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Motivos para pensar

Sábado, 02.05.09

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.876 – 27 de Julho – 2006

Conversas Soltas 

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Depois de ler no jornal “ O Público ”a entrevista que o Senhor Presidente da Câmara de Elvas deu como explicação para a epidemia de placas com o seu nome por tudo quanto é canto e recanto da cidade e arredores, pensei, e acertei, que tamanha prova de narcisismo não escaparia à lupa atenta de qualquer dos grandes jornalistas deste nosso País.

                      

E, por sorte ou por azar, não sei, logo lhe pegou com a garra e a mestria que lhe são peculiares, um dos maiores, mais lúcidos, mais inteligentes e mais corajosos Homens de letras que dia a dia comentam a nossa atribulada vida política.

               

O facto não me alegrou, mas não me surpreendeu, e embora me cause uma certa mágoa, porque é Elvas que está em foco, afigura-se-me da mais elementar justiça fazer entender a quem detém o poder, que a fábula da rã que quis ser do tamanho do boi é verdadeira porque toda a corda esticada em demasia – um dia - quebra.

               Politico

Há tempos encontrei, na biografia de um político a frase que vou transcrever:

“O poder dá-lhe a oportunidade de transferir para a sociedade a sua ambição pessoal.

Isso afasta-o da realidade e das verdadeiras necessidades das pessoas.”

Algumas vezes tenho comentado com desagrado obras e atitudes do Senhor Presidente Rondão.

Sempre o fiz pelo bem da nossa cidade, nunca com o intuito de amachucar quem quer que seja, porém jamais aceitaram que possam não ter sempre a razão por inteiro.

O Senhor Presidente Rondão Almeida, como ele próprio confessa com justificado orgulho, descende de famílias pouco abastadas. Começou a sua vida de trabalho vendendo água da Prata – segundo li. Ora, entre esse começo e o estatuto de certa ostentação que hoje frui há uma distância abissal.

É natural que a fortuna de que hoje dispõe o faça sentir um homem realizado, engenhoso, confiante.

Rondão Almeida, instruiu-se, trabalhou, lutou, subiu a pulso, fez-se por si próprio, e é por esse motivo digno de todo o respeito e admiração. É inegável.

A certa altura viu-se guindado ao topo, numa cidade desinteressada da política, desiludida com uma revolução que prometeu o céu e criou, em seu lugar, o purgatório onde a maioria vegeta, porque agora já nem tem espaço para sonhar, já que o sonho sucumbiu com o fracasso da revolução.

É humano que se tenha aturdido e exagerado na importância que dá a si próprio e ao poder que detém e que esteja psicologicamente baralhado com tanta popularidade e adulação que o cercam.

Esperemos que reconheça agora que não é justo cativar o povo como faziam os patrões do antigamente, dando por “bondade” o que a todos é devido por justiça social, nem está certo atiçar o despeito de uns contra outros, querendo cada qual que a sua galinha ponha maiores ovos do que a da vizinha num despique tolo de ver quem dará a prenda maior que habilmente tem sido virado a seu favor.

Não estamos perante um festival de cantigas ao desafio.

Já vai em busto, daqui a pouco as freguesias, mandam derreter o ouro de família para cunhar moeda com a sua efígie.

Interiorizemos as perdas irreparáveis que Elvas tem sofrido.

Reconheçamos que não é com roupas novas que se curam chagas de morte. Embora se possam disfarçar por momentos...

Lutemos por soluções de fundo, porque não é com coliseus, estátuas, placas e alaridos que se vai salvar Elvas do plano inclinado onde resvala há já tempo demais...

Poupemo-nos a mais ridículos. Pensando com seriedade nas realidades e verdadeiras necessidades das pessoas.

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 00:03

Vou pensar …

Sexta-feira, 10.04.09

Á LÁ Minute

Nº 1741 – 29 de Junho de 1984

Jornal Linhas de Elvas

 

Distraidamente, escutava o noticiário, enquanto relia de Fernando Pessoa – “O Mostrengo”.

               Adamastor, escultura de Júlio Vaz Júnior e foto de Reinaldo de Carvalho.

“Á roda da nau voou três vezes,

Voou três vezes a chiar,

E disse: - “Quem é que ousou entrar nas minhas cavernas que não desvendo meus tectos negros do fim do mundo?”

E o homem do leme disse tremendo:…”

 

O noticiário distrai-me. Como que intrometendo-se o locutor diz: o partido comunista ameaça…

Sempre o mesmo! Penso e volto ao poema um pouco ao acaso.

                      

“…-De quem são as velas onde me roço?

De quem as quilhas que vejo e ouço?

- disse o mostrengo, e rodou três vezes, três vezes rodou imundo e grosso.

