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Saramago

Quinta-feira, 08.07.10
Jornal Linhas de Elvas
Conversas Soltas
Nº 3079    8 de Julho de 2010
SARAMAGO
.

 

 

Dei comigo a pensar em Saramago; no que vi e ouvi sobre ele, no Senhor Presidente da Republica, em tantas e tão diversas gentes que Portugal inteiro pode ver e, também, se me apeteceria falar de tudo isto agora que a vida de Saramago ganhou a dimensão imensa “daqueles que por obras valorosas se vão da lei da morte libertando.”

Pensei bastante. Depois fui reler o que sobre ele escrevera em 95,e em 98 aqui no Linhas.

A tantos anos de distância, muitas vezes a nossa opinião pode alterar-se ou até mudar radicalmente.

A minha de então, manteve-se.

Naquela altura teria eu lido o “Memorial do Convento”e pouco mais. Agora, é diferente. Li quase tudo. Nem sempre com grande prazer, mas sempre com muita curiosidade e, até por vezes contagiada pela inquietação expressa no que lia. Algumas vezes, até, como no “Ensaio sobre a Cegueira” com tanto interesse, que li e reli o livro, de um fôlego duas vezes seguidas.

Para mim foi perturbador.

Deliberadamente, não li nada, nada, além dos títulos, dos livros, que pelas críticas (e, até quase escândalos), sabia porem em cheque as minhas profundas convicções religiosas. Recusei-me a isso porque, na minha idade, afasto-me deliberadamente de tudo quanto possa pretender fazer balançar os princípios a que me atenho para viver e morrer.

Falta de convicção? – Pode entender-se como tal. Eu responderei:  

Também não questiono os meus pais.

Mas vale a pena contar: - foi Saramago quem despediu do Diário de Notícias, e deixou sem trabalho o marido de uma sobrinha minha (que ainda não havia completado o seu curso de direito) e ao tempo, já era pai de duas crianças. Uma de quatro e outra de dois anos - e, isto foi feito em nome de que  justiça? – de que ideais?

Não atinjo. Só se, a crermos na voz do povo, em nome do qual se cometeram tantos atropelos – se quis comprovar, que, para se reconhecer o vilão basta pôr-lhe um pau na mão!

Aqui, neste ponto das minhas memórias, entendo e louvo o Senhor Presidente da Republica que reconheceu ao País e a ele próprio o dever de cultuar a obra e a memória do escritor, mas reconheceu a si próprio a dignidade, de, como cidadão não ter esquecido as descortesias de que foi alvo por parte da pessoa de Saramago.

A democracia que permitia a um, dizer do outro, que ocupa a posição de presidente do seu pais que era “catedrático da vulgaridade”, permite ao visado, mostrar a verticalidade e a grandeza do seu carácter, cumprindo o protocolo, não sendo mesquinho, mas sendo coerente com os seus sentimentos pessoais sem descurar os seus deveres constitucionais.

Assim como se reconhece a Sousa Lara “o direito à indignação”que lhe permitiu afrontar tudo e todos em nome do  critério das suas convicções. Não podem apenas considerar-se democratas os que estão na crista da onda. Às vezes, quem aparentemente perde, fica de pé frente à sua consciência, o que podendo não ser o mais fácil é, com certeza dignificante.

Depois, afora alguns sorrisos de piedade que não se podem conter quando aparecem as pirosas manifestações dos “íntimos”, “tão íntimos” de todos quantos forem ou pareçam ser “importantes”as cerimónias tiveram para além da dignidade devida, uma adesão de gente anónima muito considerável, atendendo, até a que aconteceram em pleno campeonato de futebol.

Goste-se ou não da obra, admire-se ou não a forma de estar na vida do homem que Saramago foi. Pense-se ou não que outros escritores da língua portuguesa teriam merecido o Nobel antes  dele.

( Falou-se em Virgílio Ferreira, em Torga…)

Tenhamos ou não mágoas por não entender alguns comportamentos seus, reconheçamos que, nunca, nem como pessoa, nem como escritor, Saramago se apresentou como santo.

Daí que lhe caibam, por condição humana, seus pecados, se os teve. Talvez, enquanto tal, tivesse sido apenas alguém fremente de interrogações que procurou, quase com desespero, fazer as pazes consigo próprio e, só tarde, encontrou alguma serenidade no amor de Pilar.

 

Não sei. Todas as conjecturas estarão para sempre em aberto e não sou eu quem desvendará seus mistérios.

