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Nem já Sonho…

Sábado, 14.11.09

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.823 – 7 de Fevereiro de 1986

 Nem já Sonho…

                

Desde os meus velhos tempos de rapariguinha de Liceu que me habituei a dizer – ou a repetir – apenas os primeiros versos do poema de Manuel Bandeira:

                   

“ Vou-me embora pra Passargada

Lá sou amigo do Rei…”

 

Como quem dá o grito do Ipiranga, quando preciso libertar-me de qualquer pressão premente.

Só que, a minha Passargada, o meu reino do Ipiranga, não tinha nada que ver com o império de Ciro da velha Pérsia.

                       

Não! Nada disso!

Tudo quanto eu pudesse aliar à ideia de liberdade e de felicidade na terra – tudo quanto tivesse a ver com evasão do dia a dia rotineiro, se passava lá para os mares das Caraíbas – lá para as Antilhas – lá nessa ilha que o cinema da época tornava idílica com as canções, lânguidas,

                          

entoadas por mulheres indígenas, lindas como a Dorothy Lamour, vestida de folhas de plantas e enfeitadas por colares de flores, tão coloridas, como se tivessem ao pescoço o próprio arco-iris. As praias tinham areais dourados e macios como tapetes finos e, para comer, bastava estender o braço porque logo se achava um fruto gostoso, sumarento e perfumado, para que a mão com negligente elegância o recolhesse.

              

Assim, o cinema, vinculava a imagem de que no Haiti a única obrigação era a de ser feliz e todos os desejos se resolviam de forma tão mágica como o “Abre-te Sésamo” de “Ali Bábá” nas “Mil e uma noites”.

              

E, assim, cresci inventando a minha reserva, sempre que dela precisava, e, quando li (de um poeta cujo nome esqueci) “Poesia dos mares do Sul” apenas: Eu nunca lá fui!”

Intimamente fiquei feliz porque eu, que nunca fora à minha Pasárgada, dava-lhe de cada vez que a reinventava, um toque novo de Paraíso imaginado.

Li agora nos jornais e ouvi nos noticiários: - “Guerra no Haiti”.

                

Fiquei defraudada.

Devia ser proibido haver guerra, dor e morte no mundo dos sonhos da gente.

Qualquer dia não fica um espacinho, sequer, por mínimo que seja, onde se possa situar a “nossa Passárgada” e será inútil o nosso grito do Ipiranga.

            

Se ao menos eu fosse Vinícios – abraçava-me ao violão – pitava um cigarrinho, tomava uns tragos de whisky e trauteava em canto bem choradinho:

Ai que saudade…

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:44

Um Sonho – Um dever – Um lema

Quinta-feira, 30.07.09

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.818 – de – 3 de Janeiro de 1986

Á Lá Minute

 Um Sonho – Um dever – Um lema

 

1986, chegou ao calendário com um belo cognome de esperança: - Ano Internacional da Paz.

A criação da Paz. É sem dúvida, um dos maiores desafios que se põe à inteligência e à capacidade do Homem.

                            

Mas a Paz e a Justiça, caminham de mão dada, e a justiça começa na maneira, de cada um de nós estar entre os outros. Começa no segredo de cada consciência.

Ao fazer estas afirmações aqui da “minha” varandinha onde vou, como posso, “assomando à lá minute” – fico confrontada publicamente com elas, como já fiquei, quando também publicamente defendi a presidência da Câmara de Elvas para João Carpinteiro.

Disse então:

“ Uma Câmara é uma casa mãe de toda uma população”

É uma casa de serviço.

É uma espécie de cérebro e coração por onde passam todas as mensagens de um corpo vivo (que é a cidade) – que tem que ser protegido para que progrida e se desenvolva em equilíbrio no seu conjunto sem tumores de miséria, nuns sítios – nem exibições de falsa grandeza noutros.

Uma Câmara terá que repartir dificuldades e bens – com o rigor e justiça de um chefe de família.

Uma Câmara não pode ter enteados porque cada munícipe é um filho da terra e cada elvense, irmão de outro elvense aos olhos da sua cidade “Mãe”.

      

 Incorporo a equipa de João Carpinteiro que começa o seu mandato neste Ano Internacional da Paz.

Se cada um de nós – nos limites da sua medida – criar e viver a sua Paz interior – com a justiça do seu procedimento – estaremos, por certo, todos a colaborar na prática e no espírito desta meta proposta à consciência do mundo inteiro:

A Paz Internacional.

.

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:31

ANO NOVO

Sábado, 03.01.09

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1922 – 8 Janeiro de 1988

Á Lá Minute

 

 

 

O que se passa não volta mais. Ninguém regressa do passado. Ontem, a semana passada, há um século, visto por este prisma são datas igualmente irrecuperáveis, e, por essa razão, igualmente distantes.