-“Quem vem poder o que só eu posso, que moro onde nunca ninguém me visse e escorro os medos do mar sem fundo?”

E o homem do leme tremeu e disse:…

                

A voz do locutor volta a interpor-se propagando a notícia que parece emocioná-lo:

O bloco central treme! A coligação treme!

O partido comunista acha que o governo deve cair!

Não quero pensar no que ouço!

Volto ao poema, volto ao homem do leme que o mostrengo ameaça.

             

“… três  vezes do leme as mãos ergueu, três vezes ao leme as repreendeu e disse ao fim de tremer três vezes:

-“Aqui, ao lume, sou mais do que eu:

Sou um povo…”

 

Ergo os olhos do livro saboreando o que li. Fixo sem dar por isso o rosto do locutor que faz a súmula do noticiário:

O governo acusou o partido comunista de destabilização. A coligação treme! O ministro disse…

            

“… Aqui ao leme sou mais do que eu

Sou um povo… e mais do que o mostrengo, que minha alma teme e roda nas trevas do fim do mundo manda a vontade que me ata ao lume…”

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Decididamente é difícil ler poesia e simultaneamente ouvir o noticiário.

Fixo o meu olhar no dedo espetado do ministro que parece agora no “ecran” da televisão:

“O governo foi eleito por sufrágio popular e se o povo português repudiou certos partidos…”

- Quero só pensar no poema que vou já sabendo de cor:

“…Aqui ao leme sou mais do que eu

Sou um povo

e mais do que o mostrengo que me a alma teme manda vontade que me ata ao leme…”

 

“do povo que nos manda” – remata o ministro.

Fecha a televisão e não leio mais hoje.

Vou pensar…

 

Maria José Rijo

       

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:39

“A VIDA PARA QUÊ?...”

Quinta-feira, 26.03.09

Conversas Soltas

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.307 – 7 Julho de 1995

 

 Mother Teresa

A Vida é uma oportunidade: APROVEITA-A

A Vida é beleza: ADMIRA-A

A Vida é um dom: APRECIA-O

A Vida é um sonho: REALIZA-O

A Vida é um desafio: ACEITA-O

A Vida é um dever: ASSUME-O

A Vida é um Jogo: JOGA-O

A Vida é cara: PRESERVA-A

A Vida é um tesouro: CONSERVA-A

A Vida é Amor: SABOREIA-A

A Vida é MISTÉRIO: APROFUNDA-O

A Vida é uma promessa: CUMPRE-A

A Vida é tristeza: ULTRAPASSA-A

A Vida é uma canção: CANTA-A

A Vida é uma luta: TRAVA-A

A Vida é uma tragédia: ENFRENTA-A

A Vida é uma aventura: OUSA-A

A Vida é sorte: MERECE-A

A Vida é preciosa: NÂO A DESTRUAS

A Vida é VIDA: LUTA POR ELA

 

Madre Teresa de Calcutá

 

Não tenho dúvidas de que qualquer pessoa, que leia estas reflexões escritas por Madre Teresa, guardará da sua autora a imagem correspondente ao apreço que tais considerações lhe merecem.

E, mesmo quem nunca tenha reparado na figurinha frágil e gasta de mulher já velha, que por vezes os jornais publicamente vinculam; mesmo esses; guardarão consigo a mensagem de força, fé, coragem, inteligência, bondade e tudo o mais que transparece do seu discurso vigoroso e lúcido que aliás – corresponde à sua postura na vida!

         

Ficará assim, de lembrança, em cada qual, conforme a sua sensibilidade, formação e interesse, um retrato interior dessa mulher que, determinada e coerente vem traçando um caminho de missão em defesa da vida e dos valores divinos do humano – que todo o mundo segue e respeita.

Nestas e noutras coisas, pensava eu, meditando na força interior -  que me falta – mas anima quem tais coisas escreveu e prova com os seus actos a verdade do que diz.

                   

Porém, uma animada conversa/debate, na televisão distraiu-me e dei por mim a rir com o comentário do interveniente do partido socialista ao referir que está convencido de que muitos estão na política para satisfazer a sua vocação para o teatro.

E, porque o pensamento é incontrolável aqui me encontrei, sem mais nem quê, a reconhecer o gosto do vedetismo que impera por aí à nossa volta.

A tal ponto que se chega à lamentação naife, inocente como um dito de criança, que faz acusar por faltoso quem não lhe propaga os retratos desejados.

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(Dizia a bruxa na Bela-Adormecida: Espelho meu! – há alguém mais lindo do que eu?).

Pensei então, dominando o sorriso de ironia – pensei então – se “isto” tinha razão de ser!

Honestamente – creio que não.

Retrato e imagem andam a reboque um do outro e, um desabafo – lamento, destes, já é um retrato.