Quis apenas – também - pensar “alto”nas contradições dos sentimentos de ser gente.

O que não permite dúvidas é a projecção que através da sua obra ganharam a língua e a literatura portuguesas.

E, isso torna-o credor de gratidão. Esse é o reconhecimento que lhe devemos e, o único julgamento colectivo que – penso - nos cabe fazer.

Mesmo quem não o entendeu, nem amou, como pessoa, se, se exprime e comunica na língua portuguesa, penso que pode reverenciar o escritor com gratidão e respeito.

Ninguém me pediu opinião, mas, são as pessoas comuns que consomem as edições das obras e, se as lêem, pensam, julgam, emitem pareceres – é o caso.

                                                                    

 

 Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 18:31

Coisas do destino

Domingo, 22.03.09

Conversas Soltas

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.298 – 5 de Maio de 1995

 

 

“Memorial do Convento” – não foi um daqueles livros que eu tivesse lido sem parar, até perder o fôlego – como é meu jeito.

Não foi, não!

Muitas vezes suspendi a sua leitura e empenhei a minha atenção noutras coisas que a solicitavam, sem o mínimo constrangimento – tão desinteressada dele – venha a verdade, que me regalava “petiscando” de outros livros, os meus eleitos – que tenho sempre por perto.

No entanto,Memorial do Convento”, é, dizem os críticos autorizados – e eu até concordo – sem que por esse parecer alguém se interesse – um livro com fascínio.

                         

Se é verdade que por vezes se pode pensar dele que é mais chato do que a “Légua da Póvoa”, não é menos verdadeiro que uma vez vencida a relutância de nos embrenharmos no seu clima, a leitura ganha um deslizar tão natural que conquista a nossa atenção e dele se guarda depois lembrança duradoura.

Comigo, pelo menos, foi assim.

E, foi-o, de tal forma que hoje, a propósito já nem sei de quê, a sua lembrança se me impôs e me ocorreu falar dele.

Talvez um pouco, porque narra factos históricos ligados a Elvas. Talvez.

Descreve a troca das princesas no Cáia.

Dona Bárbara, para lá – Dona Mariana para cá. Tudo isso que foi vivido aqui à nossa porta com o aparato, o cerimonial e todo o protocolo que sempre coube à realeza.

No seu reinado – primeira metade do séc. XVIII – D. João V – o “magnânimo” fizera promessa, que cumpriu, de que o Convento de Mafra seria erecto se sua mulher concebesse. E foi a princesa nascida, desse “milagre”, que, ao que a história conta, foi “contrabandeada” aqui na nossa fronteira.

Tenho a perfeita convicção de que esta não é maneira muito canónica e referir história e obra tão louvada.

Tenho. E, ainda para mais da autoria de tão galardoado escritor que até já foi proposto para o prémio Nobel.

Tenho essa perfeita convicção. Mas, quando um livro sai da mão de seu autor e se torna obra impressa de folhas e páginas contidas entre duas capas mais ou menos sedutoras e aliciantes – ele passa a ser também de quem lê.

Mantém-se é certo, descendente directo de quem o criou. Porém, quer o livro, a obra de arte concebida pela inspiração, talento, inteligência, criatividade, saber, ou seja lá o que se lhe queira chamar – quer um filho de sangue – têm caminhos próprios inalienáveis. Ainda quando se trate dessa tal princesa que Dona Maria Ana Josefa, vinda de Austrália, deu à luz por via dos amores do Senhor Dom João V – numa cama preciosa bulindo de parasitas. (conta o Memorial).

Assim que, como as pessoas, os livros também grangeiam nos seus percursos mais ou menos fama, prestígio, aceitação…

Pessoalmente, não morro de amores pela escrita de Saramago.

(Vejam que ousadias permite a democracia à minha ignorância!...)

Ora tudo isto porque, relendo aqui e ali fragmentos de “Memorial do Convento” – senti de novo o “bafo” axficiante das camas quentes dos palácios onde reis e princesas dormiam tão assediados por legiões de percevejos, como qualquer soldado ou maltrapilho – todo um povo – que, às claras, se catava de piolhos como símios, entre si, cantam pulgas abrindo marrafinhas na pelagem… E, lembrei-me da carta de despedidas do parasita que, guloso como um vampiro, partiu em demanda de nova cabeça para explorar:

                          

“Se disserem que morri entre unhas:

- arranjai testemunhas…

Se disserem que morri em água quente:

- esperai-me sempre…

Se vos disserem que morri em lume de algum lenho:

- Não me espereis, nem escreveis, que já não venho.”

