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Até quando ??

Domingo, 03.07.11

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.914 – 13 de Novembro de 1987

A Lá Minute  

Até  quando…

 

Uns dias de forçado lazer deram-me uma visão actualizada do que é

fazer graça, em algumas estações de rádio, presentemente.

Um actor credenciado, a nível nacional, como muito engraçado, disse, eu ouvi,

um chorrilho de ordinarices de fazer corar a própria cor escarlate.

Será que se pode aceitar pacientemente tal conceito de graça?

Como se estivesse   em sua casa, gastando do seu próprio
dinheiro e usando o seu próprio tempo a seu bel-prazer – e não estivesse, como
estava, falando para as gentes de um país, gastando dinheiro que não lhe
pertence mais do que a todos nós, e com obrigação de dignificar o tempo em que
é pago para trabalhar, distrair, mas não insultar a inteligência e dignidade de
um auditório – telefonou a uma colega doente e perguntou-lhe por nabos ou
qualquer outra hortaliça com um tom de cumplicidade velhaca a que ele próprio
acho   um humor delicioso.

Seguidamente inquiriu se ela estava sozinha na cama, com comentários

também edificantes…

Perguntou depois o nome dos medicamentos que ela estava a tomar e ao saber que

a doente tinha problemas de ouvidos, fez mais “graça” ainda, falando das trompas

de Eustáquio e depois das trompas de Falópio.

Farta de “tanto espirito”, desliguei a rádio como quem sustem um vómito de nojo e

fiquei a pensar que era tempo de decidirmos se queremos ou não este tipo de engraçados.

 Era bom que lhes lembrassem que são pagos por nós todos, e se é verdade que

“a cavalo dado não se olha o dente” –

nós que estamos habituados a tudo pagar por bom preço –
temos pelo menos o direito de exigir que respeitem a nossa hijiene mental e a nossa dignidade.

 

Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 17:53

Pontuação

Sexta-feira, 06.11.09

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.037 – 6 Abril de 1990

Pontuação

 

Quando era garota e frequentava a instrução primária, era costume exemplificar a importância da pontuação com uma frase que julgo, era usada em todas as escolas nesses velhos tempos.

        

“Um caçador tinha um cão e a mãe do caçador era também a mãe do cão”

Lia-se tudo isto duma assentada e depois com a pontuação nos sítios certos. Aprendíamos assim a conhecer que bastava esse “pequeno truque” para não ser possível pensar que a mãe do caçador era a mãe do cão – mas que o caçador era dono de um cão e da cadela-mãe desse dito cão.

      

Divertida com a confusão a criançada gravava a chamada de atenção que lhe era feita para assunto tão importante, na linguagem escrita e falada – a pontuação.

Ora acontece que já ando longe da escola há mais de meio século e que, portanto, não sei se agora essas histórias ainda valem, se não há outras, ou, simplesmente não há nenhumas para servir tal efeito.

O que sei é que é muito frequente os locutores das rádios, no meio de um noticiário, chamarem outro pelo nome e deixarem as coisas tão baralhadas como a história do caçador.

        

Numa destas manhãs de passado recente – prestava eu atenção ao noticiário (que uma senhora lia) quando ouvi mais ou menos isto:

“Em Coimbra foi inaugurado um novo sector da universidade Pedro Mesquita”.

Na pausa, que se seguiu, fiquei a cogitar quem seria o Pedro Mesquita, que dera o nome à universidade, quando ouvi uma voz de homem retomar a leitura dos acontecimentos e, divertida, reconheci que se tratava simplesmente do locutor que tinha a seu cuidado comparticipar na locução.

Lembrei-me então de muitas vezes em que isto já acontecera e achei engraçado trazer aqui esta observação.

               

Alguns comentários se podem tecer sobre este assunto – mais ou menos razoáveis – a meu é este:

O facto de os profissionais estarem à vontade uns com os outros, não deve permitir que os noticiários se processem como conversas de família entre eles.