Depois a “glosa” trocista e injuriosa feita com apelidos ou nomes de pessoas a quem a sorte faltou – também constitui um retrato bem nítido…

                         

E… um somatório de tantas pequenas coisas tão cruéis como injustas, denunciadoras de falta de respeito pelos outros e absolutamente desnecessárias – já são feição tão vincada, que chego a pensar que misericórdia era fazer esquecer quem assim procede.

É que quando uma imagem mais vincula o prazer das perseguições, a vaidade e a arrogância do poder do que qualquer outra coisa que – por mérito – se imponha espontaneamente – é sempre feio o retrato que nos mostram…

“Quem vai na berlinda” – tem que ajeitar a sua frágil humanidade ao luxo da berlinda.

 

Não pode, como rã que quis ser boi – encher-se de ar até rebentar – ensinam as velhas fábulas desde Esopo Fedro, a La Fontaine.

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:33

Comparando...

Terça-feira, 03.03.09

Jornal Linhas de Elvas

Conversas Soltas

Nº 3007 - de 12 de Fevereiro de 2009

 

 

A locutora, era jovem e simpática. Tinha aquele encanto de presença 'fabricado' a preceito para a circunstância de ter que estar frente a um público que repudia o velho e o feio.
Falava descontraída, à vontade, focando assuntos de interesse, num português fluente e escorreito, agradável de ouvir.
Foi então que, referindo-se directamente ao entrevistado o tratou, embora ele tivesse idade para ser seu avô, pelo nome próprio, como se tratam, entre si, tu cá, tu lá, os companheiros de escola. Soou-me, como que uma nota discordante, qualquer coisa de desafinado.
Foi como que um quebrar de encanto.
Um certo invencível e incomodo mau estar.

            
Fora também convidado a participar na conversa alguém de outra geração. Alguém com idade intermédia entre os dois intervenientes em causa, alguém com idade para ser pai da jovem locutora, que começou a sua intervenção, saudando:
- Boa noite, Senhor Professor!
E, manteve a respeitosa cortesia ao longo da conversa.
Foi inevitável a comparação.
Um pormenor apenas - coisa pouca, mas que faz a diferença.
A idade também é um posto - mais, ainda, quando a ela se soma o reconhecido mérito.
À porta do supermercado uma figura simpática, arrosta a chuva e estende uma folha de papel solicitando assinaturas para a reeleição de um candidato político.
Porque somos conhecidas cumprimentamo-nos.
Não me pede que assine e esclarece que 'sabe' que eu não gosto do indivíduo proposto.

Registo como é fácil rotular as pessoas.

Registo como se LÊ dissidência política no código simplista das 'ditaduras - mesmo, quando, ditas democráticas..'. [a frase que cito,não é de minha autoria, mas, subscrevo-a].
Impossível, não fazer a comparação com a ideia que se tem de liberdade e autenticidade...
Será que é tão difícil entender a diferença entre dissidência política e ódios ou simpatias pessoais?
Se essa percepção escapa a quem manda, que justiça se pode esperar!!!

             
Conhecidas as causas - comparando - temem-se os efeitos.
Acompanho, como todos os portugueses, creio, os infelizes acontecimentos que todos os meios de comunicação propagam, a toda a hora.
Era bom não se passar da notícia documentada para as suposições. O diz--se - não tem cotação de honra na bolsa de valores morais.
Quanto mais melindrosos são os assuntos mais rigor deve haver no que se solta ao vento.

Os políticos podem até ser bonitos, ou feios, bem parecidos, simpáticos, vestir bem, ou mal, usar só gravatas italianas de seda natural ou andar de gola alta e tudo mais que lhes apetecer.

        
Ninguém tem nada com isso!
Aos países o que interessa e é passível de julgamento político, ético ou moral são os respectivos procedimentos em relação à causa pública.
Mas, esse juízo não pode assentar em atoardas propagadas com toda a convicção como se fossem dogmas.
Os políticos, todos roubam! - Garantia em conversa alguém, que assinara uma lista, com digna convicção, para quem quisesse ouvir, frente à prateleira, onde, com duas acompanhantes, escolhia produtos, [no tal super mercado].
Ao menos este, ou aquele - rouba, mas faz obra!

                       
Quando a corrupção é aceite como moeda de troca quem resiste à comparação com os valores em que acredita, pelos quais luta e pelos quais tantos sofreram, deram as vidas e morreram, como mártires tantas vezes...

Ou alguém duvida que os Santos e Mártires procuravam e defendiam a justiça e a fraternidade pela força da Fé!?
Vive-se comparando.
Queiramos ou não...

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:11

...E vão cinco!

Quinta-feira, 19.02.09

 Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.836 – 20 – Outubro - 2005

Conversas Soltas

 

 

 

                   capa-eleicoes.jpg

 

Terminaram as eleições autárquicas na nossa terra com o resultado previsto.

