenções de quem as profere e valem pelo valor que lhes atribui quem as escuta, bem como pelo peso de consciência daqueles a quem são dirigidas.

                 

As palavras, porque com elas se exprimem sentimentos, podem encerrar em si toda a força que cabe no amor, no ódio, no desprezo, na indiferença, na raiva, na ternura, na bondade, na condescendência, na tolerância, na vingança, no perdão, na esperança, no medo, na dor...

Com palavras se fere e se consola.

Com palavras se ameaça.

Com palavras se enaltece, se denigre, se destrói, se louva, se acarinha, se ofende, se mente, se corrompe, se culpa e desculpa, se acusa, se julga, se amaldiçoa.

Com palavra se fala verdade, com palavras se esclarece, se confunde, se aconselha, dá alvitres, opiniões, com palavras se concorda ou discorda.

         

Com palavras se reza, se blasfema, se abençoa...

Com palavras se canta e chora...se esconjura...

Com palavras se escreve, se faz história, poesia, se passa testemunho Com palavras se insinua e se afirma. Com palavras se nega e, no entanto, com toda a força e poder que as palavras encerram sempre as palavras ficarão aquém do sentimento de que se querem imbuir.

Entre as palavras e a força interior que as gera estará sempre a pessoa que as pensa e as solta em nome do tumulto de emoções de onde germinaram.

Como entre a nuvem e a chuva em que ela se desfaz há o espaço entre céu e terra onde a água vem cair.

Nesse caminho se altera. Capta poeiras. Acusa as temperaturas. Torna-se bátega, chuva mansa, neve, granizo... Porém, sempre já alterada chegará ao solo que é seu destino.

E também aí se transmuda.

Charcos com ela reviverão. Rios com ela engrossarão seus caudais. A terra a beberá, e, no entanto, o que dá vida também pode causar morte. Enchentes destroem. Enchentes arrasam. Enchentes afogam. Enchentes assolam...

        http://lua.weblog.com.pt/arquivo/agua-thumb.jpg - 14 kb

E tudo provém da mesma raiz – a água – que, tal como a palavra, pode ser mansa e tranquila como um lago parado ou violenta, impetuosa, arrasadora, incontrolável...

Entre nós e as palavras que fique sempre atento o coração que as sopese e a luz da inteligência que as ilumine na voz que as profere.

A palavra recria.

A palavra é livre, mas é engajadora.

Porém, apesar dos riscos, e com todos eles, entre nós e as palavras ficará de pé, erecto, como de gente que somos o nosso inalienável dever e direito de falar.

 

Maria José Rijo

 

De mim

.Paisagens do Alentejo
Medrei só - entre gentios
papoila rubra entre verdes
nomada, cigana, sensual, pagã
telúrica, profana
sonho e pão
cacho de uvas escondido
rente ao chão
pelas parras do vinhedo
por acaso, não por medo...
Fui flor - fruto - caminho
Uva que não deu vinho...
Graça? - desgraça?
Palavras contam e calam
A Vida - passa

 

Maria José Rijo

Evidentemente...

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.388 – 7 – Fevereiro – 1997

Conversas Soltas

 

 

Várias vezes tenho presenciado, através da televisão, a obstinada posição de apoio ao aborto defendida por uma Senhora Deputada, para quem tal acto parece a coisa mais fácil do mundo!

Não é a dita Senhora a única a terçar armas por esse ponto de vista, porém, é, para mim, de quantas tenho escutado, a que mais me incomoda.

                                

Quando a ouço repetir que até aos três meses o feto não é pessoa humana – por muito cientificamente certa que esteja a sua afirmação -  sempre sinto revolta e até uma certa perplexidade.

Não será pessoa humana – mas – é sem duvida Vida Humana.

                        

Sobre isso não há equívocos.

Não passa pela cabeça de ninguém que haja disso desconhecimento.

Que mulher ao engravidar, desde logo não sabe que não vai dar à luz bolbos de plantas, couves, molhos de brócolos ou animais de estimação.

Daí que não vale a pena fantasiar, disfarçar ou escamotear a verdade.

A questão é e será sempre a mesma:

     “Há ou não o direito de interromper uma gravidez?”

