Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Passeio a Juromenha

Sábado, 03.09.11
Acima, acima gajeiro,
Acima ao tope real!
Olha se enxergas Espanha,
Areias de Portugal
.
in Nau Catrineta
Ao Longe vejo Olivença
mais perto Vila Real
a meus pés o Guadiana
correndo manso na crença
de que tudo é Portugal
.
Maria José Rijo
 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 01:06

A História da Formiguinha

Sexta-feira, 24.06.11

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.901 – 14 de Agosto de 1987

A Lá Minute  

A História da formiguinha

 

Olhar o mar dá o sentido de vastidão do horizonte sem fim, faz meditar na vida.

Ver e ouvir correr a água de um rio, é bom, conforta, embala, dá sentido à reflexão.

Ver e ouvir a água
despenhar-se em cascatas é belo, mas assusta, arrepia, impressiona como nascer
e morrer.

Escutar continuamente o pingo da torneira mal vedada, desgasta – é irritante – perturba,

alucina.

 

Pensava estas coisas,
como fundo de outras que se me impõem dia a dia.

O sentido da distância, de passado e do futuro, é como um mar onde é largo o horizonte.

Para o mar, vai o rio sem o saber. Vai, apenas, porque nasceu para ser rio, e é rio sem querer.

Atropela-se, gorgorejante e esgueira-se ligeiro na garganta apertada entre os montes.


Espraia-se largo e manso nos vales convidativos que se abrem no caminho.

Quase se para, então, e se finge logo pachorrento.

Deixa-se espelhar à superfície – que a aceitação consola e descansa – mas, lá no fundo,

 a corrente mantém-se viva – que quer ser rio – é isso mesmo de procurar o mar à força,
para o ser.

Nada lhe tolhe o caminho. Atreve-se em
 saltos. Despenha-se de alturas com fúria suicida, para precipícios insuspeitos.

Deixa que lhe chamem cascata, açude – mas não pára – segue. Segue porque foi rio

que nasceu do ventre da terra e a sua vida, se bem que inscrita num leito de percurso

sobre rochas, montanhas ou vales leitosos, só pode e sabe contar a história do rio
que sonha o mar.

Trava-o a barragem, o dique, a mão do homem que o escraviza a destinos novos por ele

inventados para o domar e dele se servir.

Só o homem lhe tira a alegre paz de correr.

O homem, que, às vezes deixa sossobrar em si próprio o sentido da vida e de largo, de

horizonte sem fim, que colhe do rio…

 E é o pingue, pingue, irritante e persistente da torneira que goteja, lembrando que pouco

a pouco se pode poluir o rio que corre, e o mar que o espera – que faz do dique, que estanca o

sonho da vida do homem, que é capaz de travar o rio que segue para o mar que o aguarda…

E foi então que pensei na formiguinha frágil que interroga o mundo com pasmo:

 

“ … Oh, sol! – tu que és tão forte que
derretes

a
neve e a neve tão forte que gelou

a
minha patinha”

 

E assim, numa
lenga-lenga de dor, pergunta a pergunta, resposta a resposta, a história de
espanto da formiguinha acaba como todas as histórias desta vida:

 


Mais forte é Deus que tudo cria!”

 

 

 

Maria José Rijo

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 23:59

Entre mim e as palavras correm rios

Domingo, 29.05.11

.

Sei que o meu choro - é um choro escusado
por isso o meu choro é invisível,
silencioso
calado
Nem o conto em palavras,
porque elas nunca estão do meu lado
entre mim e as palavras, correm rios
que criam margens
que me separam de mim
me dividem
e me deixam assim a querer juntar-me
sem saber em que lado
Sei que o rio me leva até à foz!
mas aí
p'ra quê a voz?

.

 

Maria José Rijo

24 de Maio de 2011

 

 

 



Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 11:12

O Mondeguinho

Segunda-feira, 30.11.09

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1811 – 15 Novembro de 1985

O Mondeguinho

        

Por certo nem só a mim acontece, estar ás vezes, desprevenidamente, frente ao televisor, pronta para entreter de forma ligeira um bocado de serão, e nele, surgirem imagens que nos atingem como assaltos à mão armada.