 

Aqui, é como a pescada – antes de ser - já o era!

 

Uma coisa, porém me deu alegria – a diferença por cinco.

É que, se mais cinco votos da oposição houvera, nada resolveriam em relação a um futuro diferenciado.

Assim, como assim, tanto dá, um, dois, ou nenhum.

Por cá, só manda quem manda, e muito à sua vontade com o majoritário aval do povo soberano, decisão que democraticamente se aceita, embora também, democraticamente, dela se divirja.

Mas voltando aos cinco: - com eles pode ser reeleita a pessoa que consegue dar numa Câmara (que em conveniente mimetismo se unificou em rosa,) a nota de verdadeira simpatia e humanismo.

 

Parabéns Dona Vitória!

 

Pouco e mal a conheço, porém, toda a cidade sabe que o seu trato é simples e afável e que não se impõe com sobranceria e ameaças.

Deus a ajude, porque já provou ao longo destes anos passados que não é vulnerável a contágios de vaidades, grandezas, ou arrogâncias... (Suponho que talvez por isso a posicionaram à ré...)

 

Está minha alma em festa com a vitória de Rui Rio defende regionalização perante "sinais de reduzida governabilidade"Rui Rio. Desde a primeira hora do seu mandato que o admiro incondicionalmente pela coragem com que mostrou que o Porto não é nenhuma coutada the popedo senhor Pinto da Costa.

 

Que isso nos compense do arrogante fraseado, quase obsceno, do Major Valentim Loureiromajor Loureiro, que nos confrange como pessoas de bem.

 

Quem usa a força da vitória para insultar adversários mostra não só falta de cidadania como duvidosa qualidade como indivíduo e democrata.

 

Também estas eleições mostraram como o povo não quis entender que não se pode ou deve achincalhar um líder partidário por ter tido a dignidade e coragem de excluir das listas nomes de pessoas sobre as quais pairem sombras de comportamentos pouco honrosos, e que deveriam ter tido o bom senso de se auto excluir, em lugar de se evidenciarem em competições.

Ganharam, é certo, porque somos um povo sentimental e piegas que vibra com folhetins de faca e alguidar, escândalos de rua e outras pamplinadas...

                 

Somos um povo que consente que o Estado dormite em questões fundamentais que aceita por esmola o que, como dever, podia exigir e, lamuriando vai à televisão expor as suas misérias e revoltas, porque as caridosas subscrições entre particulares vão resolvendo dramas clamorosos, mas que depois, qualquer excursão ou jantarada cala e conforta.

Enfim, o gosto e o encanto da vida está, e muito, na sua diversidade.

Embora diversidade não seja, creio, o que o futuro nos trará.

Espero tantas e tantas mais placas pululando por aí como cogumelos, que o cemitério ficará – se não estiver já – em desvantagem...)

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 ( Enganava-se o muito ilustre colaborador deste jornal – a quem, grata, saúdo - ao supor que as placas poderiam ferir a modéstia de alguns laureados!)

E...assim vai girando  o mundo!

 

P.S.- após leitura da imprensa local em 12/10/05

Queria agradecer ao Sr. Presidente da Câmara – a quem felicito - a honra que me concedeu  dedicando-me a sua recente vitória; até porque, fazendo-o, confessa ( no seu estilo peculiar) que lê, e tem em conta as minhas modestas opiniões.

Sem dúvida ele é, em política, “o mais promêro” para Elvas, mas ao que se deduz, em juízos de valor, “a mais promêra”, para ele, sou eu, o que me desvanece!

Acontece, porém, que ao receber “o perdão???” que me concede, “a meias,” com o Senhor Jesus da Piedade, se posiciona lá tão alto que me fica inatingível.

Pobre mortal que sou, entre o céu e a terra, esmaga-me a distância, daí que, na minha insignificância, me remeta, desde já, ao silêncio – não antes, porém, de afirmar que me sei incapaz de apodar de assassino quem quer que seja, e as ilações que cada qual possa extrair do que lê, não são da minha responsabilidade.

 

Maria José Rijo

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 20:58

A política e a visita

Segunda-feira, 16.02.09

Jornal O Despertador

Nº 218 – 17-Outubro-2007

A Visita - 12

               Luís Filipe Menezes          

 Acabo de escutar os comentários ao discurso de Luís Filipe Meneses e, se bem que não pretenda meter-me nos meandros da política, não posso deixar de chamar a atenção para a falta de rigor que alguns críticos mostram nas opiniões que emitem.

Não cito nomes, porque não os fixo, e, também porque para o caso não se me afiguram importantes.

Nem, por vezes, sei exactamente o que me leva a tomar posição em questões desta natureza.

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Se calhar trata-se apenas dum natural pendor para ficar ao lado dos ofendidos... pode ser... talvez...