          

Os ouvintes estão do outro lado e não estão interessados nas “palmadinhas nas costas que se trocam inter-pares” – mas sim, nas noticias que deverão ser transmitidas com clareza – isenção e distanciamento do “tu cá, tu lá”, no dia a dia entre parceiros do mesmo ofício.

 

Maria José Rijo

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 18:42

Gato escondido

Segunda-feira, 02.03.09

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1726 – de – 16 de Março de 1984

  

Aparece as vezes nos ecrãs da nossa televisão, uma televisãozinha insinuante, patusca, como uma piscadela de olho que nos queira conquistar…

Faz-se pequenina, doce como a EDP quando nos brinda com o seu recital de conselhos e mezinhas…

… Barragem vazia… menos energia!...

… E porque não?:

Fica de barriga vazia – mas paga a energia?

-- Quem há por aí que não tenha já avaliado o “amor” que nos têm, quando depois de meses sem cobrança regular, - aparece o “saque” que dá o golpe de misericórdia no agonizante orçamento da maioria das famílias portuguesas?

-- Quem não sabe como são “eficientes” e em “conta” os seus serviços, muito principalmente se lhe calhar estar na cadeira do dentista ou ficar fechado num elevador, porque a luz que custa os olhos da cara, nos deixa perplexos no escuro, sem aviso, sem desculpa, sem respeito, quando lhe calha e sempre impunemente?

-- Quem não sabe que com a luz se paga taxa de rádio, ainda que o contador seja só da escada do prédio ou da garagem?

      

-- Para quê agora esta televisãozinha tão ingénua, coitadinha?!

Tão desamparada a pedir a nossa intimidade?

-- Quem não vê o “rabo de fora”?

-- Delegados concelhios? – e porque não delegados de bairro, de paroquia, ou de rua?

-- Porque não um prémio de “arreganhar a tacha” para quem denunciar o vizinho em falta, o amigo, os próprios país?

E tempo de parar com o culto da rasteira, da perfídia encapotada. Nós já pagamos tudo e de tal maneira que, qualquer dia, com a taxa da água virá a da televisão e então, será assim:

 

Quer ter água e luz em casa?

TV e Rádio – o que acha?

Não tem? Não pode comprar?

Deixe lá! Já paga a Taxa.

 

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 20:52

Entrevista - Radio Renascença Elvas

Domingo, 09.11.08

 

ENTREVISTA

aos microfones

da Rádio Renascença/Elvas

No dia da Inauguração da Exposição Percurso

no Museu de Fotografia

- 19 de Setembro de 2008

Entrevista – Sandra Gomes

 

R.R – Estamos aqui no Museu João Carpinteiro, aqui em Elvas, e prontinha para assistir à inauguração da Exposição “PERCURSO” da autora Maria José Rijo.

 

Estávamos ainda há pouco a apreciar algumas das obras desta autora e ela dava-me uma breve explicação dos objectos que aqui tem, em exposição neste museu.

Objectos que contam uma história de vida.

A história da vida da própria autora e que ela na primeira pessoa poderá contar em forma resumida. Não é assim?

MJR – Pois, já lhe disse que comecei pelo retrato da Minha Mãe, quando se casou e do meu Pai, depois dos últimos retratos dos meus Pais.

A minha Mãe no dia em que fez 100 anos, veio a falecer com 104, o meu Pai aos 81 anos, foi quando faleceu.

Depois é a minha história, as fotos do meu marido quando nos conhecemos, a nossa fotografia de casados, o enquadramento familiar dele, no emprego, a faculdade de ciências, em Coimbra, o Jornalismo. Enfim é uma súmula de todas as coisas.

Todas as coisas têm um princípio, o meu foi assim… e depois diplomas de Exposições,

 Prémios de outras exposições, trabalhos de conchas, de artesanato em madeira, depois a época em que eu pintava gessos e depois a pintura a óleo.