O futuro é uma esperança – nem sequer é uma promessa feita a ninguém.

No entanto, são a memória do passado e a perspectiva do futuro que dão sentido à vida – daí que a lembrança faça parte da consciência de ser, de cada um de nós, tanto como a esperança de um novo amanhã, que se receia em cada dia que finda ou em cada ano que se acaba.

                     Feliz Ano Novo

Com o tempo repartido em dias, horas, meses e anos, as referências alinham-se, as memórias constroem-se e as vidas singram por caminhos de tempo, comuns ao conhecimento de todos.

O dia que foi bom para uns, pode ser menos bom para outros, ou mau, ou péssimo, ou até maravilhoso.

Paralelamente vão acontecendo vida e morte, sorte e desventura no mesmo instante para gentes distintas, e de tudo quanto passa, se tira espaço para semear novos assomos de coragem.

-- Talvez amanhã…

-- Talvez para o ano…

-- Talvez… Talvez… e a incerteza retocada de fé e de esperança, acalenta, afasta o desânimo e empurra para a luta do dia a dia como se o futuro fosse herança certa.

Um ano findou outro se inicia.

-- Talvez… é o sinal da esperança que se guarda em cada um de nós.

-- Talvez… quem dera!

   

Lutemos pelo sonho que enfuna a vela e talha o caminho.

Ao passado não se regressa.

Guardamos dele a lição que a memória nos dá e deixemos que a vontade nos empurre para a sementeira certa que a esperança pede.

Sempre haverá quem recolha os frutos.

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:25

Partilhamos todos...

Domingo, 20.04.08

Eu sei, sei perfeitamente, que não sou, nem de perto, nem de longe, a pessoa mais indicada para vir a público falar de Joaquim Tomaz Miguel Pereira.

Mas também sei que tendo tomado conhecimento da sua morte, não me sentiria bem se calasse a sensação de perda que me tocou e, também a consciência de que todos os elvenses, mesmo aqueles a quem o seu desaparecimento aparentemente nada diga, só porque sendo, como ele era - natural desta nossa terra – merecem tomar conhecimento de que, a nossa cidade, perdeu um filho ilustre, um homem de carácter, inteligente e bom, culto e muito devotado a tudo que envolvesse o progresso de : “esta Elvas, esta Elvas” – seu berço..

Nunca tive intimidade, nem com Miguel Tomaz Pereira, nem com sua Mulher.

Porém, como intimidade, não significa – amizade - tenho em  verdade o gosto de afirmar que fomos amigos, e confesso-me sua admiradora intelectual, embora não tenha um conhecimento profundo da sua obra.

Possuo, por oferta do próprio, alguns dos seus trabalhos literários, mas neste momento, mais do que tudo queria lembrar os artigos sobre a história da vida da nossa cidade que publicou em vários jornais locais, as causas que defendeu olhando sempre o seu desenvolvimento cultural assente no respeito pela nossa história e tradições e a sabedoria que deles imanava. Tenho como convicção, que, como eu, muitos interessados os terão coleccionado como fonte de conhecimento e consulta.

Quando ainda jovem, Joaquim Tomaz Miguel Pereira, escreveu também poesia que em 78 editou num livro intitulado:

“ Sonhar a Madrugada” – dele respigo – “Saudade” – poema dedicado ao Senhor Jesus da Piedade

 

       Som longínquo e presente de saudade

       Longínquo som de dor e de amargura

       Murmúrio manso de passado ausente,

       Algo feito de sangue e de tortura,

       Algo que se não vê, mas que se sente...

       Que se sente pairando – aonde, aonde?

       O sonho é sonho – e sonho alevantado,

       Na paisagem esbatida do destino,

       A imensa saudade do passado:

       S. Mateus dos meus tempos de menino!                                           

                                                   Elvas, Setembro 1963

 

Escrevo estas considerações, um pouco em cima do joelho –( da mala já fechada, neste caso) - porque me estão esperando para viajar, até onde também me leva a saudade dos meus tempos de menina...mas não fui capaz de me ausentar sem  “ partilhar com todos”  um pouco deste “Sonhar a Madrugada” de quem,  nesta hora, já plenamente a vive e foi entre nós, como pessoa – um cidadão  exemplar.

Expresso o meu pesar à família enlutada e à cidade, que, por ter perdido quem a serviu com saber, honra e brio, também ficou mais pobre.

 

 Maria José Rijo

@@@@@

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.847 – 5-Janeiro. -2006

Conversas Soltas

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:29

Evidências ou coincidências!? ...