Eu, não tenho mandato para defender quem quer que seja, mas, revolta-me a ligeireza com que cada qual tira as conclusões que lhe convêm dos factos que todos nós temos visto acontecer.

Como querem os críticos ser respeitados quando afirmam que o governo de Santana Lopes é um exemplo da incapacidade de gestão do PSD!

Que eu tenha dado conta, Santana Lopes não chegou a governar...

O então presidente da Republica “despediu-o” quase mal o avistou!

Nem lhe deu tempo para descer a escadaria com calma. Como que o empurrou porta fora...

Quem tiver razões de queixa contra os governos PSD, fale dos que existiram, e, não do único que, antes de ser... já não era. 

       Penso que a política muito se desacredita pela falta de rigor nas afirmações que em seu nome são emitidas.

Há tantos factos que podem servir de paradigmas para atacar este ou aquele governo, de qualquer cor, que não consigo entender porquê vão – sempre -  buscar Santana Lopes por tudo e por nada!

Chego a pensar que o temem pelas qualidades que publicamente lhe negam, mas que, no íntimo, lhe reconhecem, com tal convicção, que não se cansam de o tomar como referência! – Será?

Que outra leitura se poderá fazer de circunstâncias tais – não vejo.

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Outro assunto que me surpreendeu, foi o quase silêncio sobre a morte de João Coito!

Então um português ligado de raiz a alguns jornais, que criou e, ou, serviu durante toda uma vida, um homem com uma inteligência, um bom senso, uma coerência e fidelidade de princípios que corajosamente – sempre - defendeu com a sua notável maneira de comunicar pela escrita, o que mereceu dos ”oficiais do seu ofício”, dos colegas de trabalho, das redacções dos jornais onde trabalhou e serviu, foi pouco mais do que um vil  esquecimento !

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Não conheci João Coito, senão das crónicas que apresentava na televisão, de artigos de jornal, e das homenagens que prestava por escrito a quem lhe merecia admiração ou respeito e, confesso gostava de o ler. Ele era natural da cidade da Guarda – onde vivi – ou de lá perto, e, então tinha amigos por lá, que o consideravam como o Homem ilustre que era.

Vem estes comentários a propósito de eu pensar que enquanto para além do qualquer pendor político, não for possível fazer justiça às pessoas que professam diferentes ideais será difícil, senão impossível haver paz.

                  

Não pertenço a qualquer partido político, mas admirei a Honestidade de Guterres, como também admirei a Honestidade de Marques Mendes no seu esforço de serem opositores sem serem demolidores.

Um e outro sucumbiram ao seu esforço de moderação.

Qualquer deles se cruzou com “rondosocranianos”em força no seu percurso e, como se sabe as avalanches esmagam tudo por onde passam...

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 20:23

Direita e esquerda

Domingo, 11.01.09

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.843 – 9 – Dezembro - 2005

Conversas Soltas

                  

Não! – Não vamos marcar passo.

Não vamos, até porque é isso que já estamos a fazer há muito tempo com esta querela ridícula de: - tu não prestas porque és de direita e tu és magnífico porque és de esquerda; ou vice-versa porque a recíproca também é verdadeira.

Não são os partidos que fazem as pessoas boas ou más, honradas ou sem vergonha.

As pessoas é que formam os partidos e, assim, quer de direita quer de esquerda comportam, uns e outros, gente capaz e gente incapaz. Idealistas e oportunistas, gente altruísta e gente egoísta...

Gente capaz de grandes causas e gente que só põe em causa o seu próprio umbigo...

                       

E, sempre assim será, não tenho dúvidas.

Porque se assim não fora bastavam os dez mandamentos, ou até só um: - ama o próximo como a ti mesmo – e tudo estaria resolvido.

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Ora, como Portugal, em território, relativamente à Europa é como que um pequeno quintal onde se podem molhar os pés no mar por toda a costa, todos nos encontramos aqui ou ali, e nos conhecemos e identificamos muito bem.

Sabemos dos gostos, das manias, das fraquezas, das qualidades e defeitos que mostram e também das que escondem os nossos políticos e temos portanto o nosso juízo formado, de tal modo que quando começa o blá-blá-blá das “farturas” - do vota em mim que eu é que sou bom “como o caraças”- muitos de nós procuramos outra estação para ver se encontramos o tal “caraças” para lhe oferecermos o voto.

Só que o “excelso caraças” é um mito como já se viu num outro concurso, mas esse de música e sonoros garganteados de timbres diferenciados.

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Assim desprotegidos de míticos heróis salvadores, temos cada um de nós de intimamente decidir qual a pessoa que nos parece mais capaz e fazer a escolha do “goleiro” mais hábil seja do Porto, do Benfica, do Sporting, do Cabeça Gorda ou do Alcantarilha...