 

Nalgumas – como este painel aqui – é um bocado critica social, por exemplo – aquele canhão com LOVE, a “Paz possível” chamo eu àquilo, como numa altura em que só se fala de paz é a morte, porque é a guerra que impera continuamente, uma espécie de critica social.

Isto aqui também tem que ver com as infra-estruturas, os pedreiros a fazerem prédios magníficos e depois aqui a aquecerem a panelinha num lume qualquer.

Este desfazamento, entre a grandeza, às vezes do que se faz e do que se mostra e a pobreza com que se vive.

 

A isto chamei BIAFRA – com crianças – porque me faz um pavor, uma coisa horrível, que as crianças passem fome. É uma coisa intolerável.

E depois um raminho de Flores, que há sempre um sorriso que em qualquer altura, mesmo na mágoa, ás vezes…

 

Isto é uma Marinha que eu fiz de casa da minha irmã, que ela tem à beira mar e eu lá pintei isto.

As árvores do Jardim que são a minha paixão.

 Jogos florais Luso-espanhóis em que ganhei alguns prémios, mais gessos…

 

Isto é uma camisinha, que a minha Mãe guardava com muito carinho, que nós vestimos

Fomos três raparigas e as três fomos baptizadas com esta camisinha. Portanto a mais velha teria hoje 86 anos. Esta camisa tem 86 anos.

São coisas de ternura que eu guardo.

 

 Isto é no tempo em que a iluminação era a petróleo, pelo menos, no campo, onde nós vivíamos, as minhas avós e as minhas tias com toda a paciência deixavam-se retratar ao serão e eu agarrava no lápis e no papel e fazia.

 A minha avó Maria Constança, a tia Chica, a avó Maria Barbara, é claro, o meu Pai e a minha Mãe, não tinham pachorra para aturar essas coisas, mas as avós, são as avós.

 

  Isto é a visão que eu tenho da minha sobrinha Francisca, que era uma criança “só olhos”, extasiada, olhando, calada, olhando… e adorando borboletas e flores.

 Acho que… enfim, saiu-me aquilo.

Isto é o meu gato, que Deus haja, foi o meu companheiro durante muitos anos e que morreu, como todos os gatos e todas as pessoas e toda a gente

 

Isto é a dor da minha vida, que é a Quinta do Bispo.

Isto são os tarecos lá de casa, que eu ás vezes juntava para pintar.

 

Aqui é uma colecção de presépios de conchas.

Depois vamos por este lado

 

Está o Alentejo, a sua lonjura, porque isto são as coisas que eu pinto de cor, pinto em casa.

Pinto a Emoção que as coisas me dão.

 

 

Isto é a imagem dos sobreiros que sempre achei fantasmagóricas, são lindos, mas arrepiam-me

 

 Estas eram as árvores das Caldas da Rainha, que eu vivia em frente da mata.

Isto são as recordações que eu tenho do mandato da Câmara, que achei muito importantes. São os meus camaradas de trabalho.

Foi a Fundação da Escola de Música, foi a fundação do Coral, foi a criação da Casa da Cultura. Foram uma série de coisas que hoje estão esquecidas do grande público, mas que aconteceram na época do João Carpinteiro.

Do Dia Mundial da Música, os Postais de Gastronomia que tiveram um êxito extraordinário, que a Câmara teve com aquele trabalho que foi feito.

Todas as coisas da Câmara, que fui eu que fiz – nunca são obra de um só, isto é da responsabilidade de um grupo, mas ás vezes agente tem mais interesse porque teve uma ideia e a coisa resultou.

É um livro da Escola, um livro de Ciclo com um poema meu.

Isto foi uma história de capa que eu escrevi para as Luzitas, há uns quantos anos

 

R.R – Muitos dos objectos que podemos ver nesta exposição, são obras, objectos particulares, Objectos seus?

 

MJR - Sim, são coisas minhas de que eu gosto. Olhe, por exemplo, esta foi a minha única sobrinha, filha da minha irmã, e que era uma pessoa encantadora, e ofereceu-me a chave da casa dela de Lisboa, para eu não ter de bater à porta.