Domingo, 15.07.07

Como todas as manhãs, a empregada chegou na hora certa. Enquanto metia a chave na porta surgiu o gato, ninguém saberia de onde, o que, também como sempre, atrapalhava o cerimonial da entrada com as marradinhas  de cumprimentos de boas- vindas.

Transposta a entrada seguia-se o ritual costumeiro.

Mudar a água da tigela onde o bichano bebia, renovar-lhe a dose do leite, encher-lhe o prato ,depois de bem lavado, com  petisco do seu agrado.

Só então, já livre daquele empecilho a atravancar-lhe os passos, com miadelas de mimo e manifestações interesseiras de afecto,

começava a tarefa do dia a dia, propriamente dita.

Abria o saco das compras, colocava o pão e o leite nos lugares próprios, arranjava a maquineta do café e preparava o tabuleiro para o pequeno almoço.

Então, sem fazer ruído, entrava na sala, abria um pouco as janelas, recolhia os cinzeiros, despejava-os, lavava-os, repunha-os nos lugares, substituía os jornais velhos que apanhava espalhados pelo chão, pelos do dia que cuidadosamente, colocava direitinhos em monte, no sítio aprazado para o intento.

Dava um jeito numa jarra, um toque aqui, ou acolá, tirava a cinza da lareira, e acendia-a de novo.

Invariavelmente, o gato, que passara a noite peregrinando pelos telhados em busca de aventuras, ao sentir-se de barriga confortada, vinha instalar-se perto do lume, lambendo-se,  alisando os bigodes e preparando-se para uma soneca regalada.

Tudo nos conformes pensava a mulher, olhando em redor, a avaliar o resultado da sua intervenção...

            Tirava então o avental, dava uma ajeitadela no cabelo passando-lhe as mãos para o alisar, agarrava as cartas prontas para o correio, que sempre ficavam na salva de prata na consola do corredor, e, tão mansamente, como chegara esgueirava-se para a rua deixando o dono da casa continuar a dormir tranquilamente na casa em silêncio.

Quando recebeu a carta ,  Matilde, julgou sonhar.

Como é que Miguel de Unamuno lhe poderia ter escrito se havia morrido 1936 , e era o ano 2000?

Mas a carta estava ali nas suas mãos e era forçoso reconhecer que não era uma carta vulgar. Quem a escrevera possuía cultura sólida e profundos conhecimentos, até, sobre teorias de matéria tão delicada como a sobrevivência da mente após a morte . Difícil agora seria identificar o autor da brincadeira que exibia um tom de intimidade e, até um certo pendor amoroso na forma como se lhe dirigia.

Que estava intrigada, era evidente. Decidiu que não falaria a ninguém sobre o assunto e discretamente investigaria na procura de uma pista.

Entretanto o seu velho amigo Santa- Maria, telefonou-lhe porque sabendo do seu interesse pelo transcendente, vida para além da morte etc. etc. etc. queria falar com ela sobre uma conferência muito interessante a que assistira.

Foi.

Pelo sim, pelo não, levou consigo a misteriosa carta.

Santa-Maria não escrevia uma palavra que fosse sem ser manuscrita. Máquinas de qualquer espécie considerava-as como impedimentos entre o pensamento e a escrita.

Assim que, se muniu de uma serie de folhas repletas de anotações e, passados os primeiros instantes  de efusivas manifestações de alegria pela visita, se enfronharam  numa conversa sem fim.

A certo passo Matilde reparou na semelhança da caligrafia do mestre com a carta que levava no bolso e, não resistiu.

Muito séria disse:- quer ler isto?

Claro. –Foi a resposta.

Porém, mal olhou a folha que lhe apresentavam exclamou:  mas... esta letra é minha! – e, estupefacto leu tudo avidamente.

Após a leitura, ficou estático pensando, e foi então que recordou que havia sonhado que fora, em outra encarnação, ou vida passada, o escritor Miguel Unamuno, e que ela fora, nesse tempo, sua mulher, razão pela qual, nessa outra dimensão lhe havia escrito aquela, e outras  cartas, que se recordava – perfeitamente- ter lido no sonho.

Só não tinha consciência de que a sonhar lhe  tivesse escrito, o que era evidente ter acontecido.

Foi a vez de ela confessar que, se lembrava agora, de também  já uma ocasião haver sonhado ter sido casada com  Unamuno .

Olharam-se confusos.

Evidências?- Coincidências?...

De certo, sabiam apenas, que tinham sonhado.