 

Não sei se a alguns passou despercebida a bonita história de uma gata tigrada chamada “emily”.

Anamí (Pequena) por Laura Nah Cattani.

Como todos os felinos da sua espécie, emily, é curiosa e aventureira. Então numa das suas escapadelas foi vasculhar um contentor carregado de papel. Levou a sua investigação tão a fundo que os operários fecharam o contentor sem dar conta da intrusa.

E, aqui vai ela de viagem por navio até França e depois Bélgica onde acabou por ser encontrada e identificada pela direcção que tinha inscrita na coleira. Tratada da desidratação e alimentada a preceito, após um mês de ausência regressou ao seu país e aos seus felizes donos, em viagem oferecida, de avião e em primeira classe.

              É um episódio ternurento destes que os homens – que geram guerras e genocídios – também - são capazes até para proteger uma gatinha aventureira e de que todos tomamos conhecimento com um sorriso bom no coração.

                     

Claro que ninguém sabe se este gesto foi de gente da direita ou da esquerda e ninguém perguntou a filiação partidária aos autores da proeza, como é óbvio!

Interessa o que foi feito e bem feito e deixou feliz a criança que no aeroporto esperava – Emily – com um aconchegante abraço de mimo e felicidade.

 

 

Maria José Rijo

Anamí (Pequena) por Laura Nah Cattani.

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publicado por Maria José Rijo às 15:24

“Vem a Propósito”

Quinta-feira, 08.01.09

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.461 – 10-Julho-1998

Conversas Soltas

  

Pelo Natal foi lançada uma biografia de D. Manuel Martins – bispo de Setúbal.

No acto do lançamento presentes o autor: António de Sousa Duarte, Manuela e Ramalho Eanes, entre outros.

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Almeida Santos que prefaciou a obra e o

 

professor Adriano Moreira que fez a apresentação – tudo como manda o figurino.

Só quem não veste pelo figurino é o bispo que não deixou passar a oportunidade sem dizer mais algumas daquelas verdades que tantos se empenham em fingir que não entendem.

Dada a época em que a obra saiu o Senhor Bispo foi chamando a atenção para o discurso de circunstância que então é usual.

É que em todos os Natais as palavras: solidariedade, amor, fraternidade, proliferam como os cogumelos nos terrenos húmidos e sombrios. Só que passado o Natal as palavras recolhem ao reino idílico das boas intenções e, as promessas não passam disso mesmo e, de obras concretas, com sorte apenas alguns vestígios para que no Natal seguinte não se recomece do zero.

               

Desse acontecimento que segui por jornais e revistas fixei uma frase que o senhor Bispo disse e, que agora, a propósito do referendo sobre o aborto me parece oportuno citar - é assim: “Devemos pedir perdão às pessoas com problemas.Usamo-la para encher a boca, mas, na prática, não nos importamos”

                                                         

Depois de ouvir tanto discurso interpretativo das razões dos sins e dos nãos.

Depois de me aperceber que vão ser gastos mais de milhentos argumentos para cada qual provar que tem mais razão que o outro, ou todos os outros, que não cantarem na mesma sintonia. Depois de todos os brilharetes que a rapidez de raciocínio, a inteligência ou a simples esperteza e pendor anedótico proporcionarem aos intervenientes neste drama tão pouco levado a sério.

Enfim, depois de a razão e as razões se perderem da nossa vista afogadas em palavreado seremos capazes de chegar à conclusão de que o senhor Bispo não falava de cor ?

Penso que sim, que seremos.

Então façamo-lo já .

Façamos silencio para pensar com mais consciência.

Façamos ,que já é tarde, e venham as soluções.

Conversa-se depois.

Se  assim acontecer - se o povo perceber que não se estão a servir dele - mas - a servi-lo, as coisas mudam de figura

Não há ninguém que não perceba que a queixa não é de falta de legislação .A queixa é de falta de cumprimento dela.

À parte o que diz respeito a multas, e , mesmo essas, muito especialmente quando conferem ao autuante uma boa fatia de comissão, não sei de grandes coisas que se decretem para cumprir.

Veja-se por aqui: - uma Câmara preserva a Quinta do Bispo. Outra manda que a dilacerem...

Para quê então perder tempo?

Legislar para quê?

Em 30 de Janeiro de 97 um soldado da GNR multou-me no uso pleno das suas competências por atraso na inspecção do veículo em que eu circulava na estrada de Juromenha – Até aqui, tudo bem!

Nesse preciso momento outro elemento da brigada manda parar o condutor de uma pequena carrinha – Até aqui tudo continua bem!

Então a terceira personagem desta farsa (outro guarda) grita :- esse gajo é meu amigo !

O” Gajo ” não precisou sequer de mostrar a documentação.