 

 

Ela morreu. Essa casa fechou-se.

Eu tenho aqui a chave, pus o retrato dela com os quatro filhos, a minha Mãe, que viveu com ela muito tempo e a avó, que lhe tinha dado a casa.

Portanto isto é o molho da chave da avó Madalena e este é o molho das chaves das malas da minha Mãe.

São saudades, são retalhos de vida!

 

- E depois…Isto são canivetes.

 

 

Olhe, alguns têm uma história muito engraçada. Amigos que me davam – o Sr. Couto que Deus tem, que morreu, eu sei lá há quanto tempo, ofereceu-me o canivete com que cortava os calos, porque estava apaixonado pelos meus trabalhos de madeira. O Dr., que agora não me ocorre o nome dele, ofereceu-me este canivete de Albacete, que lhe deu o padrinho, quando ele fez sete anos.

Este deu-me o meu cunhado Eduardo. Como eu trabalhava em madeira toda a gente me dava faquinhas, depois deixei de trabalhar em madeira e emoldurei-as. Estão aqui.

 

São Salas de Gente.

São memórias, retalhos de vida.

 

 

 Estes são os meus bonecos de madeira que estão aqui.

São feitos a canivete, com alguns canivetes desses.

Isto que também tem alguma graça, são os dedais da minha avó, da minha bisavó, das minhas tias.

 

 

 

 

Estão todos identificados com as datas.

Isto é um bordado, que é da minha tia Chica, que morreu com oitenta e tantos anos e era habilidosíssima.

E estas são as Senhoras donas dos dedais:

A minha avó Maria de Jesus, a minha avó Maria Barbara, a tia Feliciana, a minha Mãe, a avó Maria Constança, a tia Chica e a prima Albertina.

Que eram as habilidosas da família. E então eu coleccionei os dedais e estão aqui.

 

É uma maneira de viver e estar na vida.

 

Pronto… isto são os registos que estão aqui, mais ou menos oitenta…

Por ali, alem mais uma colecção de chaves…

Mais umas coisas e pronto… aqui tem.

É a exposição.

 

RR- E assim temos um pedaço de história…

 

MJR – E aqui temos retalhos que somados são dias da minha vida!

 

R.R.—Exactamente Marisa Gonçalves, depois desta visita guiada a todas as obras aqui em exposição, no Museu João Carpinteiro.

Se ficaste com curiosidade e isso mesmo digo aos nossos ouvintes, aproveitem.

A exposição vai estar aqui neste mesmo espaço até ao dia 9 de Novembro.

São exposições que juntam pequenas montagens de recortes de jornais, fotografias, postais, pinturas e outros objectos feitos por esta artista, Maria José Rijo.

Objectos feitos de madeira, objectos feitos de conchas, objectos feitos com bordados e outros acessórios que fazem parte da vida desta artista.

Margarida, daqui é tudo, do Museu João Carpinteiro.

Já sabe, pode muito bem passar por aqui e assistir um pouco deste percurso de vida.

 

RR- Muito obrigada Sandra Gomes, que está em directo do Museu de fotografia João Carpinteiro, em Elvas, pode ver assim, esta exposição baseada nas memórias de Maria José Rijo. Mesmo em época de São Mateus até ao próximo dia 9 de Novembro.