 

 

                                                           Maria José Rijo

                                                     Escritora e Poetisa

 

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Revista Norte Alentejo

Nº 19 – Março / Abril -- 2002

 

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publicado por Maria José Rijo às 15:56

Não se volta ao passado

Sábado, 16.06.07

Classes inteiras vivem suas infâncias e adolescências par a par.

Criam-se vínculos, raízes, quase dependências afectivas entre companheiros de escolas.

Escolhem-se os íntimos, de acordo com afinidades, simpatias...

Fazem-se confidências, projectos futuros, sonha-se vida e acredita-se que tudo  virá a acontecer de acordo com os nossos desejos.

A pouco e pouco, o tempo vai impondo suas normas. Acontecem mudanças imprevistas e imprevisíveis.

Como as raízes de uma árvore procuram seu sustento ramificando-se de acordo com as possibilidades que o solo lhe oferece, assim, cada qual, se encaminha, e se enreda na vida na procura da porta de saída que o leve ao sonho imaginado.

Divergem as rotas que se haviam julgado comuns.

Acenam-se de longe os que quereriam caminhar lado a lado.

Somam-se os anos.

Somam-se as distâncias.

Alargam-se os intervalos das lembranças.

Algumas perdem-se. Outras persistem, e insistem em povoar-nos de recordações.

Chamamos-lhes saudades!

A elas nos agarramos. São as nossas ancoras. Estamos fundeadas nelas. Presos ali, como que defendidos de todos os males.

Sabemos de onde somos.

Somos dali! Do que retivemos na memória.

São como a nossa casa no tempo. São o nosso passado.

Levamo-las connosco como uma feição, um tique, herdado de família.

Pode a sorte, ou o azar serem a nossa companhia. Não interessa.

Conhecemos cada canto, cada minúcia do que nos enche a alma.

Temos tudo de cor.

Aquele mundo de lembranças é o nosso mundo interior.

Então, um dia, não resistimos. Vamos afoitos em demanda do que julgamos pertencer-nos.

Pula-nos no peito o coração à medida que os nossos passos nos aproximam do almejado intento.

Paramos para ganhar fôlego. Controlamos a emoção.

Seja ao anoitecer, seja a que hora for, a luz não nos desilude. Conhecemos-lhe todos os cambiantes seja em que instante for.

O cheiros também o nosso olfacto os identifica.

Seja o da cal das paredes molhadas pela chuva, seja o da calçada que o calor do sol parece rachar, seja o ar húmido da madrugada, ou a doçura morna das tardes outonais , seja lá que momento for tudo está conforme, nesse aspecto com o que trazemos no coração.

Tudo parece certo. Volta-nos o sorriso, a ousadia, e avançamos.

Na catadupa de abraços com que nos recebem, nos aconchegamos, nas lágrimas de alegria dos reencontros a alma se nos refresca.

As notícias saem em atropelos. As perguntas e respostas também.

Então passada a euforia, olhamo-nos pela primeira vez, de verdade, após tanto tempo decorrido.

O coração, então, balança.

Não são as rugas, os cabelos brancos que fazem a diferença.

Foram os anos, que cavaram o fosso.

Bem se pode chamar à presença tudo que do passado nos lembramos.

Esgotado o impacto do primeiro momento, o passado é um fato fora de uso que não serve mais a quem quer que seja.

Reconhecemos-lhe a beleza, mas está fora de questão usá-lo a não ser como máscara de fingimento.

Há entre ele e o momento actual uma distância intransponível.

Podem os locais persistir iguais, as pessoas não!

Reatar, significa tornar a atar. Significa o reconhecimento de que algo estava partido, separado. Significa que a continuidade estava interrompida...

Significa que entre um dia e outro dia se viveu uma noite.

Significa que se podem revisitar os locais, e, ainda que sejam as mesmas pessoas a tentar recuperar o tempo passado, jamais o poderão conseguir.

Cada instante que passa não volta jamais, e ao passado ninguém volta por muito vivo que ele permaneça no nosso coração.

 

 

                            Maria José Horta Travelho Rijo

                                 Escritora e Poetisa

 

Conversas Soltas

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.727 – 19/Set./03

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:07

POEMA PARA TI

Terça-feira, 13.02.07

                        flores - borboletas

Tudo o que amo - sou

Aonde fui - estou

Trago flores e sol

Sementes e lutos

Mortes e esperanças no meu olhar

E nos meus silêncios

E quando estendo as mãos

para te afagar

Sou a ribeira que corre

O mar que tu amas

Os sonhos que tens

O corpo que pedes...

E o meu carinho

Cheio de seiva do passado

É nessa hora

As nascente a engrossar

As raízes do amanhã !

Que, dizer hoje, nos promete!

.

 

 Maria José Travelho Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 15:06





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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

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