Seguiu leve e ligeiro...

Até agora ainda não consegui entender como – por vezes - são entendidas as leis no nosso pais.

É obvio que não se desejem mais leis.

Para meditar, na forma como são aplicadas, já temos quanto baste

Já temos até para fundir a cuca como diriam os nossos irmãos brasileiros.

Talvez seja a hora de se falar menos e de nos importarmos mais com os outros, para além de, como lembrou o senhor Bispo, pedirmos desculpa, a quem sofre e

 

se sente apenas peão neste xadrez político, de onde a sinceridade anda bem ausente...

 

 

Maria José Rijo

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:02

Evidências

Quarta-feira, 10.12.08

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.636 – 14-Dezembro-2001

Conversas Soltas

 

 1 de abril pinoquio

Qualquer pessoa reconhece sem dificuldade que o comportamento do político, em campanha, lembra muito a do vendedor da banha da cobra.

Tal como o charlatão que tem pomadas mágicas que saram todos os males, desde tirar os calos até fazer crescer o cabelo, também os políticos têm a receita da poção milagrosa que resolve, num piscar de olhos, todos os problemas do mundo.

Qualquer ambicioso, astuto, conhecedor de um pouco da psicologia humana, se transforma num ser iluminado pela habilidade com que manipula a boa fé dos mais desprotegidos, e se compromete e envolve com os mais influentes.

                

Claro que há excepções.

Há políticos que exercem as suas funções durante anos e voltam à vida privada limpos de consciência. Com situações económicas idênticas àquelas de que fruíam no início das suas carreiras, e, há os outros, para quem a política é o trampolim de onde, de salto, em salto se vão projectando cada vez para mais alto, não importa à custa de quê.

Há quem sirva com isenção.

Há quem sirva, servindo-se.

Há de tudo.

Nesta altura de eleições, muita coisa se descobre, e se destapa.

Percebe-se perfeitamente que, se mais não se denuncia, é porque os denunciantes, algumas vezes, também têm o rabo preso – como costuma dizer-se...

Agora, o escândalo, em foco, é o caso da ponte Vasco da Gama.

Não gosto da classe política – de uma maneira geral – é evidente.

Todos nós sonhamos com a democracia.

Alguns, por ela lutamos. Por ela sofremos.

Falo com conhecimento de causa.

E, dela, do sonho de liberdade, de justiça, o que resta?

Alguém terá dito que a Democracia é (se tornou) - “a ditadura da maioria”. Sou levada a pensar, que a definição está bem encontrada.

Por quase todos os lados, choveram pequenos ditadores, para quem a Democracia, é apenas a obrigação que a todos é imposta de obediência aos seus desígnios – sem excepção!

SUCESSO

Não posso crer que seja no clima ao rubro dos comícios que se tomem as decisões mais certas...

Também, não me convenço que, com as dificuldades e privações que muitos suportam no dia a dia - de trabalho precário - tantas vezes, as pessoas disponham de tempo para avaliar, outros problemas, que não os seus, e estejam preparadas para um juízo esclarecido que possa conduzir a um voto em função da causa colectiva.

                      

Assim que, quem dispõe de poder, para martelar os seus desideratos até fazer uma completa lavagem de cérebro aos incautos pacientes acaba sempre, como nos contos de vigário, conseguindo os seus fins.

Vale tudo! Caravanas, festivais, excursões, carnavais, jantaradas, panfletos, o cão ao colo para ladrar, o gato para miar! Enfim: - tudo o que possa ser credenciado a favor dos mandantes, nem que seja em termos de maior volume de poluição sonora...

Engrossando os cortejos, uma legião de gente, dependente dos humores dos líderes pelos contratos a prazo, que os mantêm em equilíbrio de funâmbulos...

Pela irregularidade das benesses recebidas...

Devia ser obrigatório, nestas faenas, a música, aliás linda de:” o circo desceu à cidade.”

Porque de circo se trata, onde não faltam ilusionistas, malabaristas, equilibristas na corda bamba, e por aí fora...

A aposta maior, dos políticos, tinha que ser na formação de novas mentalidades, na educação, na justiça social, – no elemento mais importante, - o  ser humano...

Só que essa sementeira é lenta, não dá dividendos imediatos...

Então! – Aposta-se no exterior... no brilharete, na aparência...

                  

O que mais se avista por Portugal inteiro é o reino do betão que desfigura, aleija, fere de morte a nobre sobriedade do que era belo de raiz.

Felizmente que a vaidade bronca dos seus promotores os faz identificar com lápides as proezas cometidas... como se fossem feitos históricos.

Assim, pelo menos, não pagará o justo pelo pecador.

Valha-nos isso!

 

 

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:14

Eu fui ao jardim celeste, giró- flé -flé- flá...