              Foto de uma jovem segurando a barriga

Que é como dizer por outras palavras:

“Há ou não o direito de interromper o prosseguimento de uma Vida?”

                                

Postas assim claramente as coisas decida cada qual em sua consciência a atitude a tomar mas, faça-o sem subterfúgios de qualquer índole ou atitudes demagógicas porque os valores em questão ultrapassam-nos como sempre que se fala de Vida e Morte.

                

Sábio é o povo que desde sempre ensina:

“Vale mais prevenir do que remediar”

... E o povo tem razão – evidentemente!

 

Maria José Rijo

 

"Palavras - palavras - palavras "

 

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.346 – de 12 de Abril de 1996

Conversas Soltas

            alentejo1.jpg

        Chamava-se Fausta.

         Era pálida, loura, franzina.

         Não lhe recordo as feições.

         Se feia ou bonita, nem saberia agora dizer.

         Teria apenas, tão-somente a inocente beleza de ser criança.

         Nem parecia diferente das demais por estar descalça.

         Olhando por essa perspectiva, diferentes, seríamos as cinco ou seis garotas vestidas com conforto e calçadas, de entre as mais de trinta que frequentavam a escola lá da aldeia, onde ela e eu entramos pela primeira vez, naquele dia.

                  Gato no Alentejo

         Corriam os anos trinta.

         Mais de meio século já resistiu esta ponte de tempo que liga esse passado a este presente que ora vivo. É por ela que o vai - vem da memória me traz lembranças que, inesperadamente, se apresentam tão frescas que as fixo com o espanto de quem julga sonhar.

         Estamos na Páscoa.

         Um cântico da procissão que á luz das velas serpenteia subindo a avenida, perto de mim, traz-me ao espírito palavras já antigas no meu conhecimento.

        Escutadas desde a infância, repetidas saboreando-lhes a sonoridade mas, das quais só muito mais tarde se intuiu a profundidade do sentido que carregam.

         Paixão! Paixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

         Paixão, é uma delas.

         E, umas palavras acordam outras que vão surgindo, trazendo recordações.

 

         Então, de repente, a Fausta apareceu-me tal e qual como naquele dia distante em que a conheci vestida de preto.

         Preto de luto.

         Preto já ruço, feio, esverdeado, pobre.

         Preto de mágoa.

         Preto de paixão – morrera-lhe o Pai. Mãe, também já não tinha.

        “A mocinha anda morta de paixão” – comentavam as comadres.

         Crianças que éramos, unidas pelo desamparo de ir pela primeira vez à escola, aproximou-nos.

         Foi de mãos dadas que entrámos na aula, nos sentámos juntas e ficamos companheiras.

         “Não queira ficar ai” – segredou a empregada “que essas moças ás vezes, têm piolhos!”

         Não me mexi. Fiquei.

         Os pés dela, espalmados, com a pele grossa e gretada, perturbavam-me, mas faziam parte da imagem pungente da menina.

Numa lamúria aciganada, as mulheres da aldeia apontavam-na a dedo: - Coitadinha!

         Mas, esse dó convencional, impudicamente exposto, não a vestia, não a alimentava, não lhe aquecia o coração.

         Apenas, talvez, mais a humilhasse ou ofendesse.

         Andar descalça, pedir de porta em porta, eram coisas comuns nas pequenas aldeias do Alentejo, naquela época.

         Não ter pai, não ter mãe eram circunstâncias referidas com frequência sobre outras crianças quando o paludismo campeava e outras pragas sociais que devastavam vidas à compita com a tuberculose que a miséria, a falta de higiene e de esclarecimentos tornavam comuns e já nem alarmavam...

         E, – coitadinha! – Dizia-se a muita gente. Quase a toda a gente – por tudo e por nada.

         Foi então que se rotulou a diferença.

         A Fausta era orfã.

         Orfã, significava ainda e também que mesmo que tudo tivesse, nada lhe viria, jamais, daquelas mãos que seguravam a sua enquanto diziam:

-    Anda! – Vem com o Pai ou, com a Mãe!

Os anos passam. A gente vai vivendo.

 Aprende coisas novas.

