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Assembleia da República

Sexta-feira, 21.12.07

 

Em continuação da sua colecção de gastronomia, iniciada com EM LOUVOR DO PÂO E DA GENTE ALENTEJANA (Doze receitas de sopas, migas, açorda e ensopados) a Câmara Municipal de Elvas, através dos seus Serviços de Turismo e Cultura, acaba de editar SABORES DE SABER HERDADO, doces populares de “ dias de “santo e Nomeada“. É uma série de 9 bilhetes-postais, ilustrados com a fotografia do doce e com a receita no reverso (nógados, queijadas, biscoitos de Páscoa, filhós, sericaia, fatias douradas, broinhas, azevias, enxovalhada), resguardados num encarte de cartolina, com textos da VEREADORA daquele pelouro, MARIA JOSÉ RIJO.

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Excelente iniciativa esta do Município elvense, que bem podia ser seguida por todas as Câmaras que não queiram ver perder-se a tradição gastronómica dos seus Concelhos.

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Noticias sobre estas colecções - podem ser consultadas em:

# - Jornal Linhas de Elvas . nº 1979 - 24/2/1989

# - Diário Noticias - 25/3/1989

# - Jornal de Turismo

# - 1º de Janeiro - Os Sabores

# - Jornal Expresso - Agenda da Assembleia da Republica

# -

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publicado por Maria José Rijo às 23:22

Um documento

Quarta-feira, 27.06.07

Dizia na sua última crónica o nosso bom amigo Gois, que para se agradar a uns, ás vezes, desagrada-se a outros.

O Gois, tem razão.

Talvez por isso, quando se atinge uma certa maturidade, escolhe-se apenas, servir a nossa consciência, e, daí que se acabe por não agradar a ninguém, mas ganha-se o que é imprescindível para a boa saúde, até da alma, um sono descansado.

Por norma quem escreve com sentido de responsabilidade e não o faz anonimamente, recusa denunciar fontes, não compromete quem em si confia mas, também não comete a leviandade de tornar publico qualquer denúncia, sem estar baseado em documentos ou depoimentos que considere sérios e absolutamente fiáveis.

Quem costuma ler os meus escritos, sabe que não me conformo com as soluções encontradas para superar o fecho de Hospitais, Maternidades, Urgências etc. etc. etc...

E, não são as falinhas mansas do Senhor Primeiro-ministro, nem as vermelhuscas faces do colérico e obstinado Senhor Ministro da Saúde que me vão calar.

Transcrevo, hoje, aqui, quase integralmente, um documento que comprova mais uma vez, como funcionam BEM os serviços que o Governo alardeia, estarem óptimos PORQUE ESTÂO CENTRALIZADOS

 

Carta enviada ao Procurador-geral da Republica:

 

Queixa / Requerimento

 

O signatário na qualidade de pai de Rafael Alexandre Rijo Lopes da Cunha, de 34 anos, Arquitecto de profissão, falecido em 28.01.2007 cerca das 23,00hrs. Na sua residência, vem requerer a V.Exª o seguinte e com os seguintes fundamentos:

1.        O falecido Rafael A.R. Lopes da Cunha, sofria de doença alérgica “ Asma”desde os 2,5 anos de idade, tendo sido sempre tratado pelo Professor Palma Carlos. De referir que essa patologia desapareceu entre os 14 e os 30 anos de idade, voltando nesta idade a reaparecer. Contudo continuava a ser seguido com regularidade pelo Professor Palma Carlos.

Mantinha uma vida saudável e a todos os títulos normal. Brilhante na Academia e de mérito profissional reconhecido no desempenho da actividade de Arquitecto.

1. No Domingo dia 28. 01. 2007, manteve a sua visita normal de família entre as 12.30 e 14.30hrs.

2..... cerca das 21,30 queixou-se de mau estar

3...às 21.50hrs. aí, sim após uma crise de tosse muito intensa queixou-se que se sentia muito mal

4.              Cerca das 22hrs, apelou-se pelo telefone ao 112 pedindo emergência médica, pois o paciente estava quase sem respirar. Sem tecer por ora quaisquer comentários quanto ao prolongamento e forma do atendimento, é um facto que o 112 não percebeu (não obstante o desespero convulsivo do apelo) a gravidade da situação.

Cerca das 22,30, quando o paciente já estava semi- inconsciente, chega uma ambulância do 112 com 2 jovens bombeiros( socorristas) não preparados para atender a uma grave crise de asma, e desprovidos de quaisquer meios de socorro (

4.              tais como garrafa de oxigénio, desfibrilhador, etc. etc, ) e nada mais fizeram que as convencionais compressões no peito

5.              Cerca das 23 hrs. Chega outra ambulância do 112, essa com uma pequena garrafa de oxigénio, e nada mais. Continuam a procurar a reanimação pelos processos normais de compressão no peito e administração de oxigénio.

6.              Só cerca das 23,30 hrs, isto é, após 1 hora e 30 minutos após o apelo chega o INEM, com médico e enfermeiro, equipado com desfibrilhador e restantes meios. Porém já era tarde.

7.              À parte a dor de uma família enlutada e sofrida, e de um bebé de 22 meses que não chegará a conhecer o pai, venho REQUERER a V. Exª se digne mandar investigar as razões porque o 112 não actuou como devia; os Bombeiros. Não sabendo tratar do assunto, não conduziram o doente aos serviços de urgência (S. F. Xavier) a 8 minutos de casa; o INEM só chega 1, 30 depois de requerida a urgência.

Ambulância do INEM

8.              Finalmente requero uma explicação do porquê aqui na Capital do País a 8- 10 minutos dum Hospital Central morre no hall de sua casa um jovem de 34 anos por falta de socorro adequado. 

Em nome do direito à verdade e do direito de cidadania exijo um inquérito e uma explicação.

                Segue a assinatura.

 

E, assim foi, porque assim é, e porque escutando os noticiários, em cada dia mais se presume que assim será...

                                                            Maria José Rijo

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Conversas Soltas

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.910 – 22 – Março- 2007

 

                                         

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publicado por Maria José Rijo às 15:35





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