     

Foi assim, agora, com esta série que relembra como a televisão, ao contar com imagens – em directo, por vezes – alterou o impacto da narração falada ou escrita, e põe como participantes na vivencia de guerras, crimes, fomes e misérias, na terrível posição de poder julgar – tudo e todos – fora do “clima” em que as situações foram vividas e “resolvidas” de formas tão cruéis que – ainda a olha-las – da sua veracidade se duvida.

        

Tenho a certeza de que ninguém volta a ser como era, depois de saber possíveis, atrocidades tais. Como tenho a certeza de que ninguém esquecerá tais coisas, se as viu.

     

Parte-se sempre de onde se está. Tudo quanto se vê ou sente, se soma ao que já se viu ou sentiu.

          

Estou a pensar numa pequena lápide incrustada na rocha, à beira de um rio nascente na Serra da Estrela.

    

Recordo que a primeira vez que a li, tive uma comoção, como se tem ao ver alguém que se julga perdido ou morto, e de repente – como uma aparição – nos surge vivo e são.

          

 Uma daquelas alegrias inesperadas, que nos entontecem e põem a rir e chorar ao mesmo tempo – porque nos inundam de paz e nos renovam a fé na vida.

          

Lá no alto, na Serra da Estrela – à beira duma pequena fonte de onde jorra água muito fria e transparente – alguém gravou:

                   

“Mondeguinho – nascente do Rio Mondego”

Só isto!

Só isto e basta para pensar e sentir, que são os mesmos homens que matam e odeiam – que se enternecem à vista de um veiozinho de água, que brota da terra, e o minam desta maneira!

          

O Mondego, é sabido – é o nosso maior rio nascido em Portugal – mas lá na Estrela, ao vê-lo pequenino, foi olhado com a alma de joelhos, como se olha um presépio, e como se lhe pegasse ao colo, porque o via nascer – carinhosamente o Homem baptizou-o: - Mondeguinho!

         

Olho estes programas que a televisão nos mostra as vezes – numa angústia que me dá até sofrimento físico – mas sei que a água é pura na nascente, e só se suja no caminho – e acho licito conservar a minha esperança.

 

Maria José Rijo

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 23:01

Requiem por um Rio – Noticias de Juromenha

Terça-feira, 11.03.08

Dias 5 e 6 de A gosto – ou seja: sábado e domingo próximos – Juromenha vai reviver a sua tradição de honrar com festejos religiosos e populares a Santa Padroeira da sua Igreja e povoação.

Assim, oferece às pessoas que durante todo o ano, lá habitam e por lá labutam, dois dias de intervalo no rame-rame das suas honradas vidas modestas e pacatas para de forma mais alegre e aberta conviverem.

De todos os lados chegam familiares, forasteiros e amigos, por esta altura do ano.

Vêm matar saudades e abrilhantar as festas.

Fazem-se touradas, petisqueiras, solta-se fogo de artifício. Dá-se largas à alegria.

Baila-se nas ruas. Conversa-se e ri-se.

Vivem-se revivendo-as, amizades, tradições, recordações comuns.

Mas… se as festas têm o nome de Nossa Senhora do Loreto – a cujo culto – o nosso rei D. Dinis consagrou a então muito importante Praça de Juromenha – lá por esses longínquos, séc. XIII/XIV – a componente religiosa a tudo o mais se sobrepõe.

No Sábado, dia 5, ás 16 horas, a Missa será celebrada por alma dos filhos da terra que Deus já chamou a si.

No domingo, dia 6, às 16.30 será a Missa solene seguida de procissão.

A vila é pequena. Aninha-se num alto, à sombra dum castelo, como nos contos de fadas. Vale a pena ir espreitá-la!...

A procissão, segue o percurso dos passeios turísticos de qualquer forasteiro.

Afasta-se um pouco das casas e caminha pela estradinha modesta que se desenha entre os campos e a Fortaleza – separando-os.

Cenário constante do quotidiano dos seus naturais.