  Julga esquecer coisas velhas...

Experimenta novas emoções, novos medos, novas esperanças.

Zanga-se, alegra-se. Triunfa, ganha e perde.

         Chora, canta, ri. Sofre e é feliz.

         Deslumbra-se. Habitua-se. Deixa correr.

         Tudo o que foi novo se vai tornando natural, comum. Tão natural como o rio que corre, a nuvem que esvoaça no céu azul, cinzento, negro...

         Mas, um dia, algo muda e redescobre-se de quantos pequenos milagres se faz a maravilha dum quotidiano a que – às vezes – depreciativamente se chama de ronceiro.

Reminiscências do passado afloram ao espírito. Primeiro quase com timidez. Depois vivas e despertas .

São lembranças.

“Com três letrinhas apenas se escreve a palavra Mãe...”

Orfã – tem quatro só, e conta a falta dela.

E, para designar os Pais que perdem os filhos, os Avós que choram os netos – porque não haverá palavra?! – Ou palavras?!

Orfã , também deveria ser considerado um estado civil com direito a bilhete de identidade. Como solteiro, casado...

Como viúvo.

Palavras... Palavras... Palavras...

Ás vezes de mais – às vezes de menos...

Ás vezes para quê? – se todas nem chegariam.

 

Maria José Rijo

 

Reminiscências - I

 

 

                       

Os meninos de agora regressam das aulas, e, ou ficam na rua soltos a brincar ,ou sentam-se frente a computadores e televisões , situação que lhes pode ser benéfica ,ou não. Podem em boa verdade aprender coisas fantásticas ! Podem; mas não conversam, não têm com quem rir , com quem partilhar a aventura de aprender, e isso é uma falha irreparável na sua formação.

            Era bom que às vidas de hoje , a par de todas as coisas que os avanços da tecnologia oferecem, se pudessem adicionar os serões de família em que conversar, contar histórias, era para além de uma forma de entretenimento, uma maneira divertida de ensinar brincando.

Meu pai gostava de nos ajudar a superar as dificuldades que encontrávamos nas lições  quando ainda frequentávamos a escola primária ,e conseguia-o com inteligentes brincadeiras.

Para que não encalhássemos a cada passo nas leituras , não nos punha a ler um texto vezes sem conta., nem nos humilhava com criticas ou ironias. Pelo contrário. Desafiava-nos  para escrever e  depois , aprender de cor coisas   que quando ele próprio era criança lhe haviam ensinado e lhe tinham facilitado a desenvoltura na pronúncia de termos menos correntes.

Desse tempo conservo ainda grata  memória .E ,agora, que qualquer dia os meus sobrinhos bisnetos irão começar a manusear livros de escola e a chegar a casa carregados de deveres e tarefas  , lembrei-me de passar para a escrita  essas mesmas lengas- lengas  que também já me serviram para ensinar os meus sobrinhos, seus pais, quando ainda usavam calção e bibe , o que, creio , também já ninguém usa.

O bibe era uma peça de vestuário irrecusável mal se punha o pé em casa. E não adiantavam lamentos e choradeiras porque a sentença  era inapelável :

- Enquanto sujares os bibes provas que precisas deles! E os pingos de tinta e vestígios de brincadeiras de toda a espécie lá estavam demonstrando a verdade dos factos.

Sem televisões .Sem aparelhos de rádio. Apenas , e só nalgumas casas, com uma grafonola ou um gramofone, (e isso era o máximo há sessenta anos!) muita gente aprendia música e desde a rabeca ao bandolim passando nas casas mais ricas pelo piano e pelo violino era frequente escutar-se ao passar na rua o martelar das teclas, às vezes  tratando bastante mal as belas partituras...

Assim se passavam serões e tardes. Conversava-se fazia-se música, e sempre havia alguém disponível para ensinar jogos : a glória, o loto, as prendas,...que como alternativa se intercalavam com as histórias que era da praxe contar às crianças 

Desse tempo vou relembrar algumas que acho mais engraçadas e podem servir para brincar e desenferrujar a língua ..

 

Outra destas brincadeiras que ainda recordo era a do:« copo ,copo gargalhopo. giricopo, copo, copo, copo cá!              