Quarta-feira, 29.10.08

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.656 – 3- Maio - 2002

Conversas Soltas

 

...O que foste lá fazer? – giró- flé- flá...

Fui lá contar uma história, giró-  flá- flá- flé...

Para quem era essa história, giró flé- flé – flá...

Assim poderia começar uma cantiga, um conto, ou apenas esta conversa.

É verdade.

É assim, simplesmente, que começam muitas pequenas coisas que são importantes na vida embora não o aparentem.

Assim, terão pensado a Celeste, a Fafita, a Rosalina, e as outras senhoras educadoras cujos nomes, não retive – pelo que peço desculpa – e, que lá estavam com as suas pupilas.

                 Dormindo

Quem sabe se daquelas cento e muitas crianças, (não pela história que lhes contei), mas pela festa, em si, pela importância que sentiram -ser- atribuída ao LIVRO, à deferência prestada à palavra escrita, não ficarão tocadas pela curiosidade que lhes possa despertar o amor pela leitura, o amor pelo saber!

livro-tn.jpg

Uma coisa é certa: ninguém deixa de falar para uma criança pequena só porque ela não entende a linguagem...

E, ninguém deixa de o fazer porque, todos sabemos que assim é que se inicia a aprendizagem – insistindo, persistindo!

Assim se cuida de meter o vício do futebol nas massas – insistindo, persistindo, metendo as crianças sócias dos clubes, mal lhes registam o nome...

Horadoconto1

Volto a repetir que nada tenho contra o futebol. Apenas insisto e persisto em afirmar que outro tipo de interesses faria parte da nossa cultura de massas se, se lhes dispensasse – como deveria ser- igual espaço de divulgação.

Resumindo: fui, senti-me feliz por olhar, de perto, aquele mundo de esperança e, não posso deixar de felicitar quem cuidando daqueles “jardins celestes”, sabe, sente, trabalha, e luta para inculcar nas consciências daquelas pessoínhas todas a semente de interesses que lhes poderão enriquecer os caminhos da Vida.

Parabéns e obrigada.

         

 

Outro assunto:

Dos jardins da Celeste ao paraíso, não irá grande distância! – Não admira, portanto que me tenha vindo ao pensamento toda a problemática da maçã! E de dos consequentes estragos que a serpente, com suas tentações, ainda hoje provoca!

serpente.jpg

Tendo eu tomado conhecimento através do “Linhas” das várias nuances deste bíblico episódio – actualizado à nossa medida - lembrei-me de recordar alguns  recortes de jornais do meu arquivo.

Por exemplo em 18/XI/1994 um estimado cronista da nossa cidade, contava, referindo um discurso do Senhor Presidente da Câmara numa festa da CURPI.

 Cito:

“Diria em determinada altura que o que ali estava a acontecer era cultura, cultura não é só a Quinta do Bispo como alguns cultos jornalistas querem fazer crer. Mais de uma vez se referiu aos cultos que escrevem sobre o tão falado caso da Quinta do Bispo etc. etc. etc...”

Depois, referindo-se a si próprio ao dirigir-se ao Senhor Virgílio Barroso afirmaria:” também eu sou há bastantes anos (deficiente), mas a nossa deficiência é visível, ao contrário de alguns cultos que são deficientes da cabeça”

Curiosa é a Vida!

Não é que ao ler - na altura -  estas citações, pensei: sua Excelência o Senhor Presidente, não pretenderia, por certo, ofender os jornalistas, só, porque  não pensavam de forma igual à sua! – Logo, não era pejorativa, a  maneira peculiar de se lhes referir!

Nesta linha, estar alguém de focinho em baixo,( ocorre-me agora) poderia também ser uma fina ironia, até elegante, talvez...

Tratava-se por certo da sua maneira, muito particular, de fazer  graça, mostrar a sua forma de estar! De ser! De conviver! De comunicar!

Assim sendo, tudo bem!

 Ora, não é que acabo de  descobrir que afinal, quando não proferidas pela pessoa do senhor Presidente, mas a ele dirigidas, “ser deficiente da cabeça”, é, afinal forma ofensiva de tratar quem quer que seja!?

          

Ou haverá privilégios políticos – também - para insultar?

Realmente, morder a maçã foi o erro fatal da humanidade!

              

- É que, o caso ao que o seguimento deste folhetim demonstra tão grave que se aventa, ser a população do conselho a ter que custear o desagravo!

Ai, bom senso, bom senso, por onde andas tu, que não lembras, a quem de direito, que pedir desculpa, quando se erra, é uma atitude honrosa e politicamente certa?

Ter Elvas que pagar - do seu bolso - desacatos em que não foi visto nem achada; se não nos envergonhasse, dava para rir.

Que nos dê que pensar, também já nos ajudará a situar.

 

  

 

 Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 19:52





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