Depois, lá ao fundo, num pequeno largo do Arrabalde de S. Lazaro – dá a volta para mostrar o rio à mãe de Jesus e regressa pacatamente ao povoado para repor a imagem no seu altar – que o seu culto – esse - está  entronizado no coração de toda a população.

A Banda, solenemente toca e o sol acende faíscas, como brasas, nos metais reluzentes dos instrumentos musicais…

Só que, este ano…

Este ano – não há rio!

No seu leito vazio – como numa cama de hospital, onde a morte recentemente tivesse passado, restam as marcas de quem a ocupou – então, neste caso, metros sem fim de grossas mangueiras a dar testemunho das tranfusões que o rio suportou até exaurir.

O rio foi sugado até dele restarem apenas poças, como rastos de chuvadas em terras de lama, ou manchas de sangue em locais de crime.

O rio foi morto na pátria onde nasceu vítima do uso desabusado do seu sangue – a sua água.

Nas suas margens, glorificando o crime, vicejam exuberantes pomares cuja sede excede as generosas capacidades de dádiva do rio.

Na geografia da Península – aprendia-se assim:

Guadiana – nasce na Lagoa da Regedora em Espanha e corre, beneficiando terras, gentes e bichos, até ao Atlântico, que encontra em Vila Real de Santo António, no Algarve – Portugal.

Os seus afluentes principais, no nosso país são, Xévora, Ceia, Degebe, Vascão e Odeleite na margem direita. Na margem esquerda: Ardila e Chanca. Porém …

Em nome de um desenfreado progresso – Será progresso, meu Deus? – O Homem que inventa necessidades que ultrapassam as suas reais necessidades e, até, a generosidade da terra, do mar, dos rios da própria atmosfera – tudo modifica.

Prende os rios.

Sufoca-lhes o destino.

E, em lugar de neles se deleitar, pescar e dos rios beber – bebe-os!

Inverte tudo.

Brinca aos deuses.

Faz pomares em terras de Oliveiras sóbrias e chaparros protectores da humidade dos solos…

Determina as árvores que são proscritas; como se alguma vez, alguma árvore, não tivesse sentido de existir… e, delirante, glorifica o excesso de outras.

Se em democracia se afirma que as regalias de um indivíduo acabam onde começam os direitos de outro indivíduo…

As regalias de todos os habitantes do planeta acabam, necessariamente, onde começa a perigar o equilíbrio da própria Natureza.

É tão lógico, tão evidente como: não estender o pé além do lençol – coisa que o Povo ensina, apenas, por intuição.

Requiem por um rio, que morre com seus peixes, seus cágados, seus mil bichos de água…

Requiem por um rio, que Deus criou também para embelezar a vida espelhando, árvores, tufos de loendros, céus, sóis e luar e, do céu, beber as chuvas.

Requiem por um rio, onde o gado bebia, de onde os pobres sustentavam o verde dos seus hortejos nas margens… e perfumava as noites quentes do Alentejo com cheiros de hortelã, mantrasto e poejos…

Requiem por um caminheiro que sonhava o mar e, a má-fé, cruelmente interrompem o seu destino…

Mas… Requiem, também, pelo Homem que quer aprisionar o sonho de seu Criador para o acomodar à sua precária medida.

Ámen!

 

Maria José Rijo

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 09:27

Trago notícias de Juromenha

Terça-feira, 04.03.08

 

 

Nº 2.294 – 7 de Abril de 1995

Conversas Soltas

Um pequeno povoado.

Uma economia débil. População idosa.

Antiga praça-forte a 18 km de Elvas e outros tantos do Alandroal a cujo concelho pertence.

Duzentos habitantes. Em meados do séc. XVI eram entre o arrabalde e o castelo 2.500 almas.

Uma escola com meia dúzia de crianças…

Um castelo de recorte idílico – de onde se enxerga um paisagem que sempre, depois, se recordará – em ruínas…

Juromenha – é quase – ou, tão-somente, uma janela sobre o horizonte vasto e perturbador de terras portuguesas que, agora, “moram” em Espanha.

Terras e povoados que se olham desejando que regressem – como quando se pensa em parentes e amigos que, por força do destino, tiveram que se ausentar – emigrando…

A sua fundação atribuem-na uns aos Galo-celtas: outros aos Romanos.