            Quem não disser três vezes copo, copo gargalhopo, giricopo, copo, copo, copo cá!- por este copo gargalhopo,  giricopo ,copo ,copo, copo cá, não beberá .»

            Difícil ,quase impossível nos parecia dizer a maior palavra portuguesa : inconstitucionalíssimamente,

            E assim, nas tardes frias de Outono, no recomeço das aulas meu Pai, minha Mãe, minha Avó ou, minhas duas Tias solteiras, com ternura e paciência entre risos ,pelos enganos sucessivos nos ajudavam  a desembaraçar a fala e a não recear , pronunciar  sem engasgos as palavras que nos ocorressem.

            Eu sei que agora com os bués, as chavalas, os montes de ,os pecebes, e meia dúzia de portantos as pessoas conseguem comunicar ,mas é pobreza a mais e faz dó -temos que confessar -,tratar assim a língua portuguesa.

            Convenhamos ,no entanto que há aí muito ministro que enrola a língua para dizer apenas, solidariedade - o que ainda causa mais espanto ...

   Maria José Rijo

                                   

 

 

«  Se o arcebispo de Constantinopla se quisesse desarcebispo desconstantinopolitanisar quem o arcebispo desconstantinopolitarisaria seria o arcebispo desconstantinopolitanisador.»

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.481 – 4  - Dezembro - 1998

Conversas Soltas

Reminiscencias - I

Dó -Em dia de Camões!

A palavra mais frequente quando se manifesta pesar pelo falecimento de alguém costuma ser: - pêsames!

Também a palavra dó, que todos nós conhecemos e usamos quando qualquer sentimento de piedade nos confrange o coração, costuma ser utilizada em manifestações de luto com a mesma intenção – expressar mágoa – pela morte de alguém.

No entanto, parece-me que ao ser pronunciada a formula - sentidos pêsames – ela, só por si, não estabelece uma partilha afectuosa   entre os intervenientes.

É como quem se desfaz de um mau estar que o incomoda e o passa de mão.

Deu pêsames, estão dados, e acabou-se!

Porém, se disser o meu profundo dó! – já parece estar repartindo um sentimento que em si próprio  permanece  mesmo depois de confessado.

Do que não restam dúvidas, porém, é que, em qualquer das circunstâncias se confessa uma certa preocupação em confortar quem sofre mostrando que se comparticipa desse mesmo sofrimento.

Parece, que não tendo morrido, agora, alguém muito conhecido por aí, esta lucubração venha um tanto a despropósito.

Penso que não.

É  que não são apenas os falecimentos das pessoas que merecem luto.

Merece tanto, ou mais luto ainda, a perda de valores, como a honra, a vergonha, a dignidade, o brio, até a simples compostura.

Daí, que quando se reconhece, que nada disso já vale um vintém furado, embora o vintém já nem tenha cotação nem equivalência no mercado financeiro, o sentimento que nos avassala só possa ser de luto, e a sua manifestação um sentido - dó.

D. João de Castro -IV vice-rei da Índia, empenhou as suas barbas, que homem de barbas era homem de vergonha e honra, e por cumprimento da sua honrada palavra as cortou.

Que a palavra compromete e a honra a defende.

Egas Moniz nos alvores da nossa nacionalidade oferecendo a vida como penhor da sua palavra, deixou seu testemunho para a posteridade, de quanto vale um compromisso de honra.

Os tempos são outros.

Os jornais e os noticiários enchem-se de relatos de corrupções e outras atitudes quejandas que ameaçam pela falência dos bons costumes, da honradez e da coragem, a estabilidade do povo lusíada que o grande Épico cantou, e que somos, já com novecentos anos de história.

Como o sofrimento é a grande escola da Vida, e é de confusão e sofrimento a hora que passa, tenhamos fé nas gerações que hão-de renovar Portugal reabilitando e honrando valores ancestrais eternos e, púnhamos nelas a nossa esperança.

                                                              Maria José Rijo

                                                 Escritora e poetisa - Pintora e articulista

--

Jornal Linhas de Elvas

16-junho – 2005 – Nº 2.818

Conversas Soltas

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