- Coutos de “ratinhos” entre a poeira e o calor das ceifas que aumentam as coceiras…

Ball-and-stick model of DDT or Dichloro-Diphenyl-Trichloroethane. 

E… não é que de repente pensei com gratidão, quase com ternura, no altamente poluente D.D.T.?

Coisas do destino.

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:59

“Sacar o meu” – “Sacar algum”

Sábado, 06.10.07

            Ainda ontem, Saramago, perguntava na televisão – “ Onde está a Europa que não enche as ruas gritando contra as injustiças e as prepotências que dão aso às atrocidades que povos cometem contra outros povos?

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            Onde estão que não assumem os seus deveres de cidadania?”

            A minha voz não tem o eco das vozes dos poderosos. Tem, no entanto, o eco ténue da voz de alguém que interroga, que questiona, com a fraca voz que tem – a sua!

            Alguém que cora de vergonha quando escuta das bocas de gente válida aquele humilhante: vou sacar o meu! - Vou sacar algum!

            Especialmente na vida política, é uma tristeza, é de uma baixeza sem nome esta vergonhosa confissão!

            Pessoas que se fizeram eleger por amigos e conhecidos, ou por anónimos que convencidos da verdade e da sinceridade das suas promessas os empurraram para o poder e que, agora, apenas, eles próprios o confessam querem “sacar algum” “sacar o deles”...

            Mas, o que é deles? - Pergunta-se.

            Como se torna deles “o nosso” se não há convicção e interesse no que fazem? - se não há devoção à causa publica que juraram servir?

            Como crer neles, escutá-los, respeitá-los se são eles que conspurcam aqueles com quem colaboram contando deles as falsidades, as imundices morais, a linguagem desbocada, a cupidez, a prepotência, os documentos apócrifos que produzem, a falta de seriedade intelectual? - Como, se são eles que deitam no ventilador todo o lixo das suas consciências?

            Pode por acaso servir de alibi a esfarrapada desculpa de que preciso de “sacar o meu” alcançar a reforma? - Só aguento por isso...

            Não será esta a forma mais cruel de abdicar do direito de cidadania e do respeito por si próprio que todos nos devemos esforçar por ter?!

            NÃO SERÀ ESTA A LINGUAGEM DA TRAIÇÂO AO 25 DE ABRIL?

No entanto, abrem-se os jornais, escutam-se sussurradas confidências, e essa é, muitas vezes a imagem que nos fica de alguns políticos de agora. Mais, muitos mais do que seria razoável admitir.

Parti para estas reflexões das palavras de Saramago e de um livro que lia, lia e relia, consultava, comparava e tornava a reflectir com esse “quase breviário” que me aconteceu ter em mãos e tem como título: “A Vida É Breve” de Jostein Gaarder.

Trata-se de uma carta escrita a Aurélio Agostinho (que havia de vir a ser Santo Agostinho), uma resposta às suas “Confissões” por Flória Emília que foi sua mulher e mãe do seu filho.

            É um documento precioso que nos leva até ao fundo das nossas consciências na procura do peso, ou do valor, da nossa humanidade no confronto, em nós, com a própria essência do divino, no desejo do reconhecimento da verdade da Vida que, tão mal servimos, por vezes.

            A vida é breve!

- E soma-se com pequenos indícios, instantes fugazes em que o mistério Dela quase se torna perceptível. - “Trágico é não o entender”...

            Poderá alguém pensar a sério que perante Deus, umas pessoas são menos dignas que outras?

          Poderá alguém pensar que são os cargos que tornam as pessoas iluminadas, sábias, infalíveis ao ponto de poderem exigir que toda a gente pense de maneira uniforme – a sua!                    

Nenhuma pessoa só pode saber tudo. Quem o reconhece nega a globalidade do seu próprio conhecimento. É bom reconhecer que assim acontece.

Quem tem dúvidas e interrogações, pode crescer. Ainda tem veredas para subir...

Quem só tem certezas – está no pico – à sua frente só terá o caminho de retorno que será feito a descer...

Espero que se entenda que falo de: - Dimensão Humana!

 

                                                 Maria José Rijo

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Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.501 – 23/4/1999

Conversas Soltas

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publicado por Maria José Rijo às 22:00





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