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Um “sepônhamos”

Quinta-feira, 06.11.08

O Despertador

Nº 240 – 31 – Out. -2008

A Visita

  

Assim! Assim mesmo, tal e qual, diria o maioral das vacas

“Ti Carrapiço” – meu grande mestre da sabedoria de viver.

Assim! Assim mesmo, tal e qual, ele que vivia de observações, empíricas deduções e memórias, me diria nesta hora de mal esclarecidas confusões e falsos pudores.

 “ Atão, num sepônhamos, essas criaturas que querem a justiça por mor das ofensas que le fazem, nã se alembrarão do que elas - já –chamaram aos outros só  porque não bebem do mesmo pucro...”

“Atão, num sepônhamos – nã se alembrarão qu’a té em falas de alto ao povo porque nã inguentam que  leiam  noutra cartilha  dizem cada bacorada que se nã ficassem gravadas p´rá gente ouvir até acraditar, agente nem acraditava...

   Atão, num sepônhamos quem arma enredos e engrenages

    com’àquela para

    se esconder por trás dum “homem moço”, e, mais isto

    e mais aquilo...

    ainda por cima falando mal dos que destaparam-na marosca.

    

Assim, com experiência e lucidez, falaria Ti Carrapiço...

 Mas, eu acrescento: - se por um milagre, a essa gente de “coragem” desse Deus a graça da genialidade de, em lugar das preciosas e inteligentes imagens de retórica que constroem – (e, que são mimos de respeito pela liberdade individual, justiça, generosidade, cortesia, boa educação, direitos de cidadania etc... que devem aos seus concidadãos) – puderem manifestar em banda desenhada o seu Respeitoso Amor pelo próximo... como seriam idílicas as suas criações!!!...

 Se calhar o fel que lhes escorre dos camuflados insultos com que mimam quem não põe a coleira e caninamente os segue transformava-se em rosas e nardos...porque, ao que deduzo, o que insulta é o desenho – os impropérios com que nos brindam – são – afinal – o expoente máximo da diplomacia e perfeita educação.

Depois desta brincadeira sobre o ridículo interlúdio com que se propõem distrair-nos em época de - eleições - meu estimado amigo, Manuel António Torneiro que muito considero, vou terminar esta visita da forma que, se calhar, ela deveria ter começado : - obrigada pela maneira como deu a notícia da minha exposição.

Obrigada. Soube-me bem saborear a amizade implícita na deferência que teve comigo.

A dimensão dos grandes, também se mede pela consideração que dispensam aos que não têm cargos importantes.

Obrigada, mais uma vez.

Também quero felicitá-lo pela sua candidatura à Câmara de Elvas. É sempre saudável que alguém que não precisou dos dinheiros públicos para prosperar na vida tenha a generosidade de se candidatar com espírito de serviço.

Só não entendo ou será que todos entendemos bem demais? - Que – só - agora, dois anos volvidos sobre o início da sua publicação, alguém se tenha sentido mal, com os desenhos do Cadete.

Depois de ver o fraternal convívio camarário com elementos que de tudo e mais alguma coisa mutuamente se apodaram – sem reticências – através da imprensa, vêm agora – em altura cirurgicamente escolhida – turvar a superfície das águas...

Será que não se querem ver ao espelho ou, há mistérios no fundo das águas? – O tempo o dirá...

 

Estou-me a lembrar do Santo Padre com um preservativo no nariz

                   

O Vaticano também, como muitos de nós, – não gostou – mas sabendo que a liberdade é o espaço criativo dos artistas e que só pelo exagero vive a caricatura... descontaram o excesso e como o original não tinha mácula – deixaram passar.

 

 Um abraço amigo e as maiores felicidades para si e para a sua campanha. É grato saber que quem nada juntou na política destina à sua terra, de coração, o que amealhou o longo da sua vida.

Parabéns, também a Elvas pela renovação desta candidatura!

 

 Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 20:25

O Sortilegio do anoitecer

Quarta-feira, 16.05.07

anoitecer.JPG

Estou convencida de que o anoitecer é uma artimanha do tempo. Um bruxedo, um feitiço. Qualquer coisa de impalpável de indizível, de tão ténue, tão etéreo que mais se pressente do que verdadeiramente se capta.