Os Árabes chamaram-lhe “Chelmena” e a tradição conta que as suas muralhas são do tempo de Júlio César.

A lenda diz que uma donzela, nos tempos antigos, senhora de muitos lugares, perseguida por um tirano que lhos queria roubar se recolheu no castelo por ser muito forte, para lá se defender.

Menha se chamava a donzela que jurou nunca se render – daí: Juromenha

 

Subi à torre de Menha

Na raia de Portugal

Nau catrineta que tenho

Sem capitão general

 

Alonguei olhos a Espanha

Em busca dum laranjal

Juro-menha! – Juromenha

Que não o pude encontrar

 

Não vejo nuas espadas

Nem donzelas a fiar

Vejo tristes águas paradas

Do Guadiana a secar

 

Vejo pomares vicejantes

Azinheiras, olival

Olivença, lá distante

Mais perto, Vila Real

 

 

Correndo, na crença, o rio

 

De que tudo é Portugal

 

separa – o que já uniu

no seu caminho p’ro mar

 

E o castelo – pedras e história

de bodas de realeza

em ruínas é memória

da altiva fortaleza

 

Onde, de vez – soberana

à Espanha disse: não

a heróica vila raiana

firme na Restauração

 

Verdades e mitos que juntas fazem a magia dos lugares.

Em 1167, D. Afonso Henriques conquistou Juromenha e o seu castelo foi doado a D. Gonçalo Viegas filho de Egas Moniz.

Em 1.242 voltou de novo ao poder dos Mouros.

Muralhas e Castelo foram reedificadas por D. Diniz em 1.312, ano em que lhe foi dado o primeiro foral.

No Santuário Mariano conta-se que o mesmo rei reconhecendo a maravilhosa história da Senhora do Loreto “lhe quis dedicar aquelle templo, que he a Matriz da Villa de Juromenha: a qual Villa elle tinha povoado e reedificado. Porém a Igreja se tem por sem dúvida, ser obra sua e dedicada por sua devoção à Rainha dos Anjos debaixo do título de Loretto”

É pois Nossa Senhora do Loreto, padroeira de Juromenha.

Em sua honra se fazem os festejos que, nestes tempos em que o trabalho escasseia, às vezes têm ficado tão esquecidos como a alegria da população que vê partir os jovens  à conquista dum futuro que não lhes pode oferecer.

Este ano o Padre Leão leiloou o Pendão.

Raul Dias Ladeiro comprou-o.

Organizou uma comissão composta de 10 elementos.

Nos dias 5 e 6 de Agosto vai ser retomada a tradição das festas após cinco anos de silêncio.

Uma história rica – um castelo – um rio.

Boa gente.

Uma paisagem de paz e beleza – parecem condimentos mais do que suficientes para se renovar a esperança no futuro desta bela povoação tão injustamente esquecida.

Ajude quem pode e deve e a Senhora do Loreto não negará o milagre – creio.

 

Maria José Rijo  

 

 

 

 

 

Jornal Linhas de Elvas

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 20:48

Vida e Morte

Terça-feira, 01.05.07

Foto - Paula Travelho

 

Muito se tem falado de Vida e de morte, nestes últimos tempos, perturbados que todos andamos com o infeliz acontecimento que quebrou com um luto trágico a paz idílica da mansa paisagem das margens do rio Douro.

            A procura dos corpos das vitimas ,no momento em que escrevo estes comentários, ainda prossegue, e, ninguém sabe até quando se processará.

            Esta insistência em se falar de buscas e de corpos, este repisar duma circunstância que torna ainda mais difícil de suportar a perda de familiares e amigos, fez-me relembrar um belíssimo livro , que na altura em que o li me fez meditar intensamente sobre vida e morte.

            Refiro: A Solidão Reinventada - de Paul  Auster .

            Nunca, antes de o ler, eu tinha sido levada a consciencializar como todos nós, os crentes e os não crentes, quase inadvertidamente, afirmamos a existência da alma sem disso, nos dar-mos conta.