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publicado por Maria José Rijo às 21:14

Os poliglotas

Sábado, 03.11.07

 Quem porventura seguir, mais ou menos, o que escrevo, já intuiu, por certo, que me tocam, encantam, ou ferem, as pequenas coisas - os acontecimentos sem aparente relevância.
Tal como a vida não se constrói sobre as grandes catástrofes, embora elas alterem circunstancialmente tudo e todos, são, penso eu, as pequenas coisas, os pequenos gestos, que fazem o encanto ou o desencanto do nosso dia a dia e nos orgulham ou deprimem.
Hoje, de uma maneira geral, todos dependemos da informação que os noticiários de rádios e televisões, fornecem ao domicílio.
Há relativamente poucos anos eram, apenas, os jornais e revistas que nos facultavam esse precioso serviço que exerciam cultivando com rigor o uso da língua portuguesa.
Nada tenho contra o progresso. Antes pelo contrário; vivo extasiada com os avanços da técnica e da ciência que, agradeço a Deus, ainda posso apreciar e, nunca imaginei pudessem vir a acontecer.
Porém, o facto de ter um pé no passado e outro no presente, faz-me sentir como uma ponte por onde vejo passar indiscriminadamente aquilo de que gosto ou entendo, e, também aquilo de que não gosto, talvez porque não consigo entender!
E, uma das realidades que mais me agride, como indivíduo comum, natural do “Nosso País”, para alem dos atropelos constantes à língua portuguesa, que são por demais repetidos, é o uso e abuso de termos estrangeiros, principalmente em inglês, e de siglas, que proliferam na comunicação social e nos discursos de responsáveis pela governação.
Se é imprescindível o seu uso, ponham no canto inferior direito do écran um glossário para que se saiba a que “charadas” aludem.
Porque quem trabalha um dia inteiro fora de casa, e, ao jantar espreita o noticiário, gosta de entender do que lhe falam, ainda que não tenha tido oportunidade de ter cultura de ministro.
Nos noticiários proliferam termos em inglês, nos concursos de cantorias predomina o inglês, nos discursos dos políticos cá vai mais inglês e, por aí fora... Como se fossemos súbditos de Sua Majestade Britânica!


Pensemos então: quantos políticos estrangeiros usam a língua portuguesa quando nos visitam?
Quantos artistas internacionais cantam em português?
Que média de músicas ou canções portuguesas transmitem as televisões ou rádios estrangeiras?
Quantos termos em português usam no seu quotidiano?
Era interessante saber se não traduzem de imediato para os seus idiomas alguns com que sejam obrigados a conviver...


Como gostava de saber porquê Sócrates 0002y5a9não se expressa na sua, e

nossa língua pátria, quando não domina o inglês a ponto de evitar ser depois ridicularizado [cito a revista Sábado de 4/10/07] pelo seu linguajar estrangeiro na recente visita que fez à Casa Branca, e, já antes, quando recebera o Primeiro Ministro do Luxemburgo?...se, é Portugal, que ele representa!
De onde lhes vem a obrigação de ser poliglotas, se em verdade o não forem, para dialogar com quem não faz questão de nos entender na nossa própria língua? – Não percebo!
E, os tradutores, para que servem?
Que usem variados idiomas na sua vida privada, nada temos com isso, mas ao representar Portugal falem e discursem em bom e escorreito português.
Outro facto que chego a recear seja propositado para que o cidadão comum fique longe da compreensão imediata dos acontecimentos, é o uso abusivo de siglas, que acaba redundando numa linguagem não acessível à maioria – e, resulta como se fora um idioma diferente.
Basta pensar que a supressão de uma Vida – a que o povo ainda hoje, à boca pequena, envergonhado, denomina de: - desmancho - porque sabe o que representa, também já deixou de ser designado, até, por aborto. Agora, em termos modernos é apenas – ivg!...
Como se assim se minimizassem os factos...
Como se o sol se tapasse com uma peneira...
Qualquer coisa tão insignificante como três “inocentes” iniciais...
Que mal tem? - É apenas uma maneira – Light! – De referenciar a diferença entre Vida e Morte!
Mas...o povo também canta:

- Com três letrinhas apenas
Se escreve a palavra Mãe!
Das palavras mais pequenas
A maior que o mundo tem.

 

                                  Maria José Rijo

@@@@@

Conversas Soltas

JORNAL LINHAS DE ELVAS

 Nº 2.941 - 31 de Outubro de 2007 

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publicado por Maria José Rijo às 19:51





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