Passam na sua cadência constante os dias repartidos em instantes que se esgueiram, nas nossas vidas, como entre os dedos as contas de um rosário que já quase se reze mecanicamente.

Pode o amanhecer ser tristonho, com nevoeiro, chuva, ventos. Porém, sempre para o dia que começa há um projecto.

Que mais não seja o de cumprir a rotina que como uma roupa desbotada e gasta, já se usa sem prazer.

Pode o dia trazer alegrias inesperadas ou magoas, desilusões, êxitos ou insucessos, mas tudo isso são factos, coisas reais, palpáveis.

Coisas de vida. Coisas de cada dia...

Mas o anoitecer, não.

O anoitecer, acorda a saudade, os medos, os passos pressentidos embora nunca andados, nem escutados dos sonhos que nos escaparam sem terem florido.

O anoitecer é calmo e frio como um espelho.

Reflecte a nossa imagem interior.

            Liberta os suspiros por um mundo melhor que todos albergamos no coração, mas que estamos sempre à espera que os outros façam para nós...

É ao anoitecer, que nos povoados pequenos e nos lugares esquecidos as crianças fazem danças nas ruas em frente das portas de suas casas humildes...

E, cantam...

Cantam cantigas de sempre.

Cantigas velhas, cantigas herdadas de muitos séculos, que ficam novas quando, e sempre, que elas as cantam.

.           ..Fui ao jardim celeste, giro- flé flé flá ..

...Andorinha, andar andou, caiu no laço, sempre lá ficou...

...Olha a triste viuvinha ela lá vem a chorar! Eu te juro que não há-de achar, que não há-de achar com quem casar...

É ao anoitecer que as velhas e as novas se sentam nos poiais, ou se encostam às ombreiras das entradas das casas, a conversar baixinho, a coscuvilhar, a olhar quem passa.

            A olhar só por olhar...sem ver às vezes...

A ouvir as cantigas que também, algum dia já cantaram...

É nessas horas em que o escuro da noite amortalha o dia...

Quando a passarada poisa nas árvores e faz baloiçar cada raminho como se uma doce brisa os sacudisse até se aquietarem num sono breve, como uma pausa numa sinfonia sem fim que a madrugada seguinte, voltará a orquestrar 

É nessas horas de sortilégio do anoitecer que se recordam velhos medos de lobisomens, bruxas nas encruzilhadas, feitiços e maldições...

Contos e lendas que em esparsos resistem nas memórias das nossas infâncias perdidas na distância dos tempos...

É ao anoitecer que pia o mocho agoirento...

Que as corujas, como fantasmas se soltam das torres das igrejas e vão comer ratos pelos campos enquanto os morcegos como sombras cruzam os céus voando baixo e guinchando como vampiros famintos.

É ao anoitecer que os lobos surpreendem os rebanhos ensonados quietos nos redis, separados de cães e de pastores nos curtos instantes em que bichos e donos confraternizam comendo a magra ceia de pão e queijo duro...

O anoitecer, é, talvez o Outono do dia...

Tem na luz que se extingue, o reflexo da sabedoria do que já viveu no dia pleno.

Tem na serenidade, a paz e a aceitação de quem remexe nas cinzas onde o fogo crepitou, as chamas aqueceram e queimaram e que o próprio tempo apaga para dar lugar à renovação...

Anoitecer, Outono dos dias, Outono das vidas, Outono dos tempos; fim e princípio, encanto e sortilégio do desconhecido inevitável em toda e qualquer Vida...

                                  Maria José Rijo

             Escritora - Poetisa - Articulista - Pintora - ... ... ... ... ...

                            

 

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publicado por Maria José Rijo às 00:18

Adeus Anica

Quinta-feira, 19.04.07

Quando nos reencontrarmos, só Deus sabe quando ,teria de usar a tua expressão

 mais expontânea - “estou em falta contigo!”- se não cumprisse agora este dever

de me despedir de ti como se te fizesse uma visita de cortesia tanto a teu agrado.