            A morte afasta o homem do seu corpo. Na vida, um homem e o seu corpo são sinónimos; na morte, há o homem e há o seu corpo. Dizemos “aqui está o corpo de X”, como se esse corpo, que foi outrora o próprio homem, não uma coisa que o representava ou lhe pertencia, mas o próprio homem chamado X, deixasse subitamente de ter importância. Quando um homem entra numa sala e lhe apertamos a mão, não temos a sensação de apertar a mão à sua mão, ou de apertar a mão ao seu corpo: é a ele que apertamos a mão. A morte altera este estado de coisas. Aqui está o corpo de X, e não aqui está X. A sintaxe é completamente diferente. Agora falamos de duas coisas em lugar de uma só, sugerindo que o homem continua a existir, mas apenas como ideia, como uma amalgama de imagens e recordações no espírito dos outros. O corpo, esse, não é mais que carne e osso, uma massa de pura matéria.”

            Aqui está o corpo de X - Penso que não há, quem quer que seja, que o não tenha dito.

            Vela-se e honra-se o corpo em memória da pessoa. Porém, a pessoa já lá não está, porque se estivesse - velava-se a pessoa. Mas vela-se o corpo da pessoa que nele existia. E, que agora, existe fora do corpo. O corpo está vazio. Mas a memória da pessoa que já lá não está dentro dele, faz-nos curvar perante os seus despojos.

            Não fora essa fé de que a pessoa sobrevive ao corpo e, nada faria sentido.

           E porque o corpo nada tem que ver com a “dimensão” da pessoa que o habita, há génios, e almas grandes em corpos disformes e há almas mesquinhas em corpos de Apolos.

Porém todos continuamos a repetir :

- Aqui está o corpo de fulano - que foi uma pessoa - assim ,ou assado, e - desta maneira , sem quase nos darmos conta, todos afirmamos que uma pessoa não é apenas o seu corpo, mas muito mais do que isso.

Um corpo é matéria. Uma pessoa é matéria e espírito

Um corpo dá-nos  sensações. A alma os sentimentos.

Ninguém confunde o sofrimento, a dor física, com desgosto, mágoa, como ninguém confunde prazer físico com alegria, com deslumbramento, deleite de alma... Saúde física, com saúde mental.

Também aqui se separam as águas...

O “homem”, como ideia, sobrevive - afirma o autor.

Na Vida - passa-se -  entra-se - e sai-se. A Vida permanece. A Vida é eterna. Na  Vida, tudo cabe,  até cabe a morte da matéria, e, porque na Natureza,” nada se perde , nada se cria, tudo se transforma “é eterna e infinita a mutação, como é eterna e infinita a Vida.

Aqui está o corpo de fulano...

Fulano, expirou...soltou o último suspiro... o que quere dizer : a Vida  no corpo de fulano, extinguiu-se.

Como um rio que desagua no mar... e nele se confunde... e já sem ser rio... continua a ser água...

 

 

                                           Maria  José Rijo

 

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.600 – 30/Março/01

Conversas Soltas

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 00:09





mais sobre mim

foto do autor


pesquisar

Pesquisar no Blog  

calendário

Maio 2020

D S T Q Q S S
12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31


comentários recentes

  • Anónimo

    Cá estou eu ... meia hora depois da meia-noite...B...

  • Anónimo

    PARABÉNS PARABÉNS PARABÉNS Muitos beijinhos n...

  • Anónimo

    Minha querida TiaMuitos Parabéns pelos 94 anos - q...

  • Anónimo

    Boa AmigaSou o filho de Augusta Silva Torres que a...

  • Anónimo

    Eu sabia... sabia que era este mês que a tia fazia...


Pensamentos de Mª José

@@@@@@@@@@@@@@@@@

@@@@ O caminho acaba ali... Ali onde começa a descoberta, O caminho é sempre estrada feita O fim do caminho É uma porta aberta... Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Quando o homem se render à força que o amor tem e a arma for oração pulsará na vida a paz como bate um coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Ser semente do futuro, é a mensagem de esperança, Que como um recado antigo, A vida nos dá a herança.- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Eu penso, que é saudável e honesto reconhecer e respeitar as diferenças que nos individualizam no campo, também dosi deais.----- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@ Há uma tal comunhão entre a obra e o autor Que até Deus concebe o Homem e o Homem - o Criador! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ UMA IDEIA : É uma LUZ que se acende i nesperadamente no nossos espirito iluminando um caminho novo. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Sei para onde vou- pela ansia de galgar a distância- de onde estou- para o que não sou. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ A solidão é o que preenche o vazio de todas as ausências. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Quando na vida se perde, Um amigo ou um parente, P’ra que serve a Primavera? Se o frio está dentro da gente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Mesmo sobre a saudade, a doçura do Natal, embala cada coração como uma música de esperança. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Em passadas de gigante nobre de traça e idade vem da nascente p'ras fontes dar de beber à cidade. -- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Nas flores como nas pessoas, ás vezes a aparente fragilidade também pode esconder astúcias e artificiosos bluffes ”. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ A cada um seu direito, A cada terra seu uso, A cada boca um quinhão, A cada roca seu fuso, Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Seja cada dia um fruto- Cada fruto uma semente- Cada semente o produto- Dos passos dados em frente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Coisas e loisas esparsas- Como a ferrugem – se pica- Como a lama dos caminhos- Se pisada… nos salpica. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Todos os dias amanhecem Crianças Pássaros Flores ! Sobre a noite das crianças Pássaros Flores que já não amanhecem Amanhecerá! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Ao longe vejo Olivença Mais perto, Vila Real A meus pés o Guadiana Correndo manso – na crença De que tudo é Portugal Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Pátria sagrada de povo, Que emigrada- ganha pão, estás repartida- mas viva Se te bate o coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Portugal mais se define Onde a fronteira se traça Pode partir, mas não dobra Quem defende Pátria e Raça Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Bom seria se os recados do nosso coração chegassem ao ouvido de quem os motiva, porque então saberíamos como somos queridos e lembrados sem necessidade de telefones ou cartas. As comunicações seriam de coração para coração como a música de alma que se soltasse de um poema. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@

LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@


links

BLOGS DA CASA

EFEMERIDES

Aniversarios Blog

Culinaria

K I K A

Paginas de Diário

2020

2019

2018

2017

2016

2014

2015

2013

2012

2011

2010

Cá estou ...

Mais alguns...

Alguns...

Alentejo

Eurico Gama

Artigos sobre...

Escola Musica / Coral

Elvas Cidade...

Escritores e...

A Familia

Sebastião da GAma

Minhas sobrinhas Bisnetas

Meus sobrinhos Netos

Meus sobrinhos

Diversos...

Páscoa

São Mateus

Cartas especiais

noticias em Jornais

Dia da Criança

Cartas do Brasil- 1996

AÇORES

Juromenha

Col. de Gastronomia

O Natal

Exp. MuseuTomaz Pires-1984

Exposição PERCURSO-2008

HistóriasCmezinhasEreceitas

Revista Sénior

JOSÉ RIJO

Hospital e Maternidade

Livro de Reminiscências

Livros- de HistóriasInfantis

  • A história da Cotovia
  • A história de uma Flor
  • A historia do Castelo
  • AlendaMisterioso vale florido
  • O sonho da Joca
  • A menina de Trapo
  • A avó conta 1 historia
  • Conto - Margarida - 1
  • Conto-Margaridavaicontente
  • ... então sonhei!
  • O Cavalinho encantado
  • A princesa Jasmim
  • Aurinha está doente
  • Arnaldo o terrivel
  • A Cabrinha
  • Era uma vez ...
  • O pequeno castanheiro

Dias festivos

Programa de Poesia (radio)

Crónicas na Revista

Livro de Poemas - I

Livro de Poemas - II

Livro de Poemas - III

Livro de Poemas - IV

Aniversários Linhas

Livro Rezas e Benzeduras

Livro das Flores

LivroJoaoCarpinteiro

A Visita - Despertador

Programas se SãoMateus

Entrevistas

Entrevista - TV-Videos,etc

Visitantes no Blog

Blogs- quem nos cita



arquivos



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.