            Tenho estado a pensar nas vezes em que me telefonavas só para indagar 

se era a saúde ou qualquer razão preocupante que me silenciara a voz no nosso

jornal.

 Depois com a tua natural delicadeza acrescentavas sempre :- tu sabes

que é o que leio primeiro.

 Invariavelmente eu, em vez de  agradecer ,comentava:- olha, quem

diria, ela sabe ler!- e lá vinha o teu divertido remoque:  cala.-te ,mafarrico 

não levas nada a sério!

Mais de cinquenta anos de amizade deixam muitas raízes de saudade

ligadas a pequenos gestos, miudezas aparentemente sem valor, com

que se atam as vidas.. Porém não é das minhas mágoas que venho

 falar explicitamente.

Venho falar de ti. De ti porque mereces ser lembrada. De ti, pelo culto

de respeito que te merecia a verdadeira Amizade.

De ti, de quem jamais alguém escutou uma palavra menos correcta, ou

sentiu uma desatenção.

De ti , como paradigma duma geração que cresceu tendo por ideal :

cumprir antes de exigir.

Venho falar da tua época, onde o sentido do dever  presidia à educação.

 Venho falar do testemunho disso que deste ao longo dos teus quase noventa

 e seis anos de vida.

Tu cultivavas a amizade . E cultivavas a delicadeza também.

Na tua casa, quem para ti trabalhava era respeitado como Amigo, e,

como tal  viveu lado a lado contigo vidas inteiras. Não te esquecias de

um aniversário fosse de rico ou pobre que conhecesses; porque,

 para ti, conhecer significava cuidar, estimar e tratar de igual para

igual. Significava a tua obrigação de cumprir o culto da Amizade.

Significava o teu sentido cristão de olhar o próximo como se foras tu,

Porque assim era - não esperavas atenções, - eras tu a primeira a praticá-las.

Era a tua presença na doença, na adversidade, era o mimo para o

bébé que nascia, era o telefonema ou a lembrança escolhida com esmero

nos aniversários

Tendo mais em conta o que entendias por  teus deveres do que a preocupação do que poderias exigir como teus direitos, não te aproximavas de ninguém para reclamar o que poderiam dever-te, mas sim com a gratidão pela amizade que recebias , muito valorizavas e te fazia dizer com sinceridade:- estou em falta contigo!- porque, quanto davas de ti, te parecia sempre pouco.

Tratavas as pessoas como tratavas as tuas flores, - com desvelo. Por isso o

 teu pátio era um pequeno paraíso e a tua amizade um bem sem preço.

Penso, que lá onde agora estás, a tua alma deslumbrada terá o brilho que

se acendia nos teus olhos quando em cada ano chegávamos ao Santuário

de Fátima e olhavas a imagem da Virgem na capelinha onde o tempo

se escoava sem o termos em conta. Penso que será assim.

Cada atitude tua, tinha implícita, a alegria e a gratidão pela Vida que te

era concedida e respeitavas em cada gesto, em cada palavra.

Foste, na candura do teu viver para o Bem, sem disso te dares conta,

uma pessoa diferente, uma pessoa assaz singular

Se Nossa Senhora quiser, para o ano voltaremos...dizias com uma aceitação

de crente verdadeira na hora da despedida.

Não precisarás voltar - já lá chegaste, mas como o coração é um refugio

sem limites para guardar presenças vivas de quem foi “regressando” à nossa frente,.se eu lá voltar ,nunca o duvidarias,( tenho a certeza) irás comigo.

Findo que foi o tempo do prazenteiro : olá  Anica !que nos alegrava a alma,

e sem o recurso da tua ditosa saca preta, qual bolsa de prestidigitador ,

de onde tudo aparecia como por milagre,( e sempre marcava presença

nas nossas excursões,) num aceno de onde a saudade se desprende, já sem

o recurso do lenço branco que sempre me emprestavas ,para a circunstância, direi apenas :- adeus Anica. !

 

                                                              Maria José Rijo

                                                        Poetisa, Pintora, escritora...

in - Jornal Linhas de Elvas

Nº 2. 560 – de 16/6/00

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publicado por Maria José Rijo às 23:22